A necessidade de superar a prática exclusiva a uma prática inclusiva dentro da Educação Física

Por Maxi Educa 06 set 2018 - 7 min de leitura
7 min

Tratar de inclusão é uma tarefa difícil, pois apesar da sociedade sentir a necessidade de superar a prática exclusiva a uma prática inclusiva, as ações ainda, em muitos casos, ficam no plano das ideias estando longe da prática.Tratar de inclusão é uma tarefa difícil, pois apesar da sociedade sentir a necessidade de superar a prática exclusiva a uma prática inclusiva, as ações ainda, em muitos casos, ficam no plano das ideias estando longe da prática.

https://institutoitard.com.br/o-que-e-educacao-inclusiva-um-passo-a-passo-para-a-inclusao-escolar/

 

MAS NÃO FAÇA CONFUSÃO!!!!  PRESTE ATENÇÃO!!!!

 Inclusão Social: na concepção de Ferreira[1], nada mais é do que inserir, introduzir, fazer parte, não apenas com outro indivíduo, mas sim com todas as pessoas de “modo igualitário”, pois vivemos em uma sociedade e não isolados uns dos outros. Deste modo, um mundo inclusivo é aquele em que todas as pessoas têm oportunidades de ser e estar inseridas na sociedade de forma participativa.

Processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade.[2]

Educação Especial: a modalidade de educação escolar para educandos portadores de necessidades especiais, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Ela se desenvolve em torno da igualdade de oportunidades, atendendo às diferenças individuais de cada criança através de uma adaptação do sistema educativo. Dessa forma, todos os educandos podem ter acesso a uma educação capaz de responder às suas necessidades.

Educação Inclusiva: se entende não só o processo de inclusão dos alunos com deficiência ou de distúrbios de aprendizagem, mas fundamentalmente de todas as diferenças, pois hoje é o fato que cada ser humano é uno, e as oportunidades devem ser iguais para todos.

ENTÃO ENTENDEMOS AGORA A AMPLITUDE DE CADA TERMO… NÃO É?

VAMOS LÁ?

A inclusão apoia e defende a participação de todo o universo escolar, professores, diretores, funcionários, alunos e comunidade. O sucesso da inclusão está diretamente ligado ao trabalho desenvolvido por toda comunidade escolar.

COMO É ESSA INCLUSÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

Na educação física, independente de qual seja o conteúdo escolhido, os processos de ensino e aprendizagem deve considerar as características dos alunos em todas as suas dimensões (cognitivas, corporal, afetiva, social e estética), garantindo a participação de todos independente do seu comprometimento motor, sensorial, cognitivo.

O professor de educação física deverá fazer as adequações necessárias, nas regras, nas atividades, na utilização do espaço, utilizando de recursos que estimule a participação de todo grupo, dando possibilidades que favoreçam a sua formação integral.

Deve ser um exercício de convivência, em que os alunos aprenderão a construir uma nova sociedade, sem discriminação, e com atitudes de solidariedade, respeito e aceitação, não havendo lugar para o preconceito e a exclusão.

O papel do professor de educação física na inclusão, é o de intermediar novos aprendizados, apresentando aos seus alunos o novo e o desconhecido, pois diante do desafio, o aluno tende a assimilar melhor o conhecimento, idealizando os recursos motores e mentais que possuem.

O QUE DIZEM OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

Os Parâmetros Curriculares Nacionais – Educação Física, apresentam orientações para o atendimento do princípio de inclusão, que estão direcionadas para garantir condições de participação, por meio de adaptações a serem realizadas pelo professor. O texto ressalta o valor do cultivo de atitudes de dignidade, de respeito próprio, de respeito às diferenças e de respeito às limitações da pessoa com deficiência.[3]

Advogam ainda um princípio muito importante para a prática da Educação Física Escolar, dizendo que:

