Falar em absolutismo monárquico ou em seus teóricos ainda faz bater aquele sono? Pois acorde e faça aquela revisão rápida nesse post antes de ir para sua prova!

Por Maxi Educa 04 ago 2017 - 12 min de leitura
12 min

Sempre que falamos em Absolutismo monárquico a primeira coisa que vem à sua mente é aquela imagem do Luís XIV ostentando mais que os MC´s de hoje? É assim com muita gente, e podemos agradecer aos nossos professores de História por isso.

 Fora o Luisão, você se lembra das características dessa forma de governo? Dos seus principais teóricos? Essa é uma prática que ficou esquecida no passado?

 Pois bem, agora calem-se, leiam e me idolatrem! Porque a partir de agora teremos um blog completamente absolutista.

Afinal, quem começou com isso?

Vamos voltar um pouquinho em relação ao período áureo do absolutismo para entender porque e principalmente como os reis conseguiram juntar em torno de si tanto poder e influência.Fonte: < https://pt.slideshare.net/histoehistoria/absolutismo-monrquico-estado-moderno>

Vamos voltar um pouquinho em relação ao período áureo do absolutismo para entender porque e principalmente como os reis conseguiram juntar em torno de si tanto poder e influência.

Sempre (salvo pouquíssimas exceções) que falarmos em grandes mudanças políticas na História, não se enganem, se o motivo não foi o dinheiro, ele estava entre os “TOP 2”. As “verdinhas”, ainda no período medieval eram um problema para os reis.

 E de lá até hoje o único problema do dinheiro é justamente não tê-lo. Os reis até tinham algum, porém em muitas vezes menos do que alguns dos seus senhores feudais. Isso não era um problema apenas para o orgulho dos reis, mas também para imposição de sua vontade. Afinal o senhor feudal em sua posição, deveria obedecer a um rei mais fraco do que ele por que? Nesse momento aqueles juramentos bonitos que vemos em filmes/séries/romances medievais não contavam muito.

O rei tinha o poder político (na teoria) que não se provava por falta do poder financeiro. Era extremamente caro impor sua vontade através da força e havia ainda o risco de ao tenta-lo, levar uma coça de um senhor com mais homens, equipamentos e recursos. Então os reis tinham todo o peso de seus títulos e um problema que aparentemente só quem trabalha em um certo prédio em Brasília não tem, falta de dinheiro.

Deixemos isso de lado rapidinho e vamos falar de um terceiro personagem nessa história: a recente burguesia.  Esses caras surgiram ainda na Idade Média, quando do renascimento comercial e urbano. Não tinham os títulos e a posse da terra que os já falados nobres e senhores feudais, porém tinha algo que os dois queriam: as verdinhas.

Assim como os reis, eles tinham um problema com os senhores feudais. O fato de não haver unidade política fazia com que cada senhor feudal mandasse como bem quisesse em seu território. Na prática, para os burgueses isso significava impostos diferentes, permissões diferentes, pedágios diferentes, moedas diferentes e gastos enormes (dentro do mesmo país).

Mas e se o burguês fosse “brigar” com o senhor? Lenha no burguês!!!

Agora vamos fazer um exercício… Tentar resolver um problema de alguns séculos atrás. De um lado temos um rei com poder político, influência do nome, frustrado por não conseguir se impor a ninguém e precisando de dinheiro. Do outro temos uma classe toda insatisfeita com um território sem unidade política, cansado de pagar várias vezes pela mesma coisa, sem a influência do nome mas com dinheiro para investir e com problemas com os mesmos caras que incomodam o rei.

Pensaram o mesmo que eu? (…) Tenho certeza que sim!!!

POR QUE DIABOS O EGÍDIO NÃO ACERTA UM CRUZAMENTO? SÉRIO MESMO? 3 SEGUIDAS NO PÉ DO PRIMEIRO PAU? P*&¨ #$ *!@&¨%!!!!!

Eu sei que isso incomoda muita gente… Mas vamos segurar a emoção e voltar ao texto… ¬¬”

 “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”? Se não levarmos ao pé da letra, sim! E essa solução que hoje é óbvia, na época resolveu o problema de muita gente.

