Do Oiapoque ao Chuí: Conheça as principais características das regiões brasileiras e se dê bem na Geografia do Brasil em vestibulares e concursos

 

9 de fevereiro de 2018

 

As principais características sócio espaciais das regiões brasileiras são frequentemente cobradas em vestibulares e concursos.

Por isso te convido a fazer comigo esta viagem, do Oiapoque ao Chuí, com parada obrigatória, em cada região brasileira e dentro deste gigantismo territorial, conhecermos uma enorme diversidade de lugares, cada qual com particulares que geram diferentes paisagens.

 As principais características sócio espaciais das regiões brasileiras são frequentemente cobradas em vestibulares e concursos.

Fonte: http://2v11africadosul.zip.net/images/brasil6ml.jpg.

Divisão das Regiões pelo IBGE

O Brasil segue, atualmente, a divisão regional estabelecida em 1990, pelo IBGE, que divide o país em cinco regiões: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste.

Região Centro-Oeste

Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/upload/e/centro%20oeste(1).jpg.

As atividades econômicas específicas criaram um espaço geográfico muito particular no Centro-Oeste, especialmente no campo.

O espaço agrário dessa região é dominado por uma agricultura extremamente avançada, que emprega tratores e máquinas modernas em larga escala. Essas tecnologias somam-se a outras, como robôs e computadores, cada vez mais presentes na agroindústria do Centro-Oeste.

Na região, extensas plantações são vistas ao lado de enormes galpões de concreto e metal, usados para armazenamento e beneficiamento dos produtos agropecuários. São indústrias de ração, de sementes modificadas, de sementes melhoradas por meio da biotecnologia, de fertilizantes, de óleos vegetais e margarinas, de beneficiamento de carnes (frigoríficos), que a cada dia se espalham por todo o Centro-Oeste em meio à plantações de milho, sorgo, soja, arroz, feijão, cana-de-açúcar, etc.

Mas não é apenas a paisagem rural que se modifica rapidamente. Cidades pequenas e médias crescem e um ritmo impressionante, contando, cada vez mais, com lojas sofisticadas e shopping centers.

Ao mesmo tempo que essas modernas construções se expandem, surge também maior demanda por trabalhadores qualificados, como engenheiros agrônomos, técnicos especializados na manutenção e conserto de máquinas e equipamentos agrícolas, veterinários, que, ao lado de médicos e advogados, contribuem para a diversificação e o aprimoramento dos serviços no campo.

Na área da medicina, por exemplo, encontra-se em Goiânia, Goiás, um centro de excelência em diversos ramos, como a oftalmologia e a cirurgia plástica. Consequentemente, os usuários e clientes desses tipos específicos de serviços não precisam mais de deslocar para as metrópoles nacionais, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

O dinamismo econômico e social do Centro-Oeste pode ser ilustrado também pela sofisticação do mercado imobiliário, que busca atender à demanda das pessoas de alto poder aquisitivo. Multiplicam-se os edifícios de alto padrão, sobretudo nas cidades médias e grandes. Ao mesmo tempo, há o incremento do turismo, favorecido pela existência de belíssimas paisagens, especialmente no Pantanal e nas inúmeras chapadas da região, por exemplo.

Lembre-se de que a maior parte do território do Centro-Oeste encontra-se no domínio de dois grandes biomas: o Cerrado e a Amazônia. Em função, principalmente, da expansão da agroindústria, a destruição desses biomas atinge níveis dramáticos. Atualmente, grandes extensões territoriais situadas ao norte da região têm sido efetivamente ocupadas, fenômeno desencadeado pelo início da construção da rodovia Belém-Brasília, na década de 1950.

Região Nordeste

Fonte: http://www.nordestebrasileiro.com.br/wp-content/uploads/2014/06/nordeste.gif.

O Nordeste apresenta pontos de elevado dinamismo econômico, tanto no campo quanto nas cidades. Porém, a elevada concentração fundiária e a persistência de graves problemas sociais representam um entrave ao desenvolvimento regional.

Apesar de não se destacar em grande parte dos indicadores econômicos e sociais, a Região Nordeste passa por um processo de integração econômica com as outras regiões do país e com o mundo, apresentando alternativas para o desenvolvimento em diferente setores.

Se comparados o índice de desenvolvimento humano do Brasil com o dos estados do Nordeste, observamos que todos eles, apresentam IDH menor que a média nacional, o que evidencia a defasagem social dessa região em relação ao Brasil.

Entre os estados nordestinos, a Bahia conta com a maior participação no PIB brasileiro. Sua economia é diversificada e produz riqueza com atividades da agropecuária, da indústria e de serviços.

A implantação de polos industriais e de agricultura modernizada vem transformando a economia nordestina. Porém, apesar dos avanços econômicos, o Nordeste ainda figura abaixo da média nacional no que diz respeito ao desenvolvimento humano e à qualidade de vida.

Quanto ao setor agrícola, destacam-se duas importantes monoculturas cultivadas na Zona da Mata; a cana-de-açúcar, especialmente em Alagoas e Pernambuco, e o cacau, no sul da Bahia.

No Meio-Norte, além da agricultura tradicional (cana, soja, mandioca, arroz) e do extrativismo vegetal (babaçu, carnaúba), têm crescido as plantações de soja no sul dos estados do Maranhão e do Piauí – cultivo que se estende até o sertão, chegando ao oeste da Bahia.

