fbpx

Descubra como funciona o seu Id, Ego e Superego

Por Ana Eduarda Vieira Convento Giardulli 24 set 2015 - 5 min de leitura
5 min

An image of the brain.
Inicialmente em seus trabalhos Freud sugeria a divisão da vida mental em duas partes: consciente e inconsciente em que o consciente seria a parte visível, a parte em que se tem conhecimento sobre a personalidade e o inconsciente a parte que contém os instintos e pela qual o ser humano age sem ter conhecimento. Assim é a parte propulsora de todo comportamento humano.
Posteriormente, Freud distinguiu três complexos psicológicos, os quais são o Id, Ego e o Superego. Estes integram o aparelho intrapsíquico, cujo equilíbrio garante uma estabilidade nas estruturas e funções psicológicas do indivíduo em questão.

ID: É o reservatório de energia psíquica onde se localizam as pulsões de vida e de morte. As características atribuídas ao sistema inconsciente. É regido pelo princípio do prazer (Psique que visa apenas o prazer do indivíduo).

EGO: É o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. A verdadeira personalidade, que decide se acata as decisões do (Id) ou do (Superego).

SUPEREGO: Origina-se com o complexo do Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. (É algo além do ego que fica sempre te censurando e dizendo: Isso não está certo, não faça aquilo, não faça isso, ou seja, aquela que dói quando prejudicamos alguém, é o nosso “freio”).

O Id é a fonte de energia psíquica do ser humano, é inata, hereditária e na teoria de Freud está ligada principalmente à libido, ou seja, impulso sexual. Assim o id contempla todos os instintos não civilizados (não conscientes) que impulsionam os organismos.
O id é regido pelo princípio do prazer, sua função é procurar o prazer e evitar o sofrimento. É localizado na zona inconsciente, e não reconhece a realidade objetiva.
Assim, de modo geral o Id corresponde à sua noção inicial de inconsciente, a parte mais primitiva e menos acessível da personalidade. Freud afirmou: “Nós chamamos de (…) um caldeirão cheio de excitações fervescentes. [O id] desconhece o julgamento de valores, o bem e o mal, a moralidade” (Freud).
As forças do id buscam a satisfação imediata sem tomar conhecimento das circunstâncias da realidade. Para satisfazer às necessidades e manter um nível confortável de tensão, é necessário interagir com o mundo real. Por exemplo: as pessoas famintas devem ir em busca de comida, caso queiram descarregar a tensão induzida pela fome. Portanto, é necessário estabelecer alguma espécie de ligação adequada entre as demandas do id e a realidade.

O ego, em latim “eu”, é responsável pelo contato entre o psiquismo e a realidade, ele serve como mediador, um facilitador da interação entre o id e as circunstâncias do mundo externo. O ego representa a razão, a racionalidade, faz a mediação entre os impulsos do Id e a moralidade contida no superego.
Enquanto o id anseia cegamente e ignora a realidade, o ego tem consciência da realidade, manipula-a e, dessa forma, regula o id. O ego obedece ao princípio da realidade, refreando as demandas em busca do prazer até encontrar o objeto apropriado para satisfazer a necessidade e reduzir a tensão.
O ego não existe sem o id; ao contrário, o ego extrai sua força do id. O ego existe para ajudar o id e está constantemente lutando para satisfazer os instintos do id, ou seja, o ego busca os meios “adequados” (socialmente aceitos) para satisfazer os instintos do id. Freud comparava a interação entre o ego e o id com o cavaleiro montando um cavalo, que fornece energia para mover o cavaleiro pela trilha, mas a força do animal deve ser conduzida ou refreada com as rédeas, senão acaba derrotando o ego racional.

Outra parte da estrutura da personalidade denominada por Freud como superego desenvolve-se desde o início da vida, quando a criança assimila as regras de comportamento ensinadas pelos pais ou responsáveis mediante o sistema de recompensas e punições.
O comportamento inadequado sujeito à punição torna-se parte da consciência da criança, uma porção do superego. O comportamento aceitável para os pais ou para o grupo social e que proporcione a recompensa torna-se parte do ego-ideal, a outra porção do superego. Dessa forma, o comportamento é determinado inicialmente pelas ações dos pais; no entanto, uma vez formado o superego, o comportamento é determinado pelo autocontrole. Nesse ponto, a pessoa administra as próprias recompensas ou punições.
O superego representa a moralidade. Freud descreveu-o como o “defensor da luta em busca da perfeição – o superego é, resumindo, o máximo assimilado psicologicamente pelo indivíduo do que é considerado o lado superior da vida humana” (Freud).

Relações entre os Três Subsistemas

A meta fundamental da psique é manter e recuperar, quando perdido, um nível aceitável de equilíbrio dinâmico que maximiza o prazer e minimiza o desprazer. A energia que é usada para acionar o sistema nasce no Id, que é de natureza primitiva, instintiva. O ego, emergindo do id, existe para lidar realisticamente com as pulsões básicas do id, e também age como mediador entre as forças que operam no Id e no Superego e as exigências da realidade externa. O superego, emergindo do ego, atua como um freio moral ou força contrária aos interesses práticos do ego. Ele fixa uma série de normas que definem e limitam a flexibilidade deste último.
O id é inteiramente inconsciente, o ego e o superego o são em parte. “Grande parte do ego e do superego pode permanecer inconsciente e é normalmente inconsciente. Isto é, a pessoa nada sabe dos conteúdos dos mesmos, e é necessário despender esforços para torná-los conscientes”.
Nesses termos, o propósito prático da psicanálise “é, na verdade, fortalecer o ego, fazê-lo mais independente do superego, ampliar seu campo de percepção e expandir sua organização, de maneira a poder assenhorear-se de novas partes do id”.

