5 passos para você elaborar um Plano de Aula. Veja como é fácil e rápido!

 

14 de setembro de 2017

 

#1 – O que é Plano de Aula?

O planejamento de aulas é a tomada de decisões referente ao específico da sala de aula: temas, conteúdos, metodologia, recursos didáticos, avaliação. Este planejamento vai desde o geral: um plano de curso para o ano ou semestre; até o plano por unidades (temáticas ou outras), o plano por semana e o planejamento de cada dia.

Plano é um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer; quando fazer; com que fazer e com quem fazer. Para que exista o Plano é necessário que um grupo tenha antes se reunido e, com base nos dados e informações disponíveis, tenha definido os objetivos a serem alcançados, tenha confrontado os objetivos com os recursos humanos e financeiros disponíveis, tenha definido o período de realização das ações. O plano evita o improviso, o imediatismo, a ausência de perspectivas, pois ele antecipa, ele prevê o que poderá acontecer.

#2 – Os objetivos abrangem seis grandes áreas do conhecer:

01. Conhecimento – Conhecer, apontar, criar, identificar, descrever, classificar, definir, reconhecer e relatar no final.

02. Compreensão – Compreender, concluir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, deduzir, localizar.

03. Aplicação – Aplicar, desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, selecionar, traçar.

04. Análise – Analisar, comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, investigar, provar.

05. Síntese – Sintetizar, compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, propor, reunir, voltar.

06. Avaliação – Avaliar, argumentar, contratar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, selecionar.

Todo objetivo tem que ter um verbo do conhecimento e outro da avaliação.

#3 – Questões que você pode precisar levar em consideração:

– Que sequência de ensino os alunos estão seguindo?
– O que foi ensinado e aprendido na(s) aula(s) anterior(es)?
– O que você quer que os alunos aprendam na aula que você está planejando (e em aulas futuras)?
– De que maneira seu plano de aula vai facilitar a aprendizagem?
– De quais recursos você vai precisar?
– Que atividades os alunos vão realizar?

Três outras questões deverão ser consideradas depois que as aulas planejadas forem dadas:

– De que maneira você saberá o que os alunos aprenderam (avaliação)?
– De que modo você saberá o quanto a aula foi eficaz de sua perspectiva como professor e da perspectiva dos alunos como aprendizes (avaliação)?
– O que você terá de fazer em aulas futuras para garantir que a aprendizagem esteja efetivamente acontecendo?

#4 – Importantes componentes da aula e do plano:

– O propósito da aula (objetivos e expectativa de resultados de aprendizagem).
– A substância da aula (conhecimento da matéria, compreensão e habilidades).
– Os métodos da aula (estratégias empregadas para garantir a aprendizagem).
– A avaliação da aula (da apre3ndizagem dos alunos e da prática do professor).

#5 – Todos os planos de aula têm algumas características:

Objetivo – o propósito geral da(s) aula(s), uma especificação ampla das intenções educacionais (quanto ao assunto específico que será ensinado). O objetivo da aula é normalmente mais geral do que os objetivos de aprendizagem e engloba a “direção” geral da aprendizagem que ocorrerá. Numa unidade didática, o objetivo geral fornece o contexto para as aulas que, por sua vez, são definidas e descritas de acordo com os objetivos específicos.

Objetivos de Aprendizagem – objetivos específicos ou propósitos a serem atingidos; metas para a aprendizagem dos alunos nesta aula. Os objetivos ajudam a delimitar os conteúdos e, consequentemente, formas mais eficientes de trabalhá-Ios. Em muitas escolas, o professor é incentivado a declarar as metas da aula e/ou os objetivos de aprendizagem aos alunos no início da aula, normalmente os apresentando para a classe em um quadro ou através de transparências. Essa é uma boa ideia porque esclarece o propósito da aula e explica para os alunos aquilo que se espera deles em termos de aprendizagem. Os objetivos são, portanto, pautados mais naquilo que os alunos deverão aprender, do que naquilo que você, como professor, pretende ensinar.

Conteúdo – determinado em parte pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), é mediado por diferentes normas em vários níveis, regionais e escolares. O importante quanto a isso é que o modo de desenvolvimento desse conteúdo é uma escolha profissional do professor. Ter experiência em seu componente curricular é essencial para qualquer professor, mas isso não quer dizer que qualquer professor que possuir tal conhecimento será eficaz ao ajudar os alunos a aprender.

