Entenda a relação Matemática/Educação no seu âmbito puro e vaidoso – através de comentários da Lei nº 9394/96

 

15 de junho de 2018

 

Hoje irei deixá-los apaixonados pela maravilha que é a Matemática e a Educação, sob um olhar mais legal analisando alguns pontos interessantes através de leis, principalmente da Lei Nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. (Redação dada pela Emenda Maximal nº 01, de 2018)

Lei Nº 9.394/1996

Vamos lá com a Lei 9.394/1996!

A educação escolar de que se trata a Lei 9.394/96, considera a educação em instituições próprias à esse fim de modo porém que essa educação tome sentido não só na vida escolar da criança mas, também, no meio profissional e na prática social.

Vamos acompanhar um trecho trazido na Lei 9.394/1996:

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. 

§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente da República Federativa do Brasil, observado, na educação infantil, o disposto no art. 31, no ensino fundamental, o disposto no art. 32, e no ensino médio, o disposto no art. 36. (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

Quando se fala em educação, mais especificamente em educação básica deve-se considerar não apenas os conteúdos administrados em sala de aula, mas também, o desenvolvimento integral do aluno de modo a possibilitar seu desenvolvimento enquanto cidadão inserido em um contexto social favorecendo seu desenvolvimento para o trabalho e também para seus estudos posteriores servindo, assim, como base para o seu desenvolvimento enquanto sujeito e autor do seu futuro.

Segundo Piaget “A preparação dos professores constitui a questão primordial de todas as reformas pedagógicas, pois enquanto ela não for resolvida de forma satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a respeito do que deveria ser realizado.”

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Como está disposto o ensino Médio

De acordo com a Lei 9.394/1996:

Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos específicos, a serem definidos pelos sistemas de ensino, com ênfase nas seguintes áreas de conhecimento ou de atuação profissional: (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

I – linguagens; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

II – matemática; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

III – ciências da natureza; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

IV – ciências humanas; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

V – formação técnica e profissional.  (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

[…]

§5º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para a sua formação nos aspectos cognitivos e socioemocionais, conforme diretrizes definidas pelo Ministério da Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

§6º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e duzentas horas da carga horária total do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

§9º O ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016)

Paulo Freire diz que “saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. O professor aberto às indagações dos alunos e a curiosidade. O professor não deve privilegiar a memorização dos conteúdos. Estes devem estar contextualizados a uma realidade sócio-histórica, uma vez que o educando faz parte de uma sociedade em constante transformação e os conteúdos trabalhados na escola precisam estar relacionados à sua prática social. Nesse sentido, o conhecimento de mundo do educando deve ser considerado relevante para que a prática educativa seja concretizada e levada além do contexto escolar

Segundo Cortella “conhecimento como aquilo que vai servir para operar a minha vida, fazê-la funcionar, o conhecimento como solução de problemas, o conhecimento como maneira de existir de forma mais consciente, mais nítido, menos alienado.”

Nessa mesma linha, o físico e estatístico alemão Andreas Schleicher, coordenador do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), fala que “conteúdo em excesso é sinônimo de aprendizado superficial”. Ele analisou o currículo de matemática de vários países e concluiu que o currículo brasileiro é o triplo do de Singapura, que está no topo em relação ao desempenho no Pisa, enquanto o Brasil está entre os últimos. Schleicher fala da importância de “ater-se aos conceitos essenciais e às ferramentas que permitem ao aluno raciocinar melhor.”

Nesse mar de informações, o que vale a pena ensinar e aprender? Que conhecimento importa? Quais conteúdos? Como selecionar esses conteúdos? Para que eles servem? Em meio a esses dilemas, o papel do professor-curador é fundamental para ajudar o aluno partir do que tem e chegar onde é necessário. Nesse trajeto, o professor auxilia na construção de critérios de seleção.

Como Cortella, Schleicher e Blikstein já apontaram, hoje em dia, mais importante do que ensinar conteúdos é saber o que realmente importa, ajudar os alunos a desenvolver raciocínio lógico, autonomia e criatividade, ajudá-los em seu percurso com foco onde querem chegar, prepará-los para o mundo como um todo, inclusive o do trabalho. 

Quadro atual do ensino de Matemática no Brasil

Entre os obstáculos que o Brasil tem enfrentado em relação ao ensino de Matemática, aponta-se a falta de uma formação profissional qualificada, as restrições ligadas às condições de trabalho, a ausência de políticas educacionais efetivas e as interpretações equivocadas de concepções pedagógicas.

No entanto, muitos esforços vêm sendo empreendidos para minimizar esses problemas. Alguns com bastante sucesso, como os que acontecem em escolas que têm elaborado projetos educativos de modo a que contemple os interesses e necessidades da comunidade.

Também existem professores que, individualmente ou em pequenos grupos, têm iniciativa para buscar novos conhecimentos e assumem uma atitude de constante reflexão, o que os leva a desenvolver práticas pedagógicas mais eficientes para ensinar Matemática. De modo semelhante, universidades, secretarias de educação e outras instituições têm produzido materiais de apoio para a prática do professor.

No entanto, essas iniciativas ainda não atingiram o conjunto dos professores e por isto não chegam a alterar o quadro desfavorável que caracteriza o ensino de Matemática no Brasil. A formação dos professores, por exemplo, tanto a inicial quanto a continuada, pouco tem contribuído para qualificá-los para o exercício da docência. Não tendo oportunidade e condições para aprimorar sua formação e não dispondo de outros recursos para desenvolver as práticas da sala de aula, os professores apoiam-se quase exclusivamente nos livros didáticos, que, muitas vezes, são de qualidade insatisfatória.

A interpretação equivocada de concepções pedagógicas também tem sido responsável por distorções na implementação das ideias inovadoras que aparecem em diferentes propostas.

Assim, por exemplo, a abordagem de conceitos, ideias e métodos sob a perspectiva de resolução de problemas – ainda bastante desconhecida da grande maioria – quando é incorporada, aparece como um item isolado, desenvolvido paralelamente como aplicação da aprendizagem, a partir de listagens de problemas cuja resolução depende basicamente da escolha de técnicas ou formas de resolução memorizadas pelos alunos.

De forma semelhante, nem sempre são observadas recomendações insistentemente feitas para que conteúdos sejam veículos para a aprendizagem de ideias fundamentais (como as de proporcionalidade, equivalência etc.) e que devem ser selecionados levando em conta sua potencialidade, quer para instrumentação para a vida, quer para o desenvolvimento de formas de pensar.

Quanto à organização dos conteúdos, de modo geral observa-se uma forma excessivamente hierarquizada de fazê-la. É uma organização dominada pela ideia de pré-requisito, cujo único critério é a estrutura lógica da Matemática. Nessa visão, a aprendizagem ocorre como se os conteúdos se articulassem na forma de uma corrente, cada conteúdo sendo um pré-requisito para o que vai sucedê-lo.

Por último gostaria de deixar uma frase de Mário Sérgio Cortella que diz o seguinte:

“A matemática é a mais humana das ciências!”

Que a força esteja com vocês!

Fonte:http://s2.glbimg.com/DFMqlvcGrWqiKHJrKabQskXSoiY=/620×430/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2012/03/15/jedi.jpg

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Se tiver alguma sugestão de tema para abordarmos, por gentileza mande que nós escreveremos sobre. =)

Um grande abraço e bons estudos!

 Tutor Mário Vicente Ferrara

 

15 de junho de 2018

 

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