Desvende os mitos sobre Sepse que são a principal causa de morte nas UTI’s

Por Ana Paula Fernandes 21 set 2018 - 4 min de leitura
4 min

A sepse é uma doença sistêmica na maioria das vezes causada por bactérias que infectam a corrente sanguínea provocando uma intensa inflamação danificando tecidos e órgãos.

A sepse é uma doença sistêmica na maioria das vezes causada por bactérias que infectam a corrente sanguínea provocando uma intensa inflamação danificando tecidos e órgãos

https://saudavelefeliz.com/wp-content/uploads/2017/08/sepsis-e1503508779533.jpg

 

Sepse uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia

https://www.news-medical.net/image.axd?picture=2017%2F9%2Fshutterstock_299701700.jpg

Conhecida como infecção generalizada antigamente era chamada de septicemia ou infecção no sangue.

Quando grandes quantidades de bactérias chegam à corrente sanguínea e acaba espalhando pelo corpo, as células de defesa precisam agir em vários pontos ao mesmo tempo para combater a infecção, desencadeando assim um processo inflamatório sistêmico. Pode ocorrer que a infecção esteja localizada em um apenas um órgão, como exemplo no pulmão, provocando no organismo de forma sistêmica uma resposta com inflamação tentando combater o agente da infecção.

De acordo com o grau de evolução classifica-se em três níveis:

1. Sepse: complicação potencialmente fatal de uma infecção está associada pelo menos mais dois sinais.

2. Sepse grave: causa um mau funcionamento de órgãos e faz com que o fluxo sanguíneo seja inadequado para partes do corpo, isto é comprometimento funcional de um ou mais órgãos.

3. Sepse séptico: pressão arterial permanece baixa e não responde a administração de líquidos por via intravenosa.

Qualquer pessoa pode não importa a idade pode desenvolver uma resposta inflamatória sistêmica.

As pessoas estão mais sujeitas a desenvolver sepse são aquelas que têm um Sistema imunológico enfraquecido, as que se encontram hospitalizadas, tais como aquelas que tiveram dispositivo inserido no corpo (cateter, tubos de drenagem, tubos de respiração) quanto mais tempo esses dispositivos são deixados no lugar consequentemente maior será o risco de uma infecção e a sepse.

Pessoas com quadro clínico que reduzem a habilidade de combater infecções como recém-nascidos, idosos, grávidas, portadores de doenças crônicas como diabetes também aumentam o risco de sepse, assim como usuários de álcool e outras drogas.

Sintomas

 

https://i2.wp.com/onortao.com.br/wp-content/uploads/2018/08/40.jpg?resize=696%2C696&ssl=1

 A maioria das pessoas apresenta febre, mas algumas apresentam baixa temperatura corporal já que os sintomas podem variar de acordo com a evolução clínica do paciente, podem ter calafrios e se sentirem fracas, respiração e ritmo cardíacos acelerados, baixa produção de urina, agitação a medida que a sepse piora apresentam confusão mental.

Diagnóstico

https://www.portalped.com.br/wp-content/uploads/2018/03/hemocultura-analise-diagnostica.jpg

Para que se confirme o diagnóstico é preciso realizar uma investigação criteriosa através de avaliação clínica e laboratorial. São realizados exames de sangue como hemograma e hemocultura, exame de urina, cultura de secreções e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Outros exames são realizados também para procurar sinais de mau funcionamento de órgãos e outras complicações causadas pela doença.

Tratamento

https://www.cardiosite.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Sepse-1.jpg

 O diagnóstico precoce do tratamento é fundamental para o controle da sepse e suas complicações. Os médicos não esperam o resultado para que se confirme o diagnóstico já que o atraso no tratamento com antibióticos diminui as chances de sobrevida.

O tratamento é realizado no hospital são introduzidos antibióticos de largo espectro por via endovenosa, a escolha do antibiótico inicial é realizado de acordo com a bactéria mais provável. Quando o resultado do teste for disponibilizado, o médico poderá optar por um antibiótico que seja mais eficaz contra a bactéria específica causadora da infecção.

É a principal doença que gera custos nos hospitais públicos e privados devido a necessidade de utilizar equipamentos modernos, medicamentos caros e exigir muito trabalho por parte da equipe médica.

Existem medidas de prevenção simples que se forem adotadas no cotidiano diminui o risco de contrair infeções, como lavar as mãos com frequência com água e sabão, vacinação em dia, evitar a automedicação, não interromper o tratamento preconizado pelo médico, evitar o uso indiscriminado de antibióticos.

Caro leitor agora que você já conheceu um pouco mais sobre essa doença que mais causa mortes nas UTIs, seus sintomas como diagnosticar e tratar assim como as principais medidas de prevenção deixe seus comentários e até o próximo post.

Tutora

Ana Paula Fernandes

Bibliografia

https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/bacteremia,-sepse-e-choque-s%C3%A9ptico/sepse,-sepse-grave-e-choque-s%C3%A9ptico
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sepsesepticemia/
http://www.ilas.org.br/o-que-e-sepse.php
Qual sua dúvida ou comentário sobre esse conteúdo?

Os campos com (*) são obrigatórios e seu email não será publicado

Quer receber notícias sobre Concursos Abertos? Cadastre-se em nossa newsletter


Sobre nós

Somos o Instituto Maximize de Educação, uma empresa especializada na preparação de Apostilas em PDF e Cursos Online para Concursos Públicos e Vestibulares.

Saiba mais