Veja o que você aprendeu sempre errado a respeito da evolução humana

 

20 de dezembro de 2017

 

Você com certeza já viu essas imagens em seus estudos ou pesquisas sobre a evolução humana, porém ela traz um erro muito corriqueiro que é quando vemos quaisquer evoluções como sendo sempre retilínea, pois isso, geralmente, é muito raro de acontecer.

a evolução humana é um processo que geralmente irá ocorrer no modelo de árvore com ramos, por isso não é correto do jeito que tanto vemos

Fonte: https://www.icr.org/article/myth-human-evolution

 

Fonte: https://ockhamsbeard.wordpress.com

Devemos sempre entender que a evolução é um processo que geralmente irá ocorrer no modelo de árvore com ramos, por isso não é correto do jeito que tanto vemos. Sendo assim, a melhor maneira de entendermos o processo evolutivo da espécie humana seria através desse modelo simplificado do parentesco evolutivo da família dos hominídeos:

Evolução humana e os macacos

Aí você se pergunta, mas e os macacos? Na verdade, o que deveremos entender é que tanto os macacos quanto os ancestrais dos hominídeos tiveram a origem de um único ancestral, esse é o ponto crucial para entendermos essa questão.

Sendo assim, como visto no cladograma abaixo, todos os antropoides tiveram a origem de um mesmo ‘macaco’, por isso escutamos tanto que o homem evoluiu do macaco, mas o correto seria dizermos que tanto a espécie humana e macacos atuais evoluíram de um macaco.

A evolução do ser humano em si

O antropólogo Richard Leakey, em seu livro A origem da espécie humana, afirma que a primeira espécie de macaco bípede – o fundador da família humana – era fisicamente diferente dos macacos atuais e devia alimentar-se de talos, sementes, raízes, brotos e insetos, da mesma forma que fazem hoje os babuínos das regiões montanhosas da Etiópia. Talvez comesse animais que já encontrava mortos e, como os chimpanzés, usasse gravetos para desenterrar raízes ou espantar adversários.

Acredita-se que a partir desse animal, que viveu entre 5 e 7 milhões de anos atrás, surgiu a família humana.

Mas somente há 3 milhões de anos aproximadamente os hominídeos (espécies humanas ancestrais) proliferaram e deram origem a novos tipos: um deles a linhagem do Homo, que originou o homem moderno.

Entre esse ancestral e o ser humano atual – conhecido nos meios científicos como Homo sapiens sapiens – houve uma série de outros tipos.

Por meio dos fósseis sabemos que progressivas modificações determinaram um aumento da estatura e também do volume do cérebro. Este quase triplicou, passando de 500 para 1.400 centímetros cúbicos no homem atual.

Como tudo isso aconteceu?

O ser humano originou-se pela seleção natural, o mesmo processo evolutivo que deu origem a todos os seres vivos.

Nas células de todos os seres vivos há os cromossomos e, nestes, os genes. Os genes são estruturas responsáveis por todas as características que identificam um ser. Definem-lhe desde a forma até as substâncias que compõem suas células, assim como o seu funcionamento.

Os genes são formados por uma substância conhecida como DNA, que contém as informações genéticas necessárias à vida em um sistema chamado código genético. Ocasionalmente, este código se modifica e, consequentemente, as substâncias que vão ser formadas nesse ser, o que alterará as características determinadas pelo gene. Essas modificações geralmente casuais são as mutações, que constituem a base ou a matéria-prima da evolução. Se esta modificação for favorável ao ser, aumentando-lhe a probabilidade de sobrevivência no meio, a mutação será mantida. Essas mudanças ocorrem continuamente e, por serem graduais, são assimiladas naturalmente pelas populações, passando despercebidas aos nossos olhos.

Desse modo, somos, entre outras coisas, o resultado da herança genética codificada em nosso DNA, originada não só do nosso grupo familiar e racial, mas também dos nossos antepassados que viveram há milhões de anos. Entretanto, não podemos chegar ao extremo de acreditar que o DNA seja o único responsável por tudo o que somos. Agindo sobre o nosso material genético comum, a cultura cria inúmeras e variadas tradições.