A burguesia e o rei viraram super-amigos! E os dois ganharam muito com isso. Agora o rei tinha os recursos para impor sua vontade caso algum senhor resolvesse não obedecê-lo. Pressionou, montou exército, equipou esse exército, e fez o que a falta de verbas o impedia. Por sua vez, a burguesia ganhou vários privilégios do seu novo melhor amigo, que não bastasse os eventuais monopólios e acordos, agora trabalhava em um território com unidade financeira e política. Isso significava um imposto, uma moeda, um documento(…) Tudo que o território retalhado pelo feudalismo não proporcionava.

O absolutismo na prática

Talvez seja um pouco difícil imaginar o cenário absolutista para nós brasileiros. Mas vamos tentar.

 Imaginem que o chefe do executivo (Rei) detenha todos os poderes do Estado em suas mãos. Tome decisões sem consultar ninguém – e quando consulta é apenas uma “consulta” mesmo – detém privilégios para si, elabora leis sem aprovação da sociedade e as coloca em prática mesmo que não siga os interesses da população (só os dele e dos coleguinhas), está acima da Lei (ele próprio é a Lei) e mesmo que cometa crimes não é sequer julgado.

 Ele coordena todo um enorme e dispendioso aparato estatal que existe para servi-lo e não para questioná-lo. Usa de sua posição para pressionar os outros e quando se cansa usa da violência através de forças armadas para reprimir qualquer movimento social que o critique.

 E tem ainda o lance da ostentação. Não apenas o Rei, mas toda a corte viviam uma vida de luxo e gastos pouquíssimo regrados com uma conta que (pasmem!) era paga pela população de menor renda.

 Em alguns poucos lugares apena a Igreja tinha força para rivalizar com tamanho poder, em alguns casos isso poderia ser um problema, em outros era a união perfeita. Veremos ambos exemplos a seguir.

 Em resumo: um governo absolutista é exatamente como o nome diz, ABSOLUTO. E não tem para onde correr, para quem não faz parte do grupinho vale aquela velha máxima: “aceita que dói menos”.

 Eu sei que essa distância de realidades torna essa imagem difícil de ser visualizada, mas essa descrição e sua imaginação já devem ter lhe dado uma ideia sobre esse sistema.

 Claro que não dá pra padronizar a prática absolutista em todos os países, mas muito é comum entre eles, vamos falar um pouco os principais representantes e suas bandeiras.

Principais representantes do absolutismo em seus países.

 Fonte: < http://www.infoescola.com/biografias/luis-xiv/>

França

O absolutismo francês não começou com Luís XIV, mas é inegável que foi com ele que atingiu seu auge (e podemos dizer sem medo de errar que também foi com ele que os problemas financeiros que vão refletir o final do absolutismo se agravaram).

Ele talvez tenha sido o monarca que melhor lidou com a situação burguesia/nobreza, e quando digo que ele “lidou”, quero dizer controlou. Para a burguesia não houve muito segredo, na mesma formula que falamos ali em cima, ele garantia incentivos e acordos fiscais e incentivou a manufatura. Para a nobreza o buraco foi um pouco mais embaixo.

O cara era conhecido como “Rei Sol”. Não precisamos falar muito sobre sua personalidade… Eu até invejo essa auto confiança dele, “o mundo gira ao meu redor”.

No seu reinado é construído o Palácio de Versalhes (e não foi barato). O Luisão, precavido como era, obriga que toda que sua corte viva no palácio. E não se engane porque ele não estava carente de companhia, ou queria dar festinhas (embora o fizesse) ele só mantinha a nobreza junto a ele para poder controla-los e vigiar cada movimento deles.

Só para exemplificar uma de suas medidas, em 1685 ele oferece uma alternativa aos protestantes que viviam na França. Ou se convertiam ao catolicismo, ou seriam exilados (Achou que o “ame-o ou deixe-o era invenção nossa? Rs). Essa medida super democrática acaba refletindo posteriormente na economia francesa.

Ele morre em 1715 deixando o trono para seu bisneto em situação financeira delicada.

Inglaterra

 Ahhh, o amor! O que seria da história sem uma pitada de romance? E quando falamos de absolutismo na Inglaterra, certamente não podemos fugir desse assunto… O amor!

