O Brexit é um assunto interminável? Não é bem assim…

Por Matheus De Marchi 07 dez 2018 - 6 min de leitura
6 min

O simpático nome que vira e mexe aparece nas manchetes do seu jornal/navegador (Brexit) nada mais é do que como ficou conhecido o processo em que o Reino Unido mostrou sua intenção de deixar a União Europeia (UE).

É… Não querem mais fazer parte do clubinho. Esse processo tem/tinha previsão de duração de três anos – de 2017 a 2019 -, e apesar de já estar sendo batido por meses a fio, desde o final de novembro voltou a ser um assunto “popular” nas TL.

Então vocês me perguntam…. Por que?

Pode parecer uma dessas questões impossíveis de se explicar como “como o Corinthians tem dois mundiais e uma Libertadores?”, “que Mario?”, ou “por que sua mulher está brava com você?”. Felizmente para nós e para você, assuntos que envolvem política internacional são muito mais simples do que o humor da cremosa, então fique na página e vamos revisar o que precisamos saber sobre o assunto em alguns minutos!

 

E esse nominho bunito? 

 

Brexit nada mais é do que como ficou conhecido o processo em que o Reino Unido mostrou sua intenção de deixar a União Europeia (UE)

<http://alittlepodre.blogspot.com/2010/04/ataque-de-fofura_28.html>

 

Esse povo do velho mundo é tão criativo! Pegaram duas palavras/termos, cortaram no meio e juntaram. Foi tipo uma shipada mesmo. Só que acho que eles não entenderam a brincadeira…

Não… não foram os portugueses! E parem com essas piadinhas sobre eles!

Os termos são “Britain” and (olha o Pai Beisso deitando no inglês) “Exit”. Corta e junta, chegamos ao “Brexit”.

E essa saída é demorada? É pacas! E vai demorar mais pacas ainda! Março de 2019, se não houverem problemas (falaremos adiante) é o prazo para o final do processo legal. Porém ainda haverá uma carência de dois anos para que tudo se arrume.

 

Qual o motivo da briga do casal?

 

< https://giphy.com/gifs/mollykatekestner-molly-kate-kestner-3ov9jWgOYIJ9k5Elyw>

 

Se eu fosse um cara maldoso e desiquilibrado com claras tendências políticas que eu prefiro não revelar e quisesse irritar meu censor de blog, eu diria que tudo começou por que um tonto conservador, com suas ideias… óbvio, conservadoras!… se aliou ao partido nacionalista para garantir apoio e a vitória em sua campanha de reeleição. Estamos falando do ex-Primeiro Ministro David Cameron. Então gravem esse nome porque o processo começou com ele e não com a Tia May, nome falado nas últimas notícias.

Como eu não sou esse cara maldoso e desiquilibrado que poderia pensar que um conservador e muito nacionalismo são a fórmula correta para a mais lembrada frase do icônico Capitão Nascimento: “Já avisei que vai der merda isso!”.  Eu vou só falar aqui os motivos mais noticiados:

Cameron e a UKIP (sigla do partido nacionalista citado) entendiam que a UE, ou o fazer parte da UE, implicava em adequar-se a medidas e regras que castravam a autonomia do Reino Unido em X assuntos.

Os principais eram os econômicos (taxas, tarifas, contribuição, moeda…), e a respeito da segurança (leia-se aqui imigração).

Vale muito a pena lembrarmos aqui que, na verdade, mesmo quando o Reino Unido fazia parte da UE, sempre houveram restrições a respeito da circulação de pessoas e da moeda. Não sei se o termo correto é restrição, já que o Reino Unido não adotou o euro como moeda oficial em nenhum momento.

Essa meia-participação foi decidida ainda na década de 1970 e também através de um referendo quando a população escolheu fazer parte do clubinho. Com as restrições citadas.

No período mais recente (junho de 2016), sob a tutela do governo Cameron, foi realizado novo referendo onde, depois um resultado bem apertado (48% não e 52% sim, arredondando) a população do Reino Unido decidiu pular fora do casamento.

