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Vamos entender o que significa os dois tipos de Febre Amarela, as principais caraterísticas e as formas de prevenção.

Por Fabíola Gonçalves Yamauchi 07 mar 2017 - 7 min de leitura
7 min

Desde 1942 não é detectado a Febre Amarela Urbana, embora, estejamos em um período de surto da Febre Amarela Silvestre em alguns locais do Brasil no ano de 2017, o vírus nunca deixou de circular nas matas.

 

Febre amarela urbana

 

Quais são as características da doença:

 

– Doença infecciosa (uma doença é chamada de infecciosa, quando é transmitida por um agente patogênico, seja ele: vírus, bactéria ou fungo, no caso da febre amarela é causada por vírus;

– Imunoprevenível (prevenida por meio da vacinação);

– Transmissão é por meio de vetores artrópodes;

– O vírus responsável pela transmissão é um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae.

– O vírus da FA apresenta dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos o silvestre e urbano.

Em relação as características etiológicas, os aspectos: clínico, imunológico e fisiopatológico da doença são os mesmos.

No ciclo silvestre

 

 

febre amarela silvestre

Haemagogus
fonte: http://www.dedetizacaoinsetan.com.br

Os macacos são os principais hospedeiros e os vetores são os mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina, aqui o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata.

No ciclo urbano

 

 

febre amarela urbana

Aedes aegypti
fonte: http://www.dedetizacaoinsetan.com.br

O homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica, aqui a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A incubação da doença no homem pode variar de 3 a 6 dias, podendo se estender até 15 dias. A viremia humana, ou seja, a presença do vírus no sangue dura no máximo 7 dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após o início da doença.

É durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, uma vez infectado, não contrairá mais a doença.

A pessoa infectada apresenta alterações de insuficiência hepática e renal.

A RELAÇÃO DO MACACO COM A FEBRE AMARELA

 

 

macaco morto

Fonte: http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=107528

Muitos acreditam que os macacos sejam os vilões no surto da febre amarela, porém, eles também são vítimas, assim como os seres humanos. Os mosquitos transmissores na área silvestre costumam se acoplar nas copas das árvores e se alimentam do sangue dos macacos, se o animal estiver contaminado, ao picá-lo irá adquirir a doença e transmitirá a outros macacos ou pessoas que residem próximo à matas ou zona de risco.

Caso encontre macacos doentes ou mortos, as pessoas não devem ficar próximas à eles, nem enterrá-los, deverá ser feita a comunicação ao serviço de saúde mais próximo do local.

Os sinais e sintomas são descritos em dois períodos:

 

Sinais e sintomas

Fonte: http://www.blogdeilheus.com.br/v1/wp-content/uploads/2017/01/wpid-20170130_103701.png

Período pondrômico

Dura cerca de 3 dias, tem início súbito e sintomas inespecíficos como: febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia, mialgias generalizadas, prostração, náuseas e vômitos.

Esses sintomas tendem a amenizar após esse período, podemos dizer que a pessoa infectada apresenta uma sensação de melhora, essa sensação pode durar poucas horas até no máximo um a dois dias.

Período toxêmico

Nesse período a febre volta e há outras manifestações como: diarreia, vômitos com aspecto de borra de café, nessa fase instala-se o quadro de insuficiência hepatorrenal, a manifestação característica é de: icterícia, oligúria, anúria e albuminúria, juntamente a manifestações hemorrágicas: gengivorragia, epistaxe, otorragia, hematêmese, melena, hematúria, sangramentos em locais de punção venosa e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor, com evolução para coma e morte.

O pulso torna-se mais lento, apesar da temperatura elevada.

A Vigilância da Febre Amarela

vigilancia

 Fonte: http://www.engeplanconsultoria.com.br

Atuará visando a redução da incidência da Febre Amarela Silvestre e o impedimento da transmissão urbana detectando oportunamente a circulação viral para orientar as medidas de controle.

O Programa de Vigilância da Febre Amarela atuará de forma articulada: na vigilância das áreas, nos casos humanos, vigilância entomológica (vetores urbanos e silvestres), vigilância ambiental e ações de informação, de educação e de comunicação.

As vigilâncias entomológica e de epizootias em PNH constituem eixos de atuação ecoepidemiológica do Programa no Brasil.

A Febre Amarela é uma doença de notificação compulsória imediata!!

Todo caso suspeito, de humanos ou macacos deverá ser comunicado em até 24 horas (ou mesmo a morte) caso tenham apresentado os sintomas.

Essa comunicação deverá ser feita às autoridades locais competentes pela via mais rápida de comunicação (telefone, fax, email, etc). 

Às autoridades estaduais de saúde cabe notificar eventos suspeitos ao MS, pelo meio mais rápido:  gt-arbo@saude.gov.br ou notifica@saude.gov.br e/ou telefone (61) 3213 8181.

Vigilância de casos humanos

 

 

Nos humanos a vigilância dos casos para febre amarela é feita por meio da notificação da ocorrência de casos com sintomatologia compatível com FA (febre amarela).

Qualquer caso suspeito deverá ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e mesmo internacional. Além da comunicação rápida (até 24 horas), o caso suspeito deve ser notificado por meio do preenchimento da Ficha de Investigação de Febre Amarela, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

 

Para efeito de vigilância, a definição de caso humano suspeito é:

“Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente ou precedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos ou isolamento de vírus vetores nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado

 

Em situações de surto, recomenda-se adequar a definição de caso suspeito, tornando-a mais sensível

para detectar o maior número possível de casos, levando-se em conta o amplo espectro clínico da doença.

Como prevenir a Febre Amarela Urbana

 

 

prevenção do aedes

fonte: http://www.novidadediaria.com.br

A transmissão urbana da febre amarela ocorre quando o transmissor é o Aedes aegypti (o mesmo transmissor da Dengue e Zika), não há registros desse tipo de transmissão desde 1942.

A prevenção da doença só pode ser feita,  evitando a proliferação do mosquito, que se criam na água e se proliferam dentro dos domicílios e suas adjacências. Recipientes como as caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são locais ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.

Por isso, a importância de evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados, a eliminação do mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

Vacinação

 

 

aplicando vacinas

fonte: http://enfermagemurgenciaemergencia.blogspot.com.br

 

Quem deve ser imunizado contra a Febre Amarela?

 

 

Ao analisar algumas evidência científicas à respeito da Imunidade adquirida após a administração da Vacina de febre Amarela no Brasil, o Ministério da Saúde levou em consideração a situação da  doença na atualidade e com base no parecer do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações, foram estabelecidas novas recomendações sobre a vacina Febre Amarela que já estão inseridas nos Calendários de Vacinação da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunização).

 A tabela abaixo, extraída da Nota Técnica no. 102 do Ministério da Saúde resume as recomendações atualmente vigentes no País.

Tabela da febre amarela

fonte: http://sbim.org.br

 

Tratamento

 

Não há tratamento específico para Febre Amarela, os cuidados são realizados com base nos sintomas apresentados sob hospitalização, na qual deverá permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nos casos graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.

 

Caso o paciente não receba assistência médica, ele poderá morrer!

 Caso ainda possua dúvidas sobre a Febre Amarela, entre em contato, estamos à sua disposição!

Nos envie dicas e sugestões para posts sobre saúde, seu contato é muito valioso.

Fontes de pesquisa:
dive.sc.gov.br
bio.fiocruz.br
 
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