Abordagem sobre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e seus aspectos Multifatoriais.

 

26 de setembro de 2017

 

DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são doenças multifatoriais que se desenvolvem no decorrer da vida e são de longa duração. Atualmente, elas são consideradas um sério problema de saúde pública, no Brasil, em 2013, as DCNT foram a causa de aproximadamente 72,6% das mortes.

As DCNT são resultado de diversos fatores, determinantes sociais e condicionantes, além de fatores de risco individuais como tabagismo, consumo nocivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

http://www.isaacbenchimol.com.br/endocrinologia//endocrinologia/interesse-geral/234-doencas-cronicas-nao-transmissiveis

FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

Fumo

O fumo eleva o risco de doenças cardiovasculares. Fumar cigarros promove aterosclerose e eleva os níveis de fatores coagulantes do sangue, como fibrinogênio. A nicotina eleva a pressão sanguínea e o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio que o sangue pode transportar. Exposição prolongada à fumaça do fumo de outras pessoas também pode elevar o risco de doenças cardiovasculares em não-fumantes.

Dieta

Vários aspectos dos padrões de dieta têm sido relacionados a doenças cardiovasculares e condições relacionadas. Esses aspectos da dieta incluem ingestão alta de gordura saturada, o que eleva o colesterol no sangue e promove arteriosclerose. Muito sal ou sódio na dieta pode ocasionar elevação na pressão sanguínea.

Sedentarismo

O sedentarismo está relacionado ao desenvolvimento de doenças cardíacas. Sedentarismo também pode ter impacto em outros fatores de risco, como obesidade, pressão alta, triglicérides altas, baixos níveis do colesterol HDL (bom) e diabetes. Atividade física regular pode melhorar esses fatores de risco.

Obesidade

A obesidade está relacionada a altos níveis do colesterol LDL (ruim) e triglicérides, baixos níveis do colesterol HDL (bom), pressão alta e diabetes.

Álcool

O consumo excessivo de álcool pode ocasionar elevação na pressão sanguínea e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Ingerir muito álcool também eleva o nível de triglicérides, o que contribui para arteriosclerose.

http://www.portalgildabonfim.com.br/site/40-dos-brasileiros-tem-doenca-cronica-nao-transmissivel-diz-ibge/

Os progressos nacionais na luta contra as DCNTs são limitados, especialmente no caso de doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares, cânceres e diabetes – que atualmente são os maiores assassinos do mundo, tirando anualmente a vida de 15 milhões de pessoas com idade entre 30 e 70 anos. (OPAS, 2017)

ALGUMAS DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS

Doenças Cardiovasculares

As doenças cardiovasculares representam um termo amplo que inclui várias doenças cardíacas e vasculares mais específicas. A doença cardiovascular mais comum é a doença das artérias coronárias, a qual pode ocasionar ataque cardíaco e outras condições graves.

Hipertensão Arterial

A pressão sanguínea alta é outro importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Essa é uma condição na qual a pressão do sangue nas artérias é muito alta. Geralmente não há sintomas para sinalizar a pressão alta. Abaixar a pressão ao fazer mudanças no estilo de vida ou por medicação pode diminuir o risco de doenças cardiovasculares e ataque cardíaco.

Níveis altos de colesterol ruim no sangue

O colesterol é uma substância produzida pelo fígado ou consumida em certos alimentos. Colesterol é necessário ao organismo e o fígado produz quantidades necessárias para as necessidades do corpo. O colesterol é geralmente classificado como “bom” ou “ruim”. Alto nível de colesterol HDL, o considerado bom, é benéfico e dá alguma proteção contra doenças cardíacas. Já altos níveis de LDL, o colesterol ruim, pode ocasionar doenças cardiovasculares. O perfil de lipoproteínas pode ser feito medindo as diferentes formas de colesterol, assim como triglicérides (outro tipo de gordura) no sangue. Quando há muito colesterol LDL no corpo, devido à dieta e taxa na qual o colesterol é processado ele pode ser depositado nas artérias. Isso pode ocasionar o estreitamento das artérias, doença cardiovascular e outras complicações.

Diabetes Mellitus

A diabetes também eleva o risco da pessoa ter doença cardiovascular. Com diabetes, o corpo ou não consegue produzir insulina suficiente, ou não consegue usar a insulina que produz como deveria, ou ambos. Isso ocasiona o acúmulo de açúcares no sangue. Em torno de 3/4 das pessoas com diabetes morrem em decorrência de alguma forma de doença cardiovascular. Para pessoas com diabetes, é importante trabalhar com o médico formas de ajudar a administrar e controlar os fatores de risco.

Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Doenças Respiratórias Crônicas

Doenças respiratórias crônicas são doenças crônicas tanto das vias aéreas superiores como das inferiores. A maioria dessas doenças são preveníeis e incluem a asma, a rinite alérgica, enfisema e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Representam um dos maiores problemas de saúde mundial. Centenas de milhões de pessoas de todas as idades sofrem dessas doenças e de alergias respiratórias em todos os países do mundo e mais de 500 milhões delas vivem em países em desenvolvimento.

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 67,3% das mortes no Brasil. Porém, todas com tratamentos disponíveis, com acompanhamento nas Unidades de Saúde. Confira a proporção de cada uma delas no total de óbitos brasileiros:

 fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/doencas-cronicas-sao-a-maior-causa-de-morte/4400/#

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE E ORGANIZAÇÃO MUNIDAL DE SAÚDE

No prefácio do “Relatório de Progresso”, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou os avanços na resposta às DCNT, mas pediu novas ações. “É necessária uma ação política mais clara para lidar com restrições, incluindo a mobilização de recursos internos e externos e salvaguardando comunidades de interferências de operadores econômicos poderosos”.

Douglas Bettcher, diretor da OMS para a prevenção de DCNTs, diz que o mundo não está em um bom caminho para atingir a meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): uma redução de um terço no número de mortes prematuras por essas enfermidades até 2030.

fonte: http://jornalocal.com.br/site/saude/warning-htmlspecialchars-function-htmlspecialchars-charset-utf-1-not-supported-assuming-iso-8859-1-in-homestorage308a7jornalocal1public_htmlsitewp-includesformatting-php-on-line-2-413/

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Para que tenhamos um melhor bem-estar, devemos diminuir os riscos das doenças crônicas não transmissíveis, através de acompanhamento médico, caso exista já uma doença instalada, uma alimentação saudável, prática de exercício físico com orientações, ter bom padrão de sono e repouso e ingerir bastante água.

fonte: http://www.redeciadasaude.com.br/blog/dia-nacional-da-saude-e-nutricao/

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Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde. Disponível em: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5495:governos-devem-intensificar-esforcos-para-o-combate-as-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-alerta-oms&Itemid=839

Tutor Antonio Carlos Gelamos

26 de setembro de 2017

 

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