Entenda o que é a Bitcoin, a moeda virtual que vale mais de US$ 10 mil

Bitcoin, uma criptomoeda segura e um sistema de pagamento online baseado em protocolo de código aberto que é independente de qualquer autoridade central, nasceu no fim de 2008
Por Maxi Educa 29 mar 2018 - 6 min de leitura
6 min

Bitcoin, o assunto do momento, tanto nas aplicações quanto no universo dos concursos. Entenda de modo claro porque essa moeda está sendo a febre atual…

Bitcoin, uma criptomoeda segura e um sistema de pagamento online baseado em protocolo de código aberto que é independente de qualquer autoridade central, nasceu no fim de 2008

Fonte: https://zaxid.net/u_shveytsariyi_dozvolili_platiti_podatki_bitkoinami_n1436073

Bitcoin, uma criptomoeda segura e um sistema de pagamento online baseado em protocolo de código aberto que é independente de qualquer autoridade central, nasceu no fim de 2008, quando Craig Wright, sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, lançou um artigo técnico na Internet em que ele propôs uma versão puramente ponto-a-ponto do dinheiro eletrônico e que garantia a segurança através de sofisticada técnica de encriptação baseada em um modelo matemático.

 O que é criptomoeda?

 Criptomoeda é um tipo de moeda virtual que utiliza a criptografia para garantir mais segurança em transações financeiras na internet. Da mesma forma que a moeda tradicional possui números de série ou listras ocultas em seu interior para evitar falsificações, a criptomoeda também utiliza códigos que são muito difíceis de quebrar.

Existem diversos tipos de moedas virtuais, sendo o bitcoin a mais conhecida. Ela é descentralizada, o que significa que a moeda pode ser transferida de pessoa para pessoa sem passar por bancos ou intermediários. Como não existe uma autoridade ou bancos regulando as moedas virtuais, as taxas são menores e você consegue realizar transações em qualquer país.

 O que é o Bitcoin?

A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. O primeiro motivo é que não é possível mexer no bolso da calça e encontrar uma delas esquecida. Ela não existe fisicamente, é totalmente virtual.

O outro motivo é que sua emissão não é controlada por um Banco Central. Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que “emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.

No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.

O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades até o ano de 2140.

Esse limite foi estabelecido pelo criador da moeda.

De tempos em tempos, o valor da recompensa dos “mineiros” também é reduzido. Quando a moeda foi criada, qualquer pessoa com o software poderia “minerar”, desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado por dias e noites.

Com o aumento do número de interessados, a tarefa de fabricar bitcoins ficou apenas com quem tinha super máquinas.

Além da mineração, é possível possuir bitcoins comprando unidades em corretoras específicas ou aceitando a criptmoeda ao vender coisas.

As moedas virtuais são guardadas em uma espécie de carteira, criada quando o usuário se cadastra no software.

Depois do cadastro, a pessoa recebe um código com letras e números, chamado de “endereço”, utilizado nas transações. Quando ela quiser comprar um jogo, por exemplo, deve fornecer ao vendedor o tal endereço. As identidades do comprador e do vendedor são mantidas no anonimato, mas a transação fica registrada no sistema de forma pública. A compra não pode ser desfeita.

Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda.

Como é calculado o preço do bitcoin?

Não é controlado, não está ligado a um possível custo de emissão. O preço é reflexo da oferta e demanda. Quando há grande demanda de compra, a tendência é o preço subir, quando há grande oferta de venda, a tendência é cair. Diversos fatores podem influenciar sua volatilidade, como intervenções do governo na circulação da moeda. “Quando o presidente do JP Morgan disse que o bitcoin era o fraude, o preço caiu muito. Quando um governo fala que vai proibir a moeda, o preço também cai. Agora, quando um governo diz que vai proibir saída de dinheiro do país para o exterior, o bitcoin tende a subir porque as pessoas veem nele uma forma de continuar realizando suas transações”, diz Schiavon.

É possível usar bitcoins para comprar produtos?

