FEBRE AMARELA: Encerrou o surto? Vamos abordar sobre a doença, suas atualidades e preparar-se para os concursos.

 

19 de setembro de 2017

 

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. As primeiras manifestações da doença são imediatas: febre alta, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), surgem icterícia, manifestações hemorrágicas (vômitos com sangue, melena, sangramento nasal, sangramento da cavidade oral, entre outras), oligúria (urina pouco), hematúria (sangue na urina) e prostração intensa.


fonte: http://www.libertar.in/2017/01/nova-pandemia-ministerio-da-saude.html

É um vírus RNA. Vírus amarílico, arbovírus do gênero Flavivírus e família Flaviviridae. O reservatório da febre amarela urbana (FAU), é o homem. Da febre amarela silvestre (FAS), são os macacos, sendo o homem um hospedeiro acidental. Na FAU, a transmissão se faz através da picada do Aedes aegypti. Na FAS, pela picada de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus e Sabethes.

TRASMISSÃO

Na FAU, a transmissão se faz através da picada do Aedes aegypti. Na FAS, pela picada de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus e Sabethes. O sangue dos doentes é infectante 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até 3 a 5 dias após. O período de incubação no Aedes aegypti, que se mantém infectado por toda a vida, é de 9 a 12 dias.


fonte: http://diagnosticosdobrasil.com.br/blog/noticia/numero-de-mortes-por-febre-amarela-preocupa-ministerio-da-saude/

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da febre amarela é feito com base nos sintomas, histórico e de exposição a mosquitos possivelmente infectados.
Caso o médico suspeite de febre amarela, existe um exame de sangue que pode detectar a presença do vírus ou de anticorpos que indiquem sua infecção anterior.

TRATAMENTO

Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Devido ao risco da doença se desenvolver de forma hemorrágica, é importante evitar o uso de aspirina.

PREVALÊNCIA NO BRASIL

A FAU não ocorre nas Américas desde 1954, sendo considerada erradicada dos centros urbanos. Com a reinfestação dos países americanos, inclusive o Brasil, com o Aedes aegypti existe o risco da doença se reurbanizar, com repercussões sociais e econômicas imprevisíveis. O número de casos da FAS tem sido em torno de 100 a 200 por ano, na parte setentrional da América do Sul e na Bacia Amazônica, com casos ocasionais em outros países do nosso continente.
No Brasil, ocorrem casos da FAS nas regiões Norte e Centro-Oeste, em áreas de mata onde existe a circulação do vírus amarílico. Embora o número de casos seja relativamente pequeno (máximo de 83 e mínimo de 2 por ano, na década de 90), a letalidade da doença é alta, variando entre 22,9 a 100% dependendo das intervenções feitas, como no caso de uma vigilância ativa.


fonte: https://www.mdsaude.com/2012/01/febre-amarela-vacina.html

PREVENÇÃO

A partir de 9 meses com dose única a cada 10 anos. A partir de 2016, segundo a OMS, não necessitará mais de reforço de 10 em 10 anos. Apenas uma dose da vacina contra a febre amarela será válida por toda vida.

CURIOSIDADE – O SURTO EM 2017

No início de 2017, houve um surto de febre amarela silvestre, com centenas de casos confirmados. Os estados mais afetados foram Minas Gerais, Espírito Santos, Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda não há sinais de transmissão urbana da doença.
O atual surto começou no Estado de Minas Gerais e foi provocada pela baixa taxa de vacinação da população nos últimos anos. Minas é um estado que deveria ter pelo menos 95% da população vacinada, mas em 2016 registrou vacinação de apenas 47%.

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE E ORGANIZAÇÃO MUNIDAL DE SAÚDE

No dia 6 de setembro de 2017, o Ministério da Saúde do Brasil declarou nesta quarta-feira (6) o fim do surto de febre amarela. O último caso foi registrado em junho deste ano. O encerramento do surto se deu pelo fim da sazonalidade da doença e pelas ações de vigilância e imunização, que contaram com a colaboração da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).
O organismo internacional deu amplo suporte ao governo do Brasil e aos estados na resposta ao surto de febre amarela, desde o envio de doses de vacinas contra a doença e a divulgação de recomendações baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis até o trabalho em campo, juntamente com as autoridades nacionais e locais. As equipes da OPAS/OMS atuaram no controle de mosquitos Aedes para minimizar o risco de transmissão urbana da doença, na análise detalhada de dados para subsidiar as ações estratégicas, na capacitação de profissionais e na pesquisa epidemiológica com pacientes infectados ou com suspeita de infeção.

Lembramos que a leitura é de caráter informativo.


fonte: http://www.pocosdecaldas.mg.gov.br/site/?p=32159

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Referências
Disponível em: http://vaccine.com.br/calendario/
Disponível em: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5486:brasil-anuncia-fim-do-surto-de-febre-amarela&Itemid=812
Disponível em: https://www.mdsaude.com/2012/01/febre-amarela-vacina.html

Tutor Antonio Carlos Gelamos

 

19 de setembro de 2017

 

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