Você sabe o que é o Biomonitoramento? Vamos um conhecer um pouco sobre essa técnica

biomonitoramento e a qualidade da água
Por Maxi Educa 30 jun 2017 - 3 min de leitura
3 min

 Nas últimas décadas, o biomonitoramento tem sido amplamente utilizado como uma ferramenta que avalia a “saúde” de ecossistemas aquáticos e, assim fornece subsídios para uma análise integrada da qualidade da água de rios e mananciais.

biomonitoramento e a qualidade da água

fonte: http://www.clickciencia.ufscar.br

Segundo Carneiro, 2004 o biomonitoramento consiste em um método de análise experimental que permite avaliar poluentes em grandes extensões de áreas utilizando organismos vivos, que são denominados bioindicadores.

Sabe-se que a qualidade da água é um assunto de inegável importância para a sobrevivência humana. Entretanto os ecossistemas aquáticos estão entre os ambientes mais ameaçados em todo o mundo, uma vez que sofrem diversos impactos resultantes das atividades humanas à medida que população cresce e que aumenta o interesse e potencial econômico de uma determinada região (figura 01).

 

Fonte: http://www.belezafm.com.br
Figura 01. Poluição aquática

O que são bioindicadores e quais os mais utilizados na avaliação de ambientes aquáticos ?

Os Bioindicadores podem ser espécies, grupos de espécies ou comunidades biológicas interias. Estes organismos, por apresentarem elevada sensibilidade ou tolerância a vários parâmetros, respondem a alterações em seu habitat por meio de mudanças em sua abundância, presencia/ausência, morfologia, fisiologia, ou comportamento, e assim refletem as condições de estresse às quais o sistema está exposto, indicando a concentração dos poluentes e a intensidade do estresse em função do tempo.  Os bioindicadores mais utilizados são aqueles capazes de diferenciar entre oscilações e estresses de origem humana com precisão de rapidamente.

Nos ecossistemas aquáticos os organismos que vivem no fundo, isto é, bentônicos têm sido amplamente utilizados como bioindicadores de qualidade de água e saúde de ecossistemas por apresentarem as seguintes características (figura 02):

– Apresentam ciclos de vida longo, comparando-se com os organismos do plâncton que em geral tem ciclos de vida em torno de horas, dias, 1 ou 2 semanas; os organismos bentônicos podem viver entre semanas, meses e mesmo mais de 1 ano, caracterizando-se como “organismos sentinelas”;

-Diversidade de formas de vida e de habitats, podendo ser encontrados em praticamente todos os tipos de ambientes aquáticos;

-Organismos sensíveis a diferentes concentrações de poluentes no meio, fornecendo ampla faixa de respostas frente a diferentes níveis de contaminação ambiental.    

– Mobilidade limitada, fazendo com que a sua presença ou ausência esteja associada às condições do habitat;

– Apresentam ciclos de vida longo, comparando-se com os organismos do plâncton que em geral tem ciclos de vida em torno de horas, dias, 1 ou 2 semanas; os organismos bentônicos podem viver entre semanas, meses e mesmo mais de 1 ano, caracterizando-se como “organismos sentinelas”.

-Facilidade de uso em manipulações experimentais, o que poderá resultar em previsões mais precisas.

Fonte: https://aquaprojeto.wordpress.com
Figura 02. Organismos bentônicos geralmente utilizados como bioindicadores.

Vantagens do biomonitoramento

 A eficácia do uso das respostas biológicas como indicadores de degradação ambiental comparado as medidas tradicionais está no fato de que quando utiliza-se apenas os parâmetros físicos e químicos do ambiente, estes registram apenas o momento em que foram coletados, funcionando como uma fotografia do rio, necessitando assim de um grande número de análises para a realização de um monitoramento eficiente. Outra desvantagem das medidas tradicionais é que, se forem feitas longe da fonte poluente, as medições químicas não serão sensíveis ao ponto identificar perturbações que estão ocorrendo no ecossistema. Por outro lado, os organismos aquáticos integram as condições ambientais durante toda a sua vida, permitindo que a avaliação biológica seja eficiente na detecção tanto de ondas tóxicas intermitentes agudas quanto de lançamentos crônicos contínuos.

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 Referencias:

CARNEIRO, R. M. A. Bioindicadores vegetais de poluição atmosférica: uma contribuição para a saúde da comunidade, 2004 Dissertação (Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública), Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
http://labs.icb.ufmg.br/
https://aquaprojeto.wordpress.com

Elaboração: Tatiane Mantovano

 

 

 

 

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