Não deixe de verificar qual as ideias deixadas por Jean Piaget e sua importância para entender o desenvolvimento humano

 

13 de julho de 2017

 

Jean William Fritz Piaget, foi um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX. Defendeu uma abordagem interdisciplinar para a investigação epistemológica e fundou a Epistemologia Genética, teoria do conhecimento com base no estudo da gênese psicológica do pensamento humano.

Fonte: https://goo.gl/6ic4tr

Para o desenvolvimento intelectual Jean Piaget, explica que precisamos nos adaptar ao meio físico e as organizações do ambiente, sempre buscando um equilíbrio. A relação num desenvolvimento sintético mútuo e progressivo é acompanhada de quatro processos: esquema, assimilação, acomodação e equilíbrio.

Os esquemas são processo dos quais as crianças irão desenvolver seu pensamento para a compreensão e organização do meio, são aquelas relações que a criança faz quando o adulto nomeia o gato, e aí ele passa por um tempo achar que todos animais de quatro patas quadrupedes são gatos, não conseguindo assimilar as diferenças existentes entre uma espécie e outra de animal.

Assimilação é o processo cognitivo que faz a criança ao ver um leão, assimilar com a imagem do gato que já tem esquematizada em sua estrutura cognitiva, e após a retificação do adulto ela começaria a entrar no próximo processo de acomodação, onde a ideia sofre influência externa e se aplique naquilo que está sendo construído. Piaget chama de acomodação (por analogia com os “acomodatos” biológicos) toda modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores (meio) ao quais se aplicam.

No equilíbrio ou equilibração, é um ponto entre a assimilação e acomodação que a criança busca mecanismos autorregulatórios para que ela faça a regulação competente de duas ideias com o meio ambiente. A equilibração é algo que acontece na espécie humana no geral, porém as diferenças podem ser observadas devido as variações de estímulos e conteúdos culturais em que o indivíduo está inserido. Piaget, conta com dois elementos básicos ao desenvolvimento humano: os fatores variantes e os fatores invariantes.

Estágios do desenvolvimento cognitivo

Jean William Fritz Piaget, foi um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos mais importantes pensadores do século XX

Fonte: https://goo.gl/TfLPPD

 Segundo Piaget, os processos equilibradores da assimilação e da acomodação são responsáveis por todas as mudanças associadas ao desenvolvimento por todas as mudanças associadas ao desenvolvimento cognitivo. Na sua concepção, é mais provável que o desequilíbrio ocorra durante os períodos de transição entre estágios. Isto é, apesar de Piaget ter postulado que os processos equilibradores continuam por toda infância, à medida que as crianças adaptam-se continuamente ao seu ambiente, ele também considerou que o desenvolvimento envolve estágios distintos, descontínuos. Particularmente, Piaget dividiu o desenvolvimento cognitivo nos quatro estágios principais resumidos aqui: os estágios sensório-motorpré-operatóriooperatório concreto e operatório formal.

1º período: Sensório-motor (0 a 2 anos)

Esse período inicia com um egocentrismo inconsciente e integral, até que os progressos da inteligência sensório-motora levem à construção de um universo objetivo, onde o bebê irá explorar seu próprio corpo, conhecer os seus vários componentes, sentir emoções, estimular o ambiente social e ser por ele estimulado, dessa forma irá desenvolver a base do seu auto-conceito. A criança está trabalhando ativamente no sentido de formar uma noção de eu. Depois a criança inicia alguns reflexos que pelo exercício, se transformam em esquemas sensoriais- motores.

