Conceitos Fundamentais sobre Economia

 

9 de setembro de 2015

 

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O que são conceitos básicos de economia?

Primeiramente, vamos compreender o que é a economia e a sua divisão de macroeconomia e microeconomia, para posteriormente vermos conceitos fundamentais relacionadas à economia presentes no nosso cotidiano!

O conceito de Economia

As pessoas necessitam alimentar-se, vestir-se, receber uma educação, etc.; para isso, há os recursos, mas a renda é insuficiente na hora de conseguir todos os bens e serviços desejados para satisfazer suas necessidades.
A satisfação de necessidades materiais (alimentos, roupas e habitação) e não-materiais (educação, lazer, etc.) de uma sociedade obrigam seus membros a se ocuparem de determinadas atividades produtivas. Por intermédio dessas atividades, produzem os bens e serviços que necessitam, e que posteriormente se distribuem para seu consumo entre os membros da sociedade.

Definição Economia

A economia estuda a maneira como se administram os recursos escassos, com o objetivo de produzir bens e serviços e distribuí-los para seu consumo entre os membros da sociedade.
De forma intuitiva, pode-se dizer que a economia se preocupa com a maneira como os indivíduos “economizam” seus recursos, isto é, como empregam sua renda de forma cuidadosa e sábia, de modo obter o maior aproveitamento possível.

Definição de Microeconomia

Estuda o comportamento de consumidores e produtores e o mercado no qual interagem. Preocupa-se com a determinação dos preços e as quantidades em mercados específicos.
A microeconomia é aquela parte da teoria econômica que estuda o comportamento das unidades, tais como os consumidores, as indústrias e empresas, e suas inter-relações.

Definição de Macroeconomia

Estuda a determinação e o comportamento dos grandes agregados como PIB, consumo global, investimento global, exportação, inflação, desemprego, com o objetivo de delinear uma Política Econômica.”
– A macroeconomia estuda o funcionamento da economia em seu conjunto. Seu propósito é obter uma visão simplificada da economia que, porém, ao mesmo tempo permita conhecer e atuar sobre o nível da atividade econômica de um determinado país ou de um conjunto de países.

Repetidas vezes, termos desconhecidos aparecem em entrevistas e reportagens sobre economia, além de fragmentos de textos. Não permita que estes termos dificultem a sua resolução de provas e o seu entendimento da economia brasileira, bem como das atualidades do país. Para tirar suas dúvidas e ampliar o conhecimento, fique por dentro de 30 conceitos básicos da economia.

1. CAPITAL: Riqueza utilizada, em suas diversas formas, com o objetivo de gerar mais riqueza para seus detentores. Para as empresas, representa o chamado capital social, isto é, o capital inicial que foi subscrito e integralizado por seus sócios quando do surgimento da empresa, acrescido ao longo do tempo pela incorporação dos lucros líquidos. Uma empresa é de capital aberto quando se trata de uma sociedade anônima cujo patrimônio é composto por ações que são negociadas na bolsas de valores por um número relativamente grande de acionistas cuja identidade não necessariamente é fixa ou mesmo conhecida. Já as empresas de capital fechado possuem um número determinado de sócios e seu patrimônio não pode ser objeto de negociação em balcão das bolsas de valores.

2. ECONOMIAS DE ESCALA: São as economias obtidas quando da produção de bens em larga escala através da redução nos custos unitários.

3. ECONOMIA DE ESCOPO: Quando há maximização de lucros com a produção simultânea de mais de um produto, a chamada produção conjunta. A economia de escopo só se define quando a produção dos produtos separadamente se mostra mais onerosa. É resultado da utilização da mesma matéria prima na produção de tais produtos. É comum que exista economia de escopo em empresas diversificadas; neste caso, o escopo é a variedade de produtos que podem ser produzidos conjuntamente, a partir da mesma matéria prima, para atingir o lucro máximo.

3. INFLAÇÃO: Aumento persistente dos preços em um nível generalizado, de que resulta uma contínua perda do poder aquisitivo da moeda para a população do País onde ocorre. É um fenômeno monetário perigoso, porque a elevação de um preço puxa a de outros. As causas são diversas, mas geralmente resultam ou da emissão sem lastro de moeda (quando o governo precisa de dinheiro para pagar suas dívidas sem que tenha ocorrido um aumento nas atividades econômicas), ou do reajuste no câmbio (quando o governo é obrigado a desvalorizar sua moeda em relação à outra mais forte, em geral o dólar). No Brasil há três índices básicos de inflação: o IPC (medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, a Fipe), o INPC (do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE) e o IGP (Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas).

4. HIPERINFLAÇÃO: Quando os preços aumentam tanto e tão rápido que todos gastam o dinheiro assim que o recebem. Essa velocidade no consumo se dá devido ao temor de que o dinheiro perca seu valor. A partir daí, a confiança da população na estabilidade da moeda é destruída e busca-se investir em moedas estrangeiras, ouro, imóveis. No Brasil, a hiperinflação registrada foi mais amena. Mesmo assim, chegou a bater os 80% em um único mês (março de 1990).