No Sertão, caracterizado pelo clima semiárido, solos pedregosos e vegetação de caatinga, subsiste a agricultura tradicional cultivada nos vales mais úmidos e nas encostas e pés de serras. Milho, arroz, feijão, mandioca, algodão e cana-de-açúcar são as principais culturas.

Na pecuária predomina a criação de animais de pequeno porte como asininos (jumentos, mulas e burros), caprinos (cabras), ovinos (ovelhas) e suínos (porcos). A criação de bovinos (bois), tradicionalmente desenvolvida no Sertão de forma extensiva, vem crescendo também em áreas do Agreste próximas ao Sertão, com solos de baixa fertilidade e pouca umidade, e em áreas do Maranhão. A pecuária leiteira, na modalidade extensiva e voltada para o abastecimento da Zona da Mata, é praticada no Agreste.

O turismo desenvolvido a partir das potencialidades naturais é outra atividade econômica de grande importância para a região.

Região Norte

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_-BCA_B1L1JY/TA63isk4xII/AAAAAAAABH8/MyPD72jHYOc/s320/Regi%C3%A3o+Norte.png.

O desenvolvimento socioeconômico da Região Norte é uma questão nacional estratégica que se relaciona com a exploração dos recursos da Amazônia brasileira. A região, que conta com mais de 15,8 milhões de habitantes, que produzem 5,3% do PIB brasileiro, ainda é defasada em muitos indicadores sociais.

Referente ao conflito entre o modelo de desenvolvimento econômico da Região Norte e a preservação ambiental, observa-se que ao mesmo tempo que as atividades agropecuária e mineradora contribuem para a geração de riqueza na Amazônia, causam degradação ambiental de grandes áreas de floresta.

Quanto à distribuição da população da Região Norte, ela se concentra, sobretudo, nas capitais dos dois maiores estados da região: Belém e Manaus. A ocupação mais efetiva de Rondônia, de Tocantins e da porção leste do Pará denota o avanço da atividade agropecuária sobre a Floresta Amazônica.

A região amazônica pertence a sete países, além do Brasil. A construção de diversos eixos rodoviários garantiu a articulação da região ao território nacional.

Região Sul

Fonte: https://www.sullivre.org/wp-content/uploads/2016/03/regiao.jpg.

Herdeira de uma padrão de colonização baseado em pequenas propriedades voltadas para os mercados internos, a Região Sul atualmente se destaca na produção industrial e agrícola e apresenta indicadores sociais acima da média nacional.

Quanto à distribuição populacional, a Região Sul é a mais homogênea do país devido à área reduzida dessa região e à sua ocupação em pequenas propriedades com produções diversificadas, o que pode ser relacionado com o processo de ocupação e desenvolvimento de núcleos populacionais no interior dos estados.

Referente à distribuição de renda, a Região Sul apresenta uma distribuição menos desigual que a média do Brasil. Enquanto a parcela da população com rendimento mensal de até um salário mínimo é 5,8% menor que a nacional, os percentuais das outras classes de rendimento dessa região são maiores do que os brasileiros.

A diversificação em diferentes setores econômicos acarretou transformações sociais na Região Sul. A modernização da agricultura e o fortalecimento da agroindústria aceleraram o êxodo rural, aumentando a migração para outros estrados e a ocupação de áreas urbanas.

Por ser a população bem distribuída no território, a estrutura fundiária é a menos desigual do pais. As terras parceladas em pequenas propriedades são características da agricultura familiar.

Embora se destaquem as indústrias têxtil e alimentícia na Região Sul, o segundo maior polo industrial automobilístico brasileiro foi implantado na década de 1990 na Região Metropolitana de Curitiba.

Entre os aspectos naturais da Região Sul destacam-se o clima subtropical, o relevo predominantemente planáltico e a presença de formações vegetais características, como a Mata das Araucárias e as pradarias.

Região Sudeste

Fonte: http://escolakids.uol.com.br/public/images/legenda/50d28fe9ee1603f2ab360bb42a6c2dc9.jpg.

Grande parte do território da Região Sudeste é dominada por formações planálticas, com destaque para os Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste, constituídos pelos cinturões orogênicos, e os Planaltos da Bacia Sedimentar no Paraná.

Do norte do Espírito Santo ao sul do Estado de São Paulo, há um conjunto diversificado de ambientes costeiros. Nesse trecho do litoral brasileiro, de formação cenozoica, existem inúmeras restingas, baías e ilhas costeiras. Entre as primeiras, destacam-se as de Marambaia e Cabo Frio, ambas localizadas no litoral do Rio de Janeiro. Entre as baías, as mais conhecidas são as de Guanabara (RJ), Parati (RJ), Vitória (ES), Angra dos Reis (RJ) e Santos (SP).

Entre as regiões brasileiras, a Sudeste foi a primeira a se tornar majoritariamente urbana e é também a que apresenta a maior taxa de urbanização.

Chegamos ao fim de nossa viagem nas regiões brasileiras.  Mas não vá embora antes de deixar aqui seu joinha!

Abraço e até a próxima;

 Tutora Angélica M. B. Calil.

Imagem destacada disponível em:
http://www.smartkids.com.br/content/articles/images/197/thumb/regioes-brasileiras_1.png.

9 de fevereiro de 2018

 

Comentários

  • marcos fev 11, 2018

    Parabens,muito util.

  • Maxi Educa fev 12, 2018

    Bom dia Marcos Agradecemos sua participação em nosso post. Ficamos muito felizes que nosso trabalho tenha lhe sido útil. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

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