A Inglaterra teve mais percalços (para os reis) para conseguir estabelecer o regime absolutista. O parlamento limitava o poder do rei (Carta Magna), a Guerra das Duas Rosas (Disputa pelo Trono), e assim vai. Para não perdermos uma aula toda aqui, vamos direto a parte em que tudo deu certo (para a monarquia).

Tivemos dois principais representantes do absolutismo na Inglaterra: Henrique VIII e Elizabeth I. Como foi Henrique quem deu o pontapé inicial, vamos focar nele.

Quanto à burguesia, o processo foi o mesmo, deu aquela atenção, recebeu apoio e mandou um “cala boca” na nobreza descontente. O que sempre é destacado no absolutismo inglês é a questão religiosa. E vamos falar dela junto do já citado “amor”.

Henrique era casado com Catarina de Aragão (princesa da Espanha). Pelo que diziam era aquela mulher para o qual é difícil dizer não. Falava quatro línguas, tinha grande beleza, além do generoso dote! Apesar disso, não dava ao rei o que ele mais desejava…

Pelo amor !!! Não pensa besteira. Isso aqui é um blog de família. Ela não dava ao rei um herdeiro homem. Herdeiro! Por favor!

Pois é, apesar de terem tidos juntos uma filha, o único herdeiro homem que Catarina deu a Henrique VIII morreu logo depois do parto. Henrique que ansiava por um herdeiro então pede a anulação do casamento ao Papa (já tinha a próxima engatilhada).

É aí que o bicho pega. Diante da recusa da Igreja, Henrique decide romper com a mesma e fundar sua própria igreja na Inglaterra (Anglicanismo) onde ele seria o líder político e espiritual. Resolvia assim seu problema, afinal ele mesmo podia anular seu casamento (e de quebra agradava a burguesia que receberia todas as terras da Igreja Católica no território inglês).

Ele se torna líder absoluto mesmo, se em outros países a religião disputava espaço com o rei, ou se aliava a ele, na Inglaterra as duas instituições estavam sob a mesma figura.

Mas por que falamos do amor? Bom, fora todas as medidas que veríamos semelhantes nos outros países, a Inglaterra e Henrique VIII nos mostrou uma (além de romântica), diferente. Agora que ele não tinha a igreja para barra-lo, o homem se casou mais cinco vezes! Exatamente! Seis esposas! Era muito amor a ser distribuído!

Em uma época em que as aparências e a conduta valiam tanto, você conseguir cinco divórcios e ter seis casamentos (inclusive executando ex-esposas) é um baita feito de poder absoluto!

Espanha

 Com menos amor do que na Inglaterra, a Espanha viu nascer sua monarquia através de batalhas. No contexto das Guerras de Reconquista e de uma Península Ibérica retalhada, o território espanhol libertou-se e unificou-se através da União de Fernando (Aragão) e Isabel (Castela e Leão). Os chamados “reis católicos” expulsaram os mouros da região e receberam esse título do próprio Papa. Podemos ver aqui que nesse caso a Igreja foi grande aliada do regime.

Só por curiosidade, a primeira esposa do Henrique VIII era filha desses dois aqui, o que também ajuda a entender o porquê de a Igreja refutar tanto a ideia do divórcio.

O Governo dos dois foi marcado por estabilidade interna. Com uma nobreza submissa e uma burguesia atuante, podemos dizer que a Espanha foi a primeira nação a se organizar internamente na Europa, o que lhe garantiu vantagem em alguns empreendimentos como as Grandes Navegações (eles que financiaram Colombo depois do sonoro “NÃO” de Portugal).

Ainda tem mais…

Fonte: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/teoricos-absolutismo.htm>

Com bem menos amor, conflitos e tramas, ainda temos que falar de parte importante dessa matéria, os teóricos do absolutismo (só os principais).

São eles:

Nicolau Maquiavel

Maquiavel era um teórico (diplomata e historiador) italiano que viveu entre os séculos XV e XVI. Com certeza vocês já ouviram falar dele ou de uma frase que embora não se lembrem é dele: “Os fins justificam os meios”.

Ele era um desses entusiastas defensores da monarquia. Sua obra mais famosa foi “O Príncipe” e para resumir, além da famosa frase, ele entendia que os interesses do Estado (Rei) estavam acima de quaisquer outros interesses (fossem sociais, culturais…). A população representada pelos súditos tinham apenas uma função: servir e obedecer ordens. O Rei por sua vezes deveria fazer o que fosse necessário, mesmo que questionável moralmente para ter sua vontade (do Estado) atendida.