5. EXTERNALIDADES (ECONOMIAS EXTERNAS): Benefícios obtidos por empresas que se formam (ou já existentes) em decorrência da implantação de um serviço público (ex: energia elétrica) ou de uma indústria, proporcionando à primeira vantagens antes inexistentes. A existência de externalidades atua no sentido das reduções de custo e é uma alavanca para o desenvolvimento econômico.

6. JURO: Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado.

7. VANTAGENS COMPARATIVAS: Concepção teórica criada por David Ricardo sobre o comércio internacional. Afirma que cada país deveria dedicar-se ou especializar-se onde os custos comparativos fossem menores.

8. PRODUTIVIDADE: Resultado da divisão da produção física obtida numa unidade de tempo (hora, dia, ano) por um dos fatores empregados na produção (trabalho, terra, capital).

9. POUPANÇA: Parte da renda nacional ou individual que não é utilizada em despesas, sendo guardada e aplicada depois de deduzidos os impostos.

10. MERCADO: grupo de compradores e vendedores que estão em contato suficientemente próximo para que as trocas entre eles afetem as condições de compra e venda dos demais.

11. PLANO REAL: programa econômico que, a partir de 1994, estabilizou a inflação brasileira que até então estava descontrolada.

12. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): a produção de um país é medida por meio desse indicador, que leva em conta três grupos principais: Agropecuária, formada por Agricultura, Extrativa Vegetal e Pecuária; Indústria, que engloba Extrativa Mineral, Transformação, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Construção Civil; e Serviços, que incluem Comércio, Transporte, Comunicação, Serviços da Administração Pública e outros serviços.

13. POLÍTICA ECONÔMICA: São as medidas adotadas pelo governo para controle da economia. As políticas relativas ao orçamento, por exemplo, afetam todas as áreas da economia e constituem políticas de tipo macroeconômico; outras afetam algum setor específico, como, por exemplo, o agrícola e constituem políticas de tipo microeconômico. Estas são dirigidas a um setor, a uma indústria, a um produto ou ainda a várias áreas da atividade econômica e criam a base legal em que devem operar os diferentes mercados, evitando que a competição gere injustiças sociais.
Alguns defendem que o governo não deve interferir na economia e deixar que ela funcione por conta do próprio mercado, ou seja, as relações de compra e venda entre empresas, bancos e consumidores. Outros acreditam que o governo deve cobrir as deficiências inerentes ao mercado. Neste caso, a política econômica deve prever e tentar eliminar as crises, além de tentar reduzir o desemprego e fomentar um rápido crescimento econômico.

14. POLÍTICA MONETÁRIA: é o controle da quantidade de dinheiro em circulação no país. Ela auxilia na definição das taxas de juros do governo.

15. RENTABILIDADE: é a taxa que indica o retorno de um investimento. Calcula-se dividindo o lucro obtido pelo valor do investimento inicial.

16. SPREAD BANCÁRIO: é a diferença entre os juros que são pagos pelos bancos na captação de dinheiro e os que eles cobram nos empréstimos concedidos. No Brasil, essa taxa atinge um dos maiores valores do mundo. Em 2004, de acordo com o Banco Central, foi de 28,1 pontos percentuais.

17. TARIFAS DE SERVIÇO: tarifas cobradas pelos bancos por serviços prestados como saques em caixas eletrônicos, extratos, manutenção de contas e outros.

18. TAXA DE INVESTIMENTO: as despesas do governo são classificadas de duas maneiras: despesas de custeio e despesas de investimento. Nas despesas de custeio, estão a compra de bens de consumo, pagamento de salários dos servidores públicos, pagamento de benefícios sociais etc. As despesas de investimento são aquelas feitas na aquisição e construção de bens duradouros: estradas, escolas, hospitais e o pagamento de empréstimos. A taxa de investimento do governo é calculada com base no total das despesas com investimentos dividida pelo total da riqueza nacional produzida em um ano: o Produto Interno Bruto – o PIB.

19. TAXA SELIC: É a taxa básica da economia brasileira que significa Sistema Eletrônico de Liquidação e Custódia estabelecida mensalmente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central. Ela indica quanto o governo paga em juros pelos títulos que emite regularmente para refinanciar sua dívida. Ao calcular essa taxa, o Copom leva em consideração diversos fatores, como a previsão da inflação futura (próximos 30 dias) e as tendências momentâneas de queda ou elevação dos preços da economia (inflação passada).
As condições da economia internacional também são consideradas: se há excesso de dinheiro no mercado internacional (liquidez internacional), ou se há falta de dinheiro. O mesmo cálculo é feito no mercado interno: se há muito ou pouco dinheiro circulando (liquidez interna) e a necessidade de financiamento das contas públicas (se o governo tem pouco ou muito dinheiro em caixa para honrar suas dívidas que estarão vencendo nos próximos trinta dias, mais as despesas do dia a dia – as despesas de custeio e despesas de investimento).