 

Agora é a vez da tia May 

 

 < https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/filmes/2017/07/homem-aranha-de-volta-ao-lar-atriz-nao-sabia-que-tia-may-era-idosa-nas-hqs-fiquei-horrorizada>

 

(Não… Não é essa Tia May).

O Brexit teve seguimento com uma nova figura. A Primeira Ministra Theresa May. E ela não pensa muito diferente do Cameron, mas é mais maleável (sem maldade). De fato, dá até pra gente dividir os estágios das negociações. O caboclo cuidou mais do que se referia aos termos, as condições da separação. E a Tia May vai cuidar da separação de fato.

Mas aqui temos um probleminha, que acabou sendo o motivo para o Brexit voltar às manchetes. Semana passada as 27 nações e o RU se reuniram e negociaram todas essas condições. É mais ou menos o norte sobre como será a relação entre UE e RU após o período final da separação. Ok… Todos assinaram, só que…. Hahahaha. Claro que teria um “mas”!

Muitas das condições foram “sugeridas” pela UE, o que pode não ser tão vantajoso para o Reino Unido. Lembrando que apesar da Tia May também ser conservadora, ela defende uma separação mais amigável… Manter boa relação com o/a ex… 

Então Theresa May vai enfrentar um problema mais caseiro a partir de agora, que é a aceitação/aprovação do documento por parte do parlamento britânico. Aparentemente ela não tem o apoio necessário para aprovar o documento internamente, nem mesmo do partido conservador.

 

(Procurem notícias dos ministros pulando fora das negociações por causa das ideias dela).

E os motivos são variados…

Aquela multinha marota por pular fora do relacionamento (“partilha? O_o”), algo em torno de 40 bi de libras. Uma baita dor de cabeça a respeito do direito de cidadãos britânicos em países da UE e o oposto. A dor de cabeça que as Irlandas estão gerando… (Isso pode ser assunto para outro blog devido a sua extensão, mas em resumo seria o problema de a Irlanda do Norte fazer parte do RU e a República da Irlanda fazer parte da UE…

Vão fechar as fronteiras? (…)).

 

Existe a possibilidade de não rolar mais o divórcio? 

 

< https://giphy.com/gifs/alonetogether-freeform-alone-together-3oFzlUx5Aq26fj3Vmg>

 

 Pois é… Acho que os súditos da rainha entraram na moda de beber e ouvir sertanejo. Parece que está rolando um arrependimento… Carência… “Orgulho caiu quando subiu o álcool. Aí deu ruim pra mim?”.

Parte da população já pede por um novo referendo, para ver certinho isso ae de separação.

Mas, já que ninguém quer falar, eu falo… Essa volta não vai rolar, ok?

 

O máximo que vai acontecer é manter aquele flerte maroto com eventuais trocas de nudes entre acordos comerciais e de segurança. Áreas de comércio, políticas específicas para estudantes e essas coisas… Mas vai ter separação sim!

A diferença se dá assim:

– Se o parlamento concordar, a retirada acontece com toda a política dos bons ex que terão uma relação saudável e madura.

– Se o parlamento não concordar, a retirada vai ser aquela na linha da louca que nossa tutora de Direito Tributário faz com frequência.

 

E o que isso quer dizer?

Bom… Em uma saída “sem acordo”, o RU não teria aqueles dois anos de adaptação, ele simplesmente romperia com a UE e isso implicaria em algo parecido com um isolamento de um dia para o outro.

Seria um baita problema, já que todas os termos “amenizantes” iriam para o lixo. Alguns parlamentares defendem isso.

Agora a Tia May corre para tentar aprovar o documento no parlamento. Se não rolar, pode tentar fazer em um segundo momento, e se não rolar de novo, pode pedir mais prazo para a UE (mais difícil, pois para isso precisaria que todos os países membros concordassem). A última alternativa é justamente um novo referendo, mas a respeito do acordo e não sobre a saída do RU da UE.

Mas a respeito disso, parece que não há mais discussão!

 

E aí pregada… Têm mais coisas a respeito disso que gostariam de lembrar aqui? É claro que sim! Mas espero que aqui tenham uma ideia geral.

Uma ótima leitura.

Nos lemos!

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