Thomas Hobbes

 Hobbes foi matemático e filósofo. Inglês, viveu entre os séculos XVI e XVII e teve como principal obra “O Leviatã”. Já que falamos de frases famosas, vamos a dele com “o homem é o lobo do homem”.

Em cima dessa frase, entendemos um pouco as ideias dele. Para Hobbes, o ser humano era cruel por natureza e a única forma de as pessoas viverem em sociedade pacificamente, era abdicando de seus direitos e entregando-os a um governante forte que através da força impusesse os limites necessários ao homem. Só com o poder real legitimado por essas pessoas é que viveríamos longe do caos.

Jacques Bossuet

Bossuet foi um teólogo francês que viveu entre os séculos XVII e XVIII e adivinha só, o Luisão da massa foi um dos monarcas que usaram muito as ideias dele.

A sua premissa era misturar política e religião (se o Henrique tivesse conhecido…). Não inventou nada novo, e defendia aquela ideia que a gente conhece desde história antiga, com o direito divino dos governantes. Para ele, o Rei era o representante direto de Deus para governar os homens, logo, ir contra o Rei, era ir contra Deus. Como ninguém queria irritar o cara lá de cima, o rei não deveria nem sequer ser questionado.

E ficou por isso?

Fonte: <http://dhanyllo-dhanyllo.blogspot.com.br/2011/06/realidade-da-politica-no-brasil.html>

Tivemos governos absolutistas em outros países e em outras épocas. Tivemos mais teóricos também, mas comumente esses são os cobrados pelas bancas.

Apesar das piadas que foram feita lá em cima, algumas características de governos assim infelizmente são semelhantes em governos “democráticos”. Estou para dizer que existem alguns Estados brasileiros com governos hereditários dentro do mesmo partido. (Não citei nomes! O_o )

Algumas instituições parecem existir apenas pelo fato de “estar” lá aos olhos do mundo. A função original já se perdeu há muito….

É algo que as vezes nos faz pensar. Por mais distante que esse período esteja longe de nós, será que ele realmente não faz sombra em nenhuma instituição moderna?

É papo de boteco ou discussão para concurso? Fale você o que pensa disso!

Tutor Matheus De Marchi

 

Qual sua dúvida ou comentário sobre esse conteúdo?