20. DÍVIDA EXTERNA PÚBLICA: é o total da dívida que o governo tem com bancos, empresas ou mesmo pessoas, no exterior. A dívida é representada por papéis chamados títulos. Os mais conhecidos títulos brasileiros são os C-Bonds, emitidos pelo Tesouro Nacional. Ao tomar o dinheiro emprestado, o governo se compromete a pagar determinada taxa de juros.

21. DÍVIDA INTERNA: é o total da dívida que o governo tem com bancos, empresas ou mesmo pessoas, negociada no interior do país. Para o governo tomar dinheiro emprestado, ele emite títulos da dívida, que são como notas promissórias, por meio das quais o governo diz como, quando e quanto vai pagar por aquela dívida, sempre acrescida de juros – que são os juros básicos do país, chamados de Taxa Selic no Brasil.

22. MERCADO CAMBIAL: Instituições que realizam a conversão da moeda nacional em divisas estrangeiras e vice-versa em operações relacionadas ao comércio externo de bens e serviços.

23. MERCADO DE CAPITAIS: Conjunto de instituições que fornece capital de longo prazo. Inclui as Bolsas de Valores, bancos, seguradoras etc.

24. MERCADO DE CRÉDITO: Conjunto de instituições (bancárias e não bancárias) que fornece capital de curto prazo, tanto para o consumo quanto para o capital de giro das empresas, além de atuarem no mercado de títulos públicos.

25. MERCADO FINANCEIRO: É o conjunto formado pelo mercado cambial, o mercado de capitais, o mercado de crédito e o mercado monetário.

26. MERCADO MONETÁRIO: Instituições que realizam operações de crédito de curto e curtíssimo prazo para a cobertura de desencaixes momentâneos dos agentes econômicos, aí incluídos o Tesouro Nacional e os próprios bancos. Serve como principal instrumento de regulação da liquidez da economia para o banco central, através da compra e venda de títulos públicos.

27.  MONOPÓLIO: Estrutura de mercado em que uma única empresa ou grupo de empresas sob controle único dominam a oferta de determinado produto ou serviço num determinado mercado. Monopólio natural, quando as condições técnicas da produção (basicamente as economias de escala e os elevados custos fixos) fazem com que a existência de uma única empresa seja a solução mais eficiente em termos de redução de custos. Monopólio legal, quando imposto por regulamentação pública.

28. MONOPSÔNIO: Uma situação em que existe somente um comprador de determinada mercadoria ou serviço num determinado mercado.

29. OLIGOPÓLIO: Estrutura de mercado na qual um pequeno grupo de empresas controla parcela expressiva da oferta de produtos e serviços. Mesmo que haja um número grande empresas no mercado, o fundamental é que a competição entre as maiores empresas tem de levar em conta, de forma sistemática, a presença e a reação de outros concorrentes de porte e competitividade semelhante.

30. OLIGOPSÔNIO: Estrutura de mercado em que poucas empresas, de grande porte, são as compradoras de determinada matéria-prima ou produto primário. Pode ocorrer de duas maneiras: quando um mercado comprador é muito concentrado, com poucas e grandes empresas negociando com muitos pequenos produtores atomizados, ou quando tanto o mercado consumidor como o mercado vendedor são concentrados.

Clariana Ribeiro Nogueira.
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9 de setembro de 2015

 

Comentários

  • Josilene silva set 28, 2017

    Gostaria de receber assuntos sobre economia

  • Maxi Educa out 02, 2017

    Bom dia Josilene. Obrigada por sua participação e sugestão em nosso blog. Repassei para o tutor responsável e assim que possível, ele trará esse tema. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

  • Camila jan 04, 2018

    Bom conteúdo escrito de forma simples. Ideal para os iniciantes no mundo da Economia. Parabéns!

  • Maxi Educa jan 04, 2018

    Boa tarde Camila. Agradecemos sua participação em nosso post e ficamos muito satisfeitos e contentes em saber que nosso material lhe foi útil. Nossa intenção é auxiliar os estudantes que estão no começo da caminhada. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

  • Antonio Judas fev 18, 2018

    admiro tanto todo conhecimento debitado nesta pagina .E conhecimento puro no que diz respeito a economia.

  • Maxi Educa fev 19, 2018

    Bom dia Antonio Ficamos gratos pelo seu comentário e participação em nosso post. Tentamos trazer o máximo de informação sobre Economia para auxiliar os estudos. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

  • Jorge Valente maio 30, 2018

    Matéria apresentada de maneira clara e objetiva. Parabéns pela didática!!1

  • Maxi Educa maio 30, 2018

    Boa tarde Jorge. Agradecemos imensamente sua participação em nosso blog. Nosso intuito foi trazer esse assunto de modo claro e objetivo e ficamos felizes em saber que conseguimos cumprir com essa finalidade. Continue lendo outros posts em nosso site, todos os dias temos um assunto diferente. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

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