A própria formação dos grupos étnicos é resultado das mutações. Grupos humanos dispersaram-se por várias regiões da Terra e ficaram muito tempo isolados geograficamente. Durante o período de isolamento, sofreram pequenas modificações que se foram somando e dando-Ihes características diferentes. Se um desses grupos tivesse permanecido isolado por longo período de tempo, tantas poderiam ter sido as modificações causadas pelas mutações que talvez até impossibilitassem o cruzamento ou a formação de um descendente caso esses grupos se encontrassem. Neste caso ter-se-ia se formado uma nova espécie. No entanto, isso não aconteceu.

O isolamento geográfico durante um certo período de tempo deu a cada grupo étnico características genéticas próprias. Mas o ser humano é, também, resultado do ambiente cultural e social em que vive.

Assim, ocorre naturalmente uma seleção imposta pelo ambiente, sobrevivendo aquele que estiver mais adaptado a ele. A esse processo – o principal mecanismo da Teoria da Evolução enunciada por Charles Darwin (1809-1882) – damos o nome de seleção natural.

A hipótese mais aceita sobre a origem da espécie humana afirma que, por um mecanismo semelhante, um grupo primitivo de macacos se diversificou, originando o ser humano, o chimpanzé, o gorila e o orangotango.

Recentemente, estudos bioquímicos revelaram que há 99,4% de semelhança entre o DNA humano e o do chimpanzé. Também nos mostraram que o chimpanzé é muito mais parecido com os humanos do que com o gorila. Após esses estudos, o chimpanzé e o gorila passaram a fazer parte da família humana.

O que nos diferencia dos outros primatas

O homem, o gorila, o chimpanzé, o orangotango, os macacos do Novo e do Velho Mundo, o társio e o lêmure formam o grupo dos mamíferos conhecido como primatas.

Diferem bastante entre si, mas, de todos, o homem é um primata muito especial: herdou de seus ancestrais macacos a visão binocular (que permite a visão tridimensional e a percepção da profundidade) e a capacidade de agarrar e manipular objetos com as mãos, com destreza e perfeição.

Todos são parentes: o orangotango, o gorila, o chimpanzé e o ser humano. Porém, somente o ser humano é capaz de impor sua vontade ao meio ambiente e entender a diferença entre o bem e o mal.

Além de o corpo ter-se tornado ereto, houve ainda o aumento relativo do volume do cérebro e da espessura do córtex, onde se situam as circunvoluções, que no ser humano são mais desenvolvidas do que nos demais primatas. Como consequência dessas modificações cerebrais sua capacidade mental tornou-se maior.

Além dessas diferenças, uma das principais características humanas é a criação do mundo espiritual. Os chimpanzés não enterram seus mortos nem têm simbologia para o além; não representam graficamente as emoções, embora elas estejam presentes no semblante e nos gestos; não apresentam criatividade para a elaboração de símbolos que levem a imagens gráficas ou musicais.

O ser humano é o único animal capaz de impor sua vontade ao meio ambiente. Só ele tem realmente a capacidade de entender a diferença entre o bem e o mal.

Somente o homem ama de forma a englobar todas as criaturas.

E então? Gostou do nosso post de hoje? Gostaria de acrescentar alguma vivência? Tem algum palpite sobre como acontecerão da melhor forma esse processo de adaptação das escolas?

Compartilhe essa ideia e passe em diante essas importantes informações, pois a leitura é essencial para o aprendizado.

Deixe aqui seu comentário e mais sugestões que teremos grande prazer em lhe atender.

Referências bibliográficas

www.nre.seed.pr.gov.br

Tutor: Renan Costa da Silva

20 de dezembro de 2017

 

Comente, sugira e participe:

 

Os campos com (*) são obrigatórios e seu email não será publicado