Você já se perguntou porque as Leis sobre Armas não mudam nos Estados Unidos? Vai ser um tiro certo nas questões de atualidades dos próximos concursos e vestibulares!

 

16 de outubro de 2017

 

As Leis sobre Armas nos Estados Unidos não mudam. Esse é um tema recorrente no debate político norte-americano, principalmente quando há um massacre cometido por um atirador, como foi o caso do “Massacre de Las Vegas”.

Fonte: https://media.metrolatam.com

Direito à posse de Armas

 O direito à posse de armas é garantido nos Estados Unidos pela Segunda Emenda da Constituição, de 1791, e apesar de onda de clamores por maior controle de armas toda vez que um novo incidente envolvendo violência armada ganha as manchetes no País, em âmbito federal, pelo menos, quase não houve avanço nessa direção em décadas.

Dispõe a Segunda Emenda da Constituição dos EUA que:

“Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido”.

Diante do pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos, intitulado “Massacre de Las Vegas”, que deixou 58 pessoas mortas e mais de 500 feridas por um único atirador, ativistas novos e antigos foram a público pedir leis que restrinjam a aquisição e o porte de armas.

O direito à posse de armas é garantido nos Estados Unidos pela Segunda Emenda da Constituição, de 1791

Fonte:https://s2.glbimg.com

As restrições para a compra de armamentos variam de estado para estado, mas, de maneira geral, um cidadão norte-americano sem histórico de crimes é livre para adquirir desde pistolas até fuzis de assalto, muitas vezes encontrados nas gôndolas de supermercados.

Fonte:http://imagens.ebc.com.br

Cerca de 40% dos americanos dizem ter uma arma ou viver em uma casa onde há uma, segundo pesquisas realizadas em 2017. O país tem a maior taxa de homicídios com armas de fogo do mundo desenvolvido, já que houveram mais de 11 mil assassinatos do tipo em 2016.

Fonte: https://ichef-1.bbci.co.uk/news/660/cpsprodpb/12EBF/production/_98130577_gettyimages-853183716.jpg.

Vamos apontar alguns obstáculos que dificultam a mudança das leis de armas nos Estados Unidos:

→ Associação Nacional do Rifle

A Associação Nacional de Rifles da América (National Rifle Association of America), ou NRA, é uma organização norte-americana sem fins lucrativos que lista, como seus objetivos, a proteção da segunda emenda da Constituição dos Estados Unidos da América e a promoção dos direitos dos proprietários de armas de fogo, a proteção da caça e da autodefesa nos Estados Unidos. Foi estabelecida em 1871 em Nova Iorque. Seu primeiro presidente foi o ex-senador e famoso general Ambrose Burnside.

Fonte: https://upload.wikimedia.org

 A NRA é um dos grupos de interesse mais influentes da política americana – não apenas por causa do dinheiro gasto com lobby, mas também por causa do engajamento de seus cinco milhões de membros.

A entidade se opõe à maioria das propostas para fortalecer a regulamentação de armas de fogo e está por trás de esforços em âmbitos federal e estadual para reverter várias restrições a propriedade de armas.

Em 2016, a NRA gastou US$ 4 milhões em lobby e contribuições diretas a políticos, assim como mais de US$ 50 milhões em campanhas políticas, incluindo cerca de US$ 30 milhões para eleger o presidente Donald Trump.

O orçamento anual global da associação gira em torno de US$ 250 milhões, distribuídos entre programas educacionais, centros ligados ao uso de armas, eventos para associados, patrocínios, assessoria legal e esforços afins.

Mas para além dos números, a NRA tem construído reputação em Washington como uma força política capaz de fazer ou derrubar até mesmo os políticos mais fortes.

A associação classifica os políticos de acordo com seus votos e aloca seus recursos e os de seus membros – tanto financeiros quanto organizacionais – para apoiar seus defensores mais ferozes e derrotar adversários.

→ Demografia do Congresso

Fonte: https://www.magicwebdesign.com.br

As tentativas mais recentes de aprovar novas leis federais que regulassem as armas de fogo fracassaram antes mesmo de começar, bloqueadas na Câmara dos Deputados dos EUA – que está nas mãos dos republicanos desde 2011.

→ Tática de obstrução

As regras do Senado também permitem que sejam frustrados esforços no sentido de promulgar uma regulamentação de armas de fogo mais rigorosa graças a uma tática de obstrução conhecida como filibuster – que, em linhas gerais, acaba fazendo com que um projeto que precisava de maioria simples de 51 votos para ser aprovado acabe precisando de 60 votos.

→ Os tribunais

Fonte: http://www.tse.jus.br

Nos últimos anos, a Suprema Corte do país decidiu duas vezes que o direito de possuir armas pessoais, como pistolas ou revólveres, está na Constituição.

Os ativistas por controle de armas argumentam que o enfoque da cláusula estaria no princípio de criar uma milícia “bem regulamentada”.

→ A diferença de entusiasmo

Talvez o segundo maior obstáculo para novas leis de controle de armas em âmbito nacional seja que os oponentes tendem a manter e defender fortemente suas crenças, enquanto o apoio à nova regulamentação tende a retroceder e fluir em torno de cada novo caso de violência.

A estratégia da NRA e dos políticos pró-armas é aguardar a tempestade passar – e reter esforços legislativos até que a atenção se mova para outra direção e protestos desapareçam.

