O termo Saúde Mental pressupõe muito mais do que apenas a ausência de doença mental, você sabe a diferença?

Por Maxi Educa 02 jan 2018 - 3 min de leitura
3 min

Ao falar em Saúde Mental devemos ter em mente que o seu conceito difere de doença mental uma vez que saúde implica muito além da ausência de doenças mentais.

A pessoa mentalmente saudável compreendem que nem todos são perfeitos, que possuem limitações, que necessita de ajuda em determinado momento e são capazes de aceitar essas condições sem maior sofrimento, vivem e buscam grandes emoções, alegrias, dores, amores. Tudo está ligado a maneira como a pessoa reage ao decorrer da vida, ao seu modo de harmonizar os desejos, capacidades, emoções.

Portanto, ao se falar em saúde mental devemos levar em consideração que se trata de uma especialidade dentro de especialidades pois incorpora os conhecimentos da ciência médica psiquiátrica, da sociologia, da psicologia, da antropologia, das ciências políticas, das ciências ocupacionais e de enfermagem, dentre outras, tamanha é sua complexidade.

Sabemos que inicialmente os considerados “doentes mentais” eram internados (depositados) em manicômios que possuíam formas de “tratamentos” excludentes e classificatórias para esses pacientes.

Em 2001 a partir da Lei Federal 10.216 há um redirecionamento da assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios. Ainda assim, a promulgação da lei 10.216 impõe novo impulso e novo ritmo para o processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil. É no contexto da promulgação da lei 10.216 e da realização da III Conferência Nacional de Saúde Mental, que a política de saúde mental do governo federal, alinhada com as diretrizes da Reforma Psiquiátrica, passa a consolidar-se, ganhando maior sustentação e visibilidade. 

Atualmente, busca-se a diminuição dos leitos em hospitais psiquiátricos devendo as pessoas com transtornos mentais serem gradativamente inseridas nos Centros de Atenção Psicossocial e demais programas instituídos pelo governo a fim de que possam receber atenção e tratamento especializados por equipes interdisciplinares.

Mas afinal quem pode ser afetado por uma doença mental?

Em algum momento de nossas vidas todos nós podemos ser afetados por problemas de saúde mental, sejam eles de menor ou maior gravidade.

Existem fases de nossas vidas bem como acontecimentos e dificuldades que passamos que podem desencadear perturbações mentais, entre elas a inserção da criança no ambiente escolar, a menopausa, o avanço para a terceira idade ou ainda a perda de familiar próximo, o desemprego, a reforma, o divórcio e a pobreza podem ser causa de perturbações da saúde mental.

Fatores genéticos, infecciosos ou traumáticos podem também estar na origem de doenças mentais graves.

Problemas de saúde mental mais frequentes

as pessoas afetadas por problemas de saúde mental são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou marginalizadas

– Ansiedade

– Mal-estar psicológico ou stress continuado

– Depressão

– Dependência de álcool e outras drogas

– Perturbações psicóticas, como a esquizofrenia

– Atraso mental

– Demências

Estima-se que em cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer, num ou noutro momento da vida, desse problema, e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave.

A depressão é a doença mental mais frequente, sendo uma causa importante de incapacidade. Em cada 100 pessoas, aproximadamente, 1 sofre de esquizofrenia.

Sabemos que as pessoas afetadas são muitas vezes incompreendidas, estigmatizadas, excluídas ou marginalizadas, devido a falsos conceitos pré-estabelecidos.

Estes mitos, a par do estigma e da discriminação associados à doença mental, fazem com que muitas pessoas tenham vergonha de procurar ajuda, porém, o tratamento deverá ser sempre procurado, uma vez que a recuperação é tanto mais eficaz quanto precoce for o tratamento. Deste modo mesmo nas doenças mais graves é possível controlar e reduzir os sintomas.

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Elaboração: Ana Eduarda Vieira Convento Giardulli

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