[…] a inclusão do aluno é o eixo fundamental que norteia a concepção e a ação pedagógica da Educação Física Escolar, considerando todos os aspectos ou elementos, seja na sistematização de conteúdos e objetivos, seja no processo de ensino e aprendizagem, para evitar a exclusão ou alienação na relação com a cultura corporal de movimento.[4]

Ainda, que:

[…] a sistematização de objetivos, conteúdos, processos de ensino e aprendizado e avaliação têm como meta a inclusão do aluno na cultura corporal de movimento, por meio da participação e reflexão concreta e efetiva. Busca-se reverter o quadro histórico da área de seleção entre indivíduos aptos e inaptos para as práticas corporais, resultante da valorização exacerbada do desempenho e da eficiência.

Estes princípios devem sustentar os trabalhos desenvolvidos no âmbito escolar, possibilitando, desta forma, a participação de todos.

Nesse contexto então, todas as disciplinas e em especial a educação física passam do processo de exclusão para um de inclusão, pois a educação física nasceu de uma visão homogeneizada na busca do rendimento e da competição. Quem não atingia a performance esperada ou não se enquadrava no perfil físico almejado pelos educadores eram excluídos da prática.

A prática por partes desses alunos era fora do contexto inclusivo, na qual a educação física era adaptada exclusivamente para eles. E mesmo com a adaptação a visão era a busca de rendimento no esporte.

Mas hoje, dentro do contexto escolar, já estamos acompanhando a educação inclusiva na qual os alunos participam, tendo ou não necessidades especiais, da mesma atividade. Assim, a busca pelo ensino inclusivo na educação física é aceitando a heterogeneidade da classe e trabalhando em cima dela.

QUAL É A EXPECTATIVA DA EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA?

Torna-se evidente então, que as discussões sobre integração e inclusão refletem a busca de uma concepção de sociedade menos preconceituosa e segregacionista. A principal meta das escolas inclusivas é desenvolver uma pedagogia centralizada nos alunos, capaz de educá-los sem distinção, além de contribuir para corrigir atitudes discriminatórias e criar uma sociedade mais acolhedora e solidária.

http://revistadmais.com.br/category/educacao/praticas-na-educacao-inclusiva/

A Educação Física por sinal, como componente integrante do sistema de ensino, encontra-se também imersa nessa mesma situação. Embora consciente de sua importância nesse processo, os professores dessa disciplina também não se sentem preparados adequadamente para lidar com alunos deficientes, que por sinal são realidade presente na maioria das escolas.

Por outro lado sim, acreditamos que com muito esforço e dedicação a inclusão na escola pode sim acontecer. Para isso, todos precisam caminhar juntos buscando alternativas que venham a efetivar na prática tudo aquilo que está descrito teoricamente. A persistência é fundamental nesse processo, visto que a educação inclusiva ainda é um aprendizado e que certamente ocorrerá de forma lenta e gradual em nosso país.

Para uma prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível, porém, são requeridas mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas atuais, na formação humana dos professores e nas relações família-escola.

O que achou do nosso post de hoje? Já teve alguma experiência nas aulas de Educação Física ou outras matérias?

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Já aproveite e acompanhe esse vídeo que fizemos sobre Educação Inclusiva. Se ainda não se inscreveu no canal da Maxi Educa, essa é a sua chance para fazer isso, já aproveite para ativar o sininho e acompanhar nosso TAG TEAM.

 Tag Team: Márcio Emídio e Evandro Tersi

Referências:

BRASIL. Parâmetro Curricular Nacional – PCN. 1998.
BRASIL. SEF, 1998; PCN/SEF, 2000.
FERREIRA, A. B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
SOLER, Reinaldo. Educação física inclusiva na escola: em busca de uma escola plural. Rio de Janeiro: Sprint, 2005.
[1] FERREIRA, A. B. de H. Novo dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
[2] SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
[3] BRASIL, SEF, 1998; PCN/SEF, 2000.
[4] BRASIL. Parâmetro Curricular Nacional – PCN. 1998.

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