Os campos com (*) são obrigatórios e seu email não será publicado

Comentários
  • gataalinda01@gmail.com 17 set 2017

    Apostilas Digitais para Concursos Cursos Online para Concursos Simulados Blog Tutores Afiliados Fale Conosco CONCURSO PÚBLICO HISTÓRIA FALAR EM ABSOLUTISMO MONÁRQUICO OU EM SEUS TEÓRICOS AINDA FAZ BATER AQUELE SONO? POIS ACORDE E FAÇA AQUELA REVISÃO RÁPIDA NESSE POST ANTES DE IR PARA SUA PROVA! 4 de agosto de 2017 Sempre que falamos em Absolutismo monárquico a primeira coisa que vem à sua mente é aquela imagem do Luís XIV ostentando mais que os MC´s de hoje? É assim com muita gente, e podemos agradecer aos nossos professores de História por isso. Fora o Luisão, você se lembra das características dessa forma de governo? Dos seus principais teóricos? Essa é uma prática que ficou esquecida no passado? Pois bem, agora calem-se, leiam e me idolatrem! Porque a partir de agora teremos um blog completamente absolutista. Afinal, quem começou com isso? Vamos voltar um pouquinho em relação ao período áureo do absolutismo para entender porque e principalmente como os reis conseguiram juntar em torno de si tanto poder e influência.Fonte: Vamos voltar um pouquinho em relação ao período áureo do absolutismo para entender porque e principalmente como os reis conseguiram juntar em torno de si tanto poder e influência. Sempre (salvo pouquíssimas exceções) que falarmos em grandes mudanças políticas na História, não se enganem, se o motivo não foi o dinheiro, ele estava entre os “TOP 2”. As “verdinhas”, ainda no período medieval eram um problema para os reis. E de lá até hoje o único problema do dinheiro é justamente não tê-lo. Os reis até tinham algum, porém em muitas vezes menos do que alguns dos seus senhores feudais. Isso não era um problema apenas para o orgulho dos reis, mas também para imposição de sua vontade. Afinal o senhor feudal em sua posição, deveria obedecer a um rei mais fraco do que ele por que? Nesse momento aqueles juramentos bonitos que vemos em filmes/séries/romances medievais não contavam muito. O rei tinha o poder político (na teoria) que não se provava por falta do poder financeiro. Era extremamente caro impor sua vontade através da força e havia ainda o risco de ao tenta-lo, levar uma coça de um senhor com mais homens, equipamentos e recursos. Então os reis tinham todo o peso de seus títulos e um problema que aparentemente só quem trabalha em um certo prédio em Brasília não tem, falta de dinheiro. Deixemos isso de lado rapidinho e vamos falar de um terceiro personagem nessa história: a recente burguesia. Esses caras surgiram ainda na Idade Média, quando do renascimento comercial e urbano. Não tinham os títulos e a posse da terra que os já falados nobres e senhores feudais, porém tinha algo que os dois queriam: as verdinhas. Assim como os reis, eles tinham um problema com os senhores feudais. O fato de não haver unidade política fazia com que cada senhor feudal mandasse como bem quisesse em seu território. Na prática, para os burgueses isso significava impostos diferentes, permissões diferentes, pedágios diferentes, moedas diferentes e gastos enormes (dentro do mesmo país). Mas e se o burguês fosse “brigar” com o senhor? Lenha no burguês!!! Agora vamos fazer um exercício… Tentar resolver um problema de alguns séculos atrás. De um lado temos um rei com poder político, influência do nome, frustrado por não conseguir se impor a ninguém e precisando de dinheiro. Do outro temos uma classe toda insatisfeita com um território sem unidade política, cansado de pagar várias vezes pela mesma coisa, sem a influência do nome mas com dinheiro para investir e com problemas com os mesmos caras que incomodam o rei. Pensaram o mesmo que eu? (…) Tenho certeza que sim!!! POR QUE DIABOS O EGÍDIO NÃO ACERTA UM CRUZAMENTO? SÉRIO MESMO? 3 SEGUIDAS NO PÉ DO PRIMEIRO PAU? P*&¨ #$ *!@&¨%!!!!! Eu sei que isso incomoda muita gente… Mas vamos segurar a emoção e voltar ao texto… ¬¬” “O inimigo do meu inimigo é meu amigo”? Se não levarmos ao pé da letra, sim! E essa solução que hoje é óbvia, na época resolveu o problema de muita gente. A burguesia e o rei viraram super-amigos! E os dois ganharam muito com isso. Agora o rei tinha os recursos para impor sua vontade caso algum senhor resolvesse não obedecê-lo. Pressionou, montou exército, equipou esse exército, e fez o que a falta de verbas o impedia. Por sua vez, a burguesia ganhou vários privilégios do seu novo melhor amigo, que não bastasse os eventuais monopólios e acordos, agora trabalhava em um território com unidade financeira e política. Isso significava um imposto, uma moeda, um documento(…) Tudo que o território retalhado pelo feudalismo