Principais pontos que todo concurseiro da área deve saber sobre o estudo das bactérias e dos seres vivos

As bactérias são seres unicelulares procariontes, ou seja que não apresentam envoltório nuclear que delimita o DNA dentro de uma estrutura denominada núcleo
Por Maxi Educa 29 nov 2017 - 5 min de leitura
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As bactérias são seres unicelulares procariontes, ou seja que não apresentam envoltório nuclear que delimita o DNA dentro de uma estrutura denominada núcleo. São consideradas como são seres muito pequenos que não podem ser vistos individualmente a olho nu e que se multiplicam em grande velocidade (Figura 01).

As bactérias são seres unicelulares procariontes, ou seja que não apresentam envoltório nuclear que delimita o DNA dentro de uma estrutura denominada núcleo

Figura 01. https://www.estudokids.com.br

Quanto ao habitat, as bactérias podem ser encontradas na forma isolada ou em colônias (figura 02). Podem viver na presença de ar (aeróbias), na ausência de ar (anaeróbias) ou, ainda, ser anaeróbias facultativas.

Figura 02. http://biominas.org.br/blog/2015/03/31/a-arte-e-a-medicina-das-bacterias/

Relação harmoniosa das bactérias com o meio ambiente

Apesar de seu pequeno tamanho, as bactérias têm uma função ecológica de fundamental importância para a manutenção de vida em nosso planeta. Destacam-se, neste caso, as bactérias decompositoras ou saprófitas, as que vivem em mutualismo com outros seres como as que associam-se a leguminosas.

Essa relação mutualistica ocorre entre as bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero Rhizobium e as raízes das plantas leguminosas, formando as bacteriorrizas (figura 03). Nessa associação, as bactérias fixam o nitrogênio encontrado na atmosfera necessário ao bom desenvolvimento da planta, enquanto que a planta fornece abrigo às bactérias. Há também as micorrizas, fungos que se associam a raízes de algumas plantas, sendo que os fungos contribuem com a absorção de nutrientes do solo, o que beneficia a planta, e a planta fornece aos fungos nutrientes orgânicos, numa relação de mutualismo.

Figura 03. http://www.phmstechnocare.in/biofertilizers.html

As principais doenças causadas por bactérias

fonte: https://i1.wp.com/biosom.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/11/pneumonia.png?resize=984%2C943&ssl=1

As bactérias causam muitas doenças em seres humanos e animais, desde pequenas cáries até grandes infecções que podem levar à morte. Veja abaixo uma lista de algumas bacterioses:

-Tuberculose: É uma doença infecciosa predominantemente pulmonar causada pela bactéria do tipo bacilo chamada Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch);

-Hanseníase: É transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae) e causa lesões na pele e nas mucosas. Quando o tratamento é feito a tempo, a recuperação é total;

-Tétano: causada pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani), que pode penetrar no organismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém nascido quando este é cortado por instrumentos não esterilizados. É uma doença perigosa, que pode levar o indivíduo à morte;

-Gonorreia: causada pela bactéria Neisseria gonorrheage, transmitida por contato sexual. Provoca ardência e corrimentos pela uretra. Seu tratamento deve ser feito sob orientação médica, pois exige o emprego de antibióticos;

-Difteria: ocorre pela bactéria Corynebacterium diphteriae, que se instala na faringe e durante um período de 4 a 6 dias, ela se desenvolve por completo;

-Leptospirose: contraída através de contato com a água e alimentos contaminados com urinas, especialmente a do rato. A bactéria Leptospira interrogans se instala no organismo causando: calafrios, pele e olhos amarelados, erupções na pele e diarreia;

 Os antibióticos e as superbactérias

fonte: http://fundacionio.org

Os antibióticos são fármacos utilizados no tratamento de infecções de origem bacteriana. A penicilina foi o primeiro antibiótico descoberto e utilizado, porém, em um curto período de tempos surgiram bactérias resistentes à penicilina, o que levou à produção de novos fármacos.

Isso é consequência do uso incorreto de antibióticos que levam à mutações genéticas tornando-as resistentes a estes medicamentos. Sabe-se que até os antibióticos mais fortes como os carbamínicos, não tem qualquer efeito sobre as superbactérias, que acabam sendo de difícil controle, podendo levar muitos à morte em poucos dias.

Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou uma lista com as 12 espécies de bactérias resistentes aos antibióticos que matam mais 700 mil pessoas no mundo, todos os anos. Entre as espécies com maior resistência estão:

– Staphylococcus aureus: associado a infecções adquiridas na comunidade e no ambiente hospitalar. As infecções mais comuns envolvem a pele (celulite, impetigo) e feridas em sítios diversos. Alem disso, podem causar pneumonia, osteomielite, endocardite, miocardite, pericardite e meningite, também podem ocorrer;

Acinetobacter baumannii:  infecções que envolvem mais o trato respiratório (tubos endotraqueais ou traqueostomia); trato urinário e ferimentos (incluindo os sítios de cateter) e que podem progredir para a septicemia (infecção generalizada);

– Pseudomonas aeruginosa: as infecções variam de externas leves (afetando o ouvido ou folículos capilares) a infecções internas sérias (que afetam os pulmões, a corrente sanguínea ou as válvulas do coração);

Escherichia coli: uma bactéria que habita naturalmente no intestino de humanos e de alguns animais, mas que em grandes quantidades pode causar problemas como infecção intestinal e infecção urinária, acontecendo principalmente se o indivíduo consumir água ou alimentos contaminados;

–  Klebsiella pneumoniae: pode causar pneumonia, além de provocar também infecções hospitalares, principalmente nos aparelhos urinários e feridas.

As bactérias do “bem” e os benefícios proporcionados aos seres humanos

Grande parte da população conhecem os riscos que esses micro-organismos trazem para o corpo. Por outro lado, o que poucos sabem, que os benefícios das bactérias são muitos e devem ser pontados. Esses organismos podem ser utilizados:

– na câncer: uma bactéria geneticamente modificada e administrada via oral é capaz de detectar câncer de fígado -mudando a cor da urina- e até diminuir o tamanho do tumor.

-Emitem sinal para as células de defesa e garantem que a imunidade combata as bactérias patógenas;

– Em processos de biorremediação, como determinadas espécies do gênero Pseudomonas, capazes de oxidar compostos nocivos em substâncias inofensivas ao meio ambiente;

– Na fabricação de laticínios (Gêneros Lactobacillus e Streptococcus), vinagres (Acetobacter) e até mesmo do ácido glutâmico (Corynebacterium);

– Na produção de antibióticos, como a neomicina (Streptomyces);

– Na produção da toxina botulínica (Clostridium botulinum);

– No processo de modificação genética de organismos.

E aí, o que achou do nosso post de hoje? Conseguiu aprender um pouco mais sobre as bactérias? Compartilhe essa ideia e deixe aqui seu comentário.

Elaboração: Tatiane Mantovano

Doutoranda em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais

Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura – Nupélia

Laboratório de zooplâncton, bloco H90

Universidade Estadual de Maringá

 

 

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