1° de Dezembro dia Mundial de Luta contra a AIDS: todos em atenção ao Dezembro Vermelho

 

5 de dezembro de 2017

 

Tornar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão tomada em 1987 pela Assembleia Mundial de Saúde juntamente com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. Já no Brasil, a data passou a ser adotada, a partir do ano 1988, assinado pelo Ministro da Saúde.

HIV/AIDS É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

fonte: http://shoppingdelpaseo.com.br

 O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a AIDS. Ele foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo pela AIDS.

O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/AIDS, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.

HIV/AIDS

 É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda, que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial, com manifestações variadas que podem se assemelhar a um quadro gripal, ou mesmo a uma mononucleose. Nessa fase os sintomas são autolimitados e quase sempre a doença não é diagnosticada devido à semelhança com outras doenças virais. Em seguida, o paciente entra em uma fase de infecção assintomática, de duração variável de alguns anos. A doença sintomática, da qual a aids é a sua manifestação mais grave da imunodepressão sendo definida por diversos sinais, sintomas e doenças como febre prolongada, diarreia crônica, perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. As infecções oportunistas passam a surgir ou reativar, tais como tuberculose, pneumonia por Pneumocistis carinii, toxoplasmose cerebral, candidíase e meningite por criptococos, dentre outras. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes, como o sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin podem surgir, caracterizando a aids. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais, como leishmaniose e doença de Chagas, tem sido observada no Brasil. A história natural da doença vem sendo consideravelmente modificada pelos antirretrovirais que retardam a evolução da infecção até o seu estágio final.

 Modo de transmissão

Transmissão sexual, sanguínea (via parenteral e da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou após o parto) e pelo leite materno. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações frequentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos; utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade; uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis); gravidez em mulher infectada pelo HIV; e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar, abraço ou beijo, alimentos, água, picadas de mosquitos ou de outros insetos.

fonte: http://www.jornalcorreiocacerense.com.br

 Período de incubação

É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda, podendo variar de cinco a 30 dias. Não há consenso sobre o conceito desse período em aids.

 Período de latência

É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (aids). Sem o uso dos antirretrovirais, as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos, dependendo da via de infecção.

 Período de transmissibilidade

O indivíduo infectado pelo HIV pode transmití-lo durante todas as fases da infecção, sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia.

 Importante!!!!!

 HIV é o vírus e a AIDS é a doença propriamente dita. A pessoa ter o vírus pode ser que não venha a desencadear a doença, e ter uma vida saudável, portanto vírus, desde que tenha um acompanhamento médico e multiprofissional e tratamento adequado.

Tratamento

São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS, que variam, em adultos e crianças, com curso ou não de doenças oportunistas, com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. Por esse motivo, recomendasse procurar um médico, de preferência Infectologista para iniciar o quanto antes o tratamento.

Boletim Epidemiológico de AIDS – 2016

 Segundo o boletim epidemiológico entre as mulheres, observa-se que, nos últimos dez anos, a taxa de detecção vem apresentando uma tendência de queda em quase todas as faixas etárias, exceto entre as de 15 a 19, 55 a 59 e 60 anos e mais, representando 12,9%, 2,7% e 24,8% de aumento de 2006 para 2015, respectivamente. Em 2015, a maior taxa observada foi entre aquelas com 35 a 39 anos (27,0 casos/100 mil hab.)

fonte: http://www.aids.gov.br

O mais significativo deles seja a mobilização da população em todo mundo no dia 1º de dezembro, “Dia Mundial da Luta Contra a Aids”. Nesse dia, se comemora o esforço de cada nação no combate à aids. A data é dedicada à luta contra a aids pela solidariedade, contra a discriminação e o preconceito em relação a todas as pessoas que vivem com o HIV.

Prevenção

A medida preventiva mais preconizada é o uso de camisinha e não compartilhar agulhar e seringas em usuários de drogas)

 Treinar nosso conhecimento….

 (UFSBA – Enfermeiro – UFMT/2017) Em relação ao quadro clínico de sinais e sintomas da AIDS, assinale a afirmativa correta. 

(A) Fase assintomática é dividida em precoce e sadia.

(B) Na ausência de qualquer intervenção terapêutica, a mediana de progressão da fase aguda até a fase sintomática é aproximadamente uma semana.

(C) Os sintomas mais comuns na fase aguda da AIDS são: febre persistente, perda de peso rápida, cansaço, fadiga, erupção cutânea, diarreia que dure mais que uma semana. 

(D) Os hábitos e a qualidade de vida são irrelevantes no aparecimento precoce dos sinais e sintomas. 

 Resposta: C

Corrigindo as demais:

a) e b) Fase assintomática: infecção precoce, também conhecida como fase assintomática, pode durar de alguns meses a anos, e os sintomas são mínimos ou inexistentes.

d) Os hábitos e a qualidade de vida são RELEVANTES

 Lembramos que a leitura é de caráter informativo.

 Referências
Disponível em: http://www.aids.gov.br/
Disponível em: http://www.adolesite.aids.gov.br/
Protocolo Clinico e diretrizes terapêuticas para manejo da Infecção pelo HIV em adultos – PCDT – 2017. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2013/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-manejo-da-infeccao-pelo-hiv-em-adultos

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 Tutor

Antonio Carlos Gelamos

5 de dezembro de 2017

 

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