Fonte: http://firearmsbrasil.com.br

Relembrando os Tiroteios famosos nos EUA

Las Vegas

O ataque a tiros em Las Vegas entra para história americana como o maior já realizado com armas de fogo em um único episódio no país. Stephen Paddock, de 64 anos, realizou os disparos a partir da janela do 32º andar do hotel Mandala Bay, em frente ao local onde ocorria um festival de música.

Orlando

Até então, o ataque que mantinha tal recorde era o ocorrido em 12 de junho de 2016, onde 50 pessoas foram mortas e 53 ficaram feriadas após ataque a tiros na boate gay Pulse em Orlando, na Flórida. O atirador, Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, invadiu o local com um rifle e um revólver e disparou contra os frequentadores.

Blacksburg, Virginia (16 de abril de 2007)

O estudante Seung-Hui Cho, de 23 anos, abrigou fogo na Universidade de Virginia Tech e matou 27 colegas e cinco funcionários em duas áreas do campus. O atirador cometeu suicídio.

Newtown, Connecticut (14 de dezembro de 2012)

Adam Lanza, de 20 anos, invadiu a escola Sandy Hook com um fuzil AR-15 e atirou contra alunos e funcionários. Vinte crianças, entre seis e sete anos, e seis adultos foram mortos. O atirador cometeu suicídio e, antes do ataque, matou a mãe.

Kileen, Texas (16 de outubro de 1991)

George Hennard, de 35 anos, invadiu uma cafeteria local com uma camionete, desceu do veículo e disparou contra dezenas de pessoas – 23 vítimas fatais. O atirador cometeu suicídio.

San Ysidro, Califórnia (18 de julho de 1984)

Armado com uma submetralhadora, uma escopeta e uma pistola, James Huberty, de 41 anos, matou a tiros 21 pessoas, entre adultos e crianças, numa filial local do McDonald’s. Um atirador de elite da polícia local atingiu o responsável pelo massacre, que morreu no local.

Austin, Texas (1 de agosto de 1966)

Charles Joseph Whitman, ex-soldado das Forças Especiais americanas, disparou a partir da torre da Universidade do Texas contra alunos e funcionários. O ataque resultou em 16 mortos e 30 feridos, e o atirador foi morto no local em troca de tiros com a polícia. Antes de invadir armado o campus, Whitman matou a mãe e a esposa em casa.

San Bernardino, Califórnia (2 de dezembro de 2015)

O casal Syed Farook e Tashfeen Malik abriu fogo contra participantes de um evento do Departamento de Saúde Pública da cidade, deixando 14 mortes e 22 feridos. A dupla morreu em tiroteio com a polícia. Horas antes do ataque, Malik, cidadão americano com descendência paquistanesa, jurou lealdade ao Estado Islâmico em um post no Facebook.

Edmond, Oklahoma (20 de agosto de 1986)

Quatorze carteiros foram mortos em menos de 10 minutos no massacre promovido por um funcionário, Patrick Henry Sherrill. O atirador, armado com três pistolas, cometeu suicídio.

Fort Hood, Texas (20 de abril de 1999)

O major Nidal Malik Hasan foi condenado e sentenciado à morte após atirar discriminadamente contra colegas militares. Treze pessoas morreram e 30 ficaram feridas.

Littleton, Colorado (20 de abril de 1999)

Um dos casos de maior repercussão dos Estados Unidos, os jovens Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, mataram a tiros 12 colegas e um professor na escola Columbine. O ataque, que virou tema de documentários, terminou com o suicídio da dupla de estudantes.

Outros tiroteios em 2017

O crime em Las Vegas acontece apenas semanas após um tiroteio em Plano, Texas, quando, em 11 de setembro, Spencer Hight matou oito pessoas a tiros que se reuniam na casa de sua esposa, Meredith Hight, com quem mantinha uma relação turbulenta. O agressor foi morto pela polícia. O caso é um dos 273 relatados pelo Gun Violence Archive, que compila dados sobre crimes cometidos com armas de fogo nos Estados Unidos. Segundo o projeto, 11.621 mortes e 23.433 feridos relacionados a tiroteios foram registrados apenas em 2017.

Fonte: https://ogimg.infoglobo.com.br

Infelizmente já foi comprovado que nos Estados Unidos há um padrão de tiroteios em massa que não tem paralelo em qualquer outro lugar do mundo.

Até o presente momento já foram registrados 273 ataques com armas em 2017, quase um por dia.

Os números indicados em pesquisas colocam o país na liderança do ranking de violência entre as nações desenvolvidas. As mortes anuais por arma de fogo, incluindo todas as origens (suicídio, assassinatos simples e “mass shooting” – tiroteio em massa) superam os óbitos por doenças cardiovasculares e se igualam aos falecimentos decorrentes de acidentes de trânsito.

Enquanto temos esperança de que um dia tais leis possam mudar, nos conscientizamos que possuir uma arma para se defender, por si só, é um grande equívoco. Ainda não foi comprovado que, ao portar uma pistola, uma pessoa está menos propensa a morrer.

E ainda que ouçamos de alguém que conseguiu se defender, há tantas tragédias envolvendo crianças ou adultos que foram vítimas das suas próprias balas.

Fonte: https://ravishly.com

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Até a próxima!

Imagem destacada disponível em:

http://cadenaser00.epimg.net

Tutora Angélica M. B. Calil.

16 de outubro de 2017

 

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