2º período: Pré-operatório (2 a 7 anos)

Nesse período, a partir da linguagem a criança inicia a capacidade de representar uma coisa por outra, ou seja, formar esquemas simbólicos. No momento da aparição da linguagem, a criança se acha às voltas, não apenas com o universo físico como antes, mas com dois mundos novos: o mundo social e o das representações interiores. Durante esse período a criança continua bastante egocêntrica, devido a ausência de esquemas conceituais e de lógica, a criança mistura a realidade com fantasia, tornando um pensamento lúdico. O egocentrismo é caracterizado como uma visão da realidade que parte do próprio eu, isto é, a criança se confunde com objetos e pessoas. Nessa fase a criança desenvolve noções a respeito de objetos que serão utilizados na próxima fase, para formar, a criança está sujeita a vários erros.

3º período: Operações concretas (7 a 11 ou 12 anos)

Esse período se destaca como o declínio do egocentrismo intelectual e o crescimento do pensamento lógico, pois é nessa idade que a criança inicia na escola. É nesse período que a realidade passa a ser estruturada pela razão. A criança terá um conhecimento real, correto e adequado de objetos e situações da realidade. A criança agora pensa antes de agir, ou seja, ela consegue solucionar mentalmente um problema. A operação que antes levava alguns minutos, agora é resolvida rapidamente.

4º período: Operações formais (11 ou 12 anos em diante)

A presença do objeto vai sendo gradativamente substituído por hipóteses e deduções, o objeto é reconstruído internamente em todas as suas propriedades físicas e lógicas. A criança passa a operar com a imaginação e o pensamento formal, e seu pensamento assume um caráter hipotético-dedutivo. Essa fase envolve crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Uma das características mais importantes desse período é o pensamento é a mobilidade/flexibilidade.

Teoria do construtivismo por Jean Piaget

Fonte: https://goo.gl/1CkADT

 Para Piaget, o objetivo da educação é formar o pensamento do aluno, é formar indivíduos autônomos do ponto de vista intelectual e moral. Nesse sentido, mais do que buscar a acumulação de conteúdos, a escola deveria se preocupar em ensinar o aluno a pensar, a construir suas verdades, a demonstrá-las, a defender seus pontos de vista, a fazer perguntas e pesquisas por conta própria. Em síntese, deveria formar o aluno de modo que ele aprendesse a construir conhecimentos tanto no domínio intelectual quanto moral. Caberia ao professor entender a perspectiva de seus alunos para propor-lhes questões, problemas e desafios a serem resolvidos. Caberia, também, cuidar para que sua autoridade não se transformasse em impedimento para a conquista da autonomia por parte do aluno.

Privilegiar, na prática pedagógica, somente um tipo de relação interpessoal – aquela que ocorre entre o professor e aluno – dificultaria a formação do ponto de vista próprio dos educandos, já que a tendência seria a de aceitar as verdades enunciadas pelo professor. Com base nessa asserção, Piaget defende que seria mais proveitoso privilegiar, no processo pedagógico, as relações entre colegas, o trabalho em grupo, o autogoverno, ou seja, implementar formas de trabalhar em sala de aula em que os estudantes possam tomar decisões e se responsabilizar por aspectos de sua vida escolar. A aprendizagem de condutas cooperativas e do trabalho em grupo fomentaria, no entender de Piaget, discussões entre indivíduos “iguais”, considerando seus níveis de conhecimento e lugar ocupado no contexto de sala de aula. Por conseguinte, favoreceria verdadeiras trocas entre eles, a coordenação de pontos de vista e a conquista da autonomia. Dessa forma, aspirando a tão sonhada e vivenciada teoria do construtivismo nas salas de aulas.

Referências bibliográficas
A Construção do Real na Criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360 p.
Disponível em: <https://goo.gl/6ic4tr>. Acesso em julho de 2017.
Disponível em: <https://goo.gl/FXMgOw>. Acesso em julho de 2017.
Disponível em: <https://goo.gl/gbH7e8>. Acesso em julho de 2017.
Disponível em: <https://goo.gl/hB7WGd>. Acesso em julho de 2017.
Disponível em: <https://goo.gl/vP7I2>. Acesso em julho de 2017.

Tutor: Renan Costa da Silva

13 de julho de 2017

 

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