não proporcionava. O absolutismo na prática Talvez seja um pouco difícil imaginar o cenário absolutista para nós brasileiros. Mas vamos tentar. Imaginem que o chefe do executivo (Rei) detenha todos os poderes do Estado em suas mãos. Tome decisões sem consultar ninguém – e quando consulta é apenas uma “consulta” mesmo – detém privilégios para si, elabora leis sem aprovação da sociedade e as coloca em prática mesmo que não siga os interesses da população (só os dele e dos coleguinhas), está acima da Lei (ele próprio é a Lei) e mesmo que cometa crimes não é sequer julgado. Ele coordena todo um enorme e dispendioso aparato estatal que existe para servi-lo e não para questioná-lo. Usa de sua posição para pressionar os outros e quando se cansa usa da violência através de forças armadas para reprimir qualquer movimento social que o critique. E tem ainda o lance da ostentação. Não apenas o Rei, mas toda a corte viviam uma vida de luxo e gastos pouquíssimo regrados com uma conta que (pasmem!) era paga pela população de menor renda. Em alguns poucos lugares apena a Igreja tinha força para rivalizar com tamanho poder, em alguns casos isso poderia ser um problema, em outros era a união perfeita. Veremos ambos exemplos a seguir. Em resumo: um governo absolutista é exatamente como o nome diz, ABSOLUTO. E não tem para onde correr, para quem não faz parte do grupinho vale aquela velha máxima: “aceita que dói menos”. Eu sei que essa distância de realidades torna essa imagem difícil de ser visualizada, mas essa descrição e sua imaginação já devem ter lhe dado uma ideia sobre esse sistema. Claro que não dá pra padronizar a prática absolutista em todos os países, mas muito é comum entre eles, vamos falar um pouco os principais representantes e suas bandeiras. Principais representantes do absolutismo em seus países. Fonte: França O absolutismo francês não começou com Luís XIV, mas é inegável que foi com ele que atingiu seu auge (e podemos dizer sem medo de errar que também foi com ele que os problemas financeiros que vão refletir o final do absolutismo se agravaram). Ele talvez tenha sido o monarca que melhor lidou com a situação burguesia/nobreza, e quando digo que ele “lidou”, quero dizer controlou. Para a burguesia não houve muito segredo, na mesma formula que falamos ali em cima, ele garantia incentivos e acordos fiscais e incentivou a manufatura. Para a nobreza o buraco foi um pouco mais embaixo. O cara era conhecido como “Rei Sol”. Não precisamos falar muito sobre sua personalidade… Eu até invejo essa auto confiança dele, “o mundo gira ao meu redor”. No seu reinado é construído o Palácio de Versalhes (e não foi barato). O Luisão, precavido como era, obriga que toda que sua corte viva no palácio. E não se engane porque ele não estava carente de companhia, ou queria dar festinhas (embora o fizesse) ele só mantinha a nobreza junto a ele para poder controla-los e vigiar cada movimento deles. Só para exemplificar uma de suas medidas, em 1685 ele oferece uma alternativa aos protestantes que viviam na França. Ou se convertiam ao catolicismo, ou seriam exilados (Achou que o “ame-o ou deixe-o era invenção nossa? Rs). Essa medida super democrática acaba refletindo posteriormente na economia francesa. Ele morre em 1715 deixando o trono para seu bisneto em situação financeira delicada. Inglaterra Ahhh, o amor! O que seria da história sem uma pitada de romance? E quando falamos de absolutismo na Inglaterra, certamente não podemos fugir desse assunto… O amor! A Inglaterra teve mais percalços (para os reis) para conseguir estabelecer o regime absolutista. O parlamento limitava o poder do rei (Carta Magna), a Guerra das Duas Rosas (Disputa pelo Trono), e assim vai. Para não perdermos uma aula toda aqui, vamos direto a parte em que tudo deu certo (para a monarquia). Tivemos dois principais representantes do absolutismo na Inglaterra: Henrique VIII e Elizabeth I. Como foi Henrique quem deu o pontapé inicial, vamos focar nele. Quanto à burguesia, o processo foi o mesmo, deu aquela atenção, recebeu apoio e mandou um “cala boca” na nobreza descontente. O que sempre é destacado no absolutismo inglês é a questão religiosa. E vamos falar dela junto do já citado “amor”. Henrique era casado com Catarina de Aragão (princesa da Espanha). Pelo que diziam era aquela mulher para o qual é difícil dizer não. Falava quatro línguas, tinha grande beleza, além do generoso dote! Apesar disso, não dava ao rei o que ele mais desejava… Pelo amor !!! Não pensa besteira. Isso aqui é um blog de família. Ela não dava ao rei um herdeiro homem. Herdeiro! Por favor! Pois é, apesar de terem tidos juntos uma filha, o único herdeiro homem que Catarina