 A maioria dos donos das moedas não as usam para comprar coisas. O seu uso como uma moeda normal é até possível – a anonimidade garantida pelas moedas virtuais tem atraído pessoas querendo fazer compra e venda de mercadorias ilegais pela internet.

E um pequeno – mas crescente – número de empresas consolidadas tem permitido que seus clientes comprem mercadorias e serviços com a moeda.

Há desde multinacionais como a Microsoft até pequenas empresas que usam a moeda como uma espécie de novidade chamativa, como um restaurante japonês em Cambridge e uma galeria de arte em Londres.

A grande maioria dos usuários entra nesse universo para fazer investimento.

A diferença de pagar online com cartão de crédito e com bitcoin.

O pagamento por cartão de crédito exige autenticações a que o bitcoin não está sujeito — como a validação de um banco ou de uma processadora de cartão de crédito. Por este motivo, um comerciante geralmente leva mais de um mês para receber um pagamento realizado por clientes através de um cartão de crédito. O procedimento também inclui o pagamento de taxas por parte dos clientes. Com o bitcoin, por não existirem esses intermediários, um pagamento pode ser processado em poucos dias a custos muito mais baixos para ambos os lados. O lado negativo é que, uma vez realizado, o pagamento não pode ser “estornado”. A tecnologia que envolve a moeda não permite que a transação seja desfeita.

Pontos preocupantes

Fonte: https://veja.abril.com.br

No momento, o Bitcoin existe praticamente sem nenhuma regulação. Ele tem sido muito usado na deep web (conceituar), que não pode ser acessada por um navegador de internet normal.

Também há preocupações em relação à volatilidade da moeda, o que levou tanto a China quanto a Coréia do Sul a proibirem o lançamento de novas moedas virtuais.

Em setembro, a autoridade financeira do Reino Unido alertou investidores que eles poderiam perder dinheiro se comprassem novas moedas virtuais recém-criadas por algumas empresas, conhecidas como “inicial coin offerings”, ou ofertas iniciais de moedas.

Mas a tecnologia por trás do Bitcoin é vista como infalível por grandes instituições financeiras.

Bill Gates manda recado sobre moedas virtuais[1].

Durante um “Ask Me Anything” no Reddit (explicar), Gates foi questionado sobre criptomoedas e explicou o que faz ele acreditar que elas tenham mais efeitos negativos do que positivos na sociedade. Para o cofundador da Microsoft, o anonimato possibilitado por essas moedas faz com que elas sejam bastante usadas por criminosos.

“O principal recurso das criptomoedas é o anonimato. Eu não acho que seja uma coisa boa. A capacidade do governo de encontrar lavagem de dinheiro, evasão fiscal e financiamento terrorista é uma coisa boa”, explicou Gates, de acordo com a CNBC. “Atualmente as criptomoedas são usadas para comprar fentanil e outras drogas, então é uma rara tecnologia que já causou mortes de forma bastante direta”, continuou.

Para Gates, o investimento nessas moedas virtuais é bastante arriscado, e alguns episódios recentes reforçam a argumentação dele: uma empresa chamada Confido desapareceu após arrecadas mais de US$ 374 mil vendendo criptomoedas, por exemplo, e algumas dessas moedas já foram acusadas de funcionar como esquema de pirâmide.

Ao ser questionado por um usuário que disse que dinheiro físico também pode ser usado para fins ilícitos, Gates disse que as criptomoedas se destacam pela facilidade de uso, já que não é preciso estar presente fisicamente em um lugar para a transação acontecer.

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Tutora: Evillin Aruane Machado Barros.

 

 

 

[1] https://olhardigital.com.br/
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Comentários
  • Rubemar 31 mar 2018

    Será que um dia não haverá mais dinheiro físico? e tudo será na base do virtual?

  • mm
    Maxi Educa 02 abr 2018

    Bom dia Rubemar. Agradecemos sua participação em nosso post. Acreditamos que isso pode de fato ocorrer, mas para isso deverá ocorrer muitas transformações no Brasil e no mundo. Acompanhe-nos nas redes sociais. Facebook: https://goo.gl/fgnB61 Instagram: https://goo.gl/xe1LmU YouTube: https://goo.gl/REyOiW

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