 

Atividades de Aprendizagem – uma sequência de “passos para a aprendizagem” na aula, do começo ao fim. As definições de atividades de aprendizagem implicam a escolha das formas, a seu ver, mais produtivas para a aprendizagem dos alunos, projetadas para atingir os objetivos de aprendizagem previamente estabelecidos. As atividades de aprendizagem podem tanto se “centrar no aluno” como “no professor”, mas devem ser desenvolvidas primordialmente para engajar e motivar os alunos, além de proporcionar desafios e estabelecer um dado ritmo. Pode-se empregar uma variedade de estratégias de apoio relacionadas a essas atividades: para introduzir a aula, “fisgar” os alunos, incentivar uma sólida atmosfera de trabalho, concluir atividades e resolver problemas. As atividades devem ser diferenciadas de acordo com o nível dos alunos do grupo.

fonte: https://www.catho.com.br/

Saúde e Segurança – para certo número de disciplinas, pensar na saúde e na segurança é um componente-chave do planejamento de aulas. Certas aulas contêm alguns elementos de risco que obviamente devem ser minimizados. As disciplinas mais comum ente associadas a riscos potenciais são ciências e educação física; no entanto, pode haver riscos em certos momentos do desenvolvimento de outras matérias. Por exemplo, em português, durante as aulas que incorporam práticas como as de teatro; em geografia e história, durante trabalhos de campo – na verdade, em qualquer disciplina que desenvolva experiências fora da sala de aula. Para disciplinas em que o elemento de risco é frequente, há diretrizes gerais estabelecidas pelo governo federal, podendo ainda haver normas das Secretarias de Educação, da própria escola e mesmo dos professores responsáveis pela disciplina.

fonte: https://www.gestion.org/

Recursos – podem ser tanto gerais (como os materiais previamente preparados e mantidos à disposição de todos os membros da escola), físicos (folhas de tarefa, livros didáticos, equipamentos audiovisuais, computadores etc. estão incluídos nesta categoria) como pessoais. Recursos pessoais são aqueles que você cria para ensinar uma turma específica, com a devida consideração às necessidades particulares. Se você pretende utilizar recursos gerais, certifique-se sempre de que eles estejam disponíveis para você no momento e no local em que precisar deles. Pode ser necessário reservar equipamentos com algum tempo de antecedência; portanto, tome ciência dos procedimentos que você precisa seguir dentro de sua escola e siga-os à risca.

Duração – todos os planos de aula devem detalhar claramente o momento em que as diferentes atividades devem ocorrer na aula. Chegar a uma previsão bastante precisa do tempo de duração de diferentes atividades e, como resultado, sentir-se seguro com relação aos momentos em que ocorrerão mudanças de atividades ou o encerramento da aula é algo muito importante. Embora não seja necessário seguir estritamente os limites de duração previamente estabelecidos para a atividade, você deve estar ciente de que permitir que as atividades se alonguem demais terá um grande impacto sobre a atenção dos alunos e sua capacidade de aprendizagem. Quando esse “alongamento” ocorre perto do final da aula, pode ocorrer uma conclusão muito apressada e, como resultado, uma perda do controle. Você deve levar em consideração que o ensino não é uma atividade totalmente previsível e que oportunidades de aprendizagem podem surgir inesperadamente em uma aula. É claro que não se pode esperar que você tenha pensado de antemão em todas as eventualidades. Você pode optar por aproveitar a oportunidade, desviar-se de seu plano de aula e fazer algo diferente. Isso é bastante aceitável, contanto que os resultados beneficiem a aprendizagem dos alunos.

fonte: http://web.ubm.br/Conteudo/Noticias/Detalhes/avalia%C3%A7%C3%A3o%20institucional.jpg

Avaliação – levar em conta a avaliação da aprendizagem dos alunos é parte integrante do planejamento eficaz de aulas. A avaliação pode ser tanto formal (por meio de um trabalho, de exercícios, de atividades, de perguntas e respostas orais e de provas) quanto informal (monitoramento geral do progresso dos alunos, atmosfera de trabalho na aula, discussão com os alunos). A avaliação deve ajudá-lo a determinar se os objetivos de aprendizagem planejados foram alcançados.

Avaliação da Aula – uma reflexão crítica tanto de sua prática de ensino como da aprendizagem de seus alunos.

O mais importante é que o Plano de Aula impressionante em que você consumiu seu tempo e esforço traduza, na realidade, um conjunto de experiências de aprendizagem sólidas na sala de aula.

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Tutor: Márcio André Emídio

Referências Bibliográficas:
BUTT, Graham. O Planejamento de Aulas Bem-Sucedidas. SBS Editora: 2009.

14 de setembro de 2017

 

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