deu a Henrique VIII morreu logo depois do parto. Henrique que ansiava por um herdeiro então pede a anulação do casamento ao Papa (já tinha a próxima engatilhada). É aí que o bicho pega. Diante da recusa da Igreja, Henrique decide romper com a mesma e fundar sua própria igreja na Inglaterra (Anglicanismo) onde ele seria o líder político e espiritual. Resolvia assim seu problema, afinal ele mesmo podia anular seu casamento (e de quebra agradava a burguesia que receberia todas as terras da Igreja Católica no território inglês). Ele se torna líder absoluto mesmo, se em outros países a religião disputava espaço com o rei, ou se aliava a ele, na Inglaterra as duas instituições estavam sob a mesma figura. Mas por que falamos do amor? Bom, fora todas as medidas que veríamos semelhantes nos outros países, a Inglaterra e Henrique VIII nos mostrou uma (além de romântica), diferente. Agora que ele não tinha a igreja para barra-lo, o homem se casou mais cinco vezes! Exatamente! Seis esposas! Era muito amor a ser distribuído! Em uma época em que as aparências e a conduta valiam tanto, você conseguir cinco divórcios e ter seis casamentos (inclusive executando ex-esposas) é um baita feito de poder absoluto! Espanha Com menos amor do que na Inglaterra, a Espanha viu nascer sua monarquia através de batalhas. No contexto das Guerras de Reconquista e de uma Península Ibérica retalhada, o território espanhol libertou-se e unificou-se através da União de Fernando (Aragão) e Isabel (Castela e Leão). Os chamados “reis católicos” expulsaram os mouros da região e receberam esse título do próprio Papa. Podemos ver aqui que nesse caso a Igreja foi grande aliada do regime. Só por curiosidade, a primeira esposa do Henrique VIII era filha desses dois aqui, o que também ajuda a entender o porquê de a Igreja refutar tanto a ideia do divórcio. O Governo dos dois foi marcado por estabilidade interna. Com uma nobreza submissa e uma burguesia atuante, podemos dizer que a Espanha foi a primeira nação a se organizar internamente na Europa, o que lhe garantiu vantagem em alguns empreendimentos como as Grandes Navegações (eles que financiaram Colombo depois do sonoro “NÃO” de Portugal). Ainda tem mais… Fonte: Com bem menos amor, conflitos e tramas, ainda temos que falar de parte importante dessa matéria, os teóricos do absolutismo (só os principais). São eles: Nicolau Maquiavel Maquiavel era um teórico (diplomata e historiador) italiano que viveu entre os séculos XV e XVI. Com certeza vocês já ouviram falar dele ou de uma frase que embora não se lembrem é dele: “Os fins justificam os meios”. Ele era um desses entusiastas defensores da monarquia. Sua obra mais famosa foi “O Príncipe” e para resumir, além da famosa frase, ele entendia que os interesses do Estado (Rei) estavam acima de quaisquer outros interesses (fossem sociais, culturais…). A população representada pelos súditos tinham apenas uma função: servir e obedecer ordens. O Rei por sua vezes deveria fazer o que fosse necessário, mesmo que questionável moralmente para ter sua vontade (do Estado) atendida. Thomas Hobbes Hobbes foi matemático e filósofo. Inglês, viveu entre os séculos XVI e XVII e teve como principal obra “O Leviatã”. Já que falamos de frases famosas, vamos a dele com “o homem é o lobo do homem”. Em cima dessa frase, entendemos um pouco as ideias dele. Para Hobbes, o ser humano era cruel por natureza e a única forma de as pessoas viverem em sociedade pacificamente, era abdicando de seus direitos e entregando-os a um governante forte que através da força impusesse os limites necessários ao homem. Só com o poder real legitimado por essas pessoas é que viveríamos longe do caos. Jacques Bossuet Bossuet foi um teólogo francês que viveu entre os séculos XVII e XVIII e adivinha só, o Luisão da massa foi um dos monarcas que usaram muito as ideias dele. A sua premissa era misturar política e religião (se o Henrique tivesse conhecido…). Não inventou nada novo, e defendia aquela ideia que a gente conhece desde história antiga, com o direito divino dos governantes. Para ele, o Rei era o representante direto de Deus para governar os homens, logo, ir contra o Rei, era ir contra Deus. Como ninguém queria irritar o cara lá de cima, o rei não deveria nem sequer ser questionado.

  • mm
    Maxi Educa 02 out 2017

    Bom dia. Obrigada por participar do nosso Blog. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

Quer receber notícias sobre Concursos Abertos? Cadastre-se em nossa newsletter


Sobre nós

Somos o Instituto Maximize de Educação, uma empresa especializada na preparação de Apostilas em PDF e Cursos Online para Concursos Públicos e Vestibulares.

Saiba mais