Material posts

Em outras palavras:

ID: Constitui o reservatório de energia psíquica, é onde se localizam as pulsões de vida e de morte. As características atribuídas ao sistema inconsciente. É regido pelo princípio do prazer (Psique que visa apenas o prazer do indivíduo).

EGO: É o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. A verdadeira personalidade, que decide se acata as decisões do (Id) ou do (Superego).

SUPEREGO: Origina-se com o complexo do Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. (É algo além do ego que fica sempre te censurando e dizendo: Isso não está certo, não faça aquilo, não faça isso, ou seja, aquela que dói quando prejudicamos alguém, é o nosso “freio”.)

Gostou do assunto? Deixe sua opinião, ela é muito importante para nós.

Qual sua dúvida ou comentário sobre esse conteúdo?

Os campos com (*) são obrigatórios e seu email não será publicado

Comentários
  • Maria Machado Ruibasciki 23 mar 2018

    Muito interessante e de fácil compreensão. Ontem participei de um grupo de psicanálise. Em suma a minha conversa foi com o professor, mas na sala haviam estudantes de duas turmas. Eu entrei em uma conversa tão profunda com o professor que até me esqueci que haviam outras pessoas na sala. Após responder algumas perguntas me vi no território de minhas lembranças. Ao mesmo tempo, conforme fui conduzida, hora estava no presente hora no passado. Assim também minhas emoções afloravam: chorava ao lembrar minha infância e os traumas, mas como se uma porta se abrisse e lá estava eu revivendo aquele momento. Também buscava justificar minhas emoções e impressões de meu cotidiano, buscando justificar nos outros a origem do meu sofrimento psíquico. O curioso foi o desfecho, quando o professor conclui que eu era muito exigente comigo mesma. Então, não eram os outros, mas algo que eu havia introjetado que me consumia. Será que era ao meu superego que o professor se referiu? Será que por exemplo, por mais que eu reclamasse de minha família por não me ajudar nas tarefas de domésticas mas ao final acabava fazendo, havia uma pressão interna que me impedia de resolver está questão? E, no meio disto tudo, qual mecanismo amenizaria a culpa? Seria o Ego o responsável pela decisão de resolver o problema, seguindo o caminho que outras mulheres em nossa cultura percorreram, ou seja sendo subservientes. E, por fim, como fica a relação do ID, EGO e SUPEREGO durante uma evento psíquico, como a depressão? E, na pessoa diagnosticada com transtorno de personalidade, poderia ser consequência do desequilíbrio destas três verdentes?

  • mm
    Maxi Educa 28 mar 2018

    Bom dia Maria. Obrigada por nos dar um retorno sobre o nosso post, buscamos aprimorar constantemente e a participação de quem lê o conteúdo é primordial para isso. A respeito de suas colocações você disse que ao final da conversa com o professor ele concluiu que você era muito exigente com você, então o problema não seria os outros e sim algo que você havia introjetado e de acordo com a teoria da psicanálise isso seria um mecanismo de defesa e portanto inconsciente, sendo então uma manifestação do Ego diante das exigências das outras instâncias psíquicas (Id e Superego). Desta forma o que amenizaria a culpa seria justamente esses mecanismos de defesa que surgem para nos preservar do sofrimento psíquico. A meta fundamental da psique em qualquer evento psíquico (inclusive a depressão) é sempre manter e recuperar, quando perdido, um nível aceitável de equilíbrio dinâmico que aumente o prazer e diminua o desprazer. No que diz respeito aos transtornos de personalidade existem várias teorias que exploram esse tema, ao reduzi-los à teoria psicanalítica em uma visão simplista sobre esses transtornos e considerando que os eventos psíquicos geram desequilíbrio entre esses três sistemas poderia sim ser consequência de desequilíbrio porém não há como pensar um evento psíquico isoladamente, cada ser é único e possui características e condições próprias que o configuram (inclusive em um transtorno psíquico). Apenas lembrando que escrevemos para concursos públicos, assim, para maiores aprofundamentos é viável você procurar orientação profissional especializada. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

  • Rebeca Oliveira Félix 04 jun 2018

    Nossa, muito incrível. Continue com mais posts relacionados à psicanálise, muito esclarecedor. Obrigada.

  • mm
    Maxi Educa 05 jun 2018

    Bom dia Rebeca Agradecemos sua participação em nosso post. Que bom saber que você aprovou esse tema. A intenção é auxiliar cada vez mais nossos leitores. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

  • Elizeu 07 out 2019

    Excelente artigo! Muito bem elaborado. Trabalhado com riqueza de detalhes. Parabéns!!!

  • mm
    Maxi Educa 07 out 2019

    Oii Elizeu, tudo bem? Que bom que gostou do nosso blog! Aproveite e navegue por nosso site (www.maxieduca.com.br), garanto que você também vai gostar. Um grande abraço e muito obrigado por seu comentário! Aproveite para nos acompanhar nas redes sociais: Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

Quer receber notícias sobre Concursos Abertos? Cadastre-se em nossa newsletter


Sobre nós

Somos o Instituto Maximize de Educação, uma empresa especializada na preparação de Apostilas em PDF e Cursos Online para Concursos Públicos e Vestibulares.

Saiba mais