Compreenda tudo sobre o multiculturalismo na geografia para concursos públicos e garanta pontos na sua prova

Por Maxi Educa 25 ago 2017 - 9 min de leitura
9 min

Tema muito cobrado nas questões de Geografia dos Concursos Públicos em geral, o MULTICULTURALISMO refere-se ao manejo das DIFERENÇAS em nossas sociedades, especialmente as diferenças culturais e étnicas.

Abaixo faremos uma abordagem geral sobre Multiculturalismo, que com certeza garantirá seu sucesso nas provas e concursos de Geografia. Espero que aproveitem!!! Vamos lá!!!

Tema muito cobrado nas questões de Geografia dos Concursos Públicos em geral, o MULTICULTURALISMO refere-se ao manejo das DIFERENÇAS em nossas sociedades, especialmente as diferenças culturais e étnicas.

A diversidade cultural e étnica é muitas vezes percebida como uma possível ameaça à nação. Assim, o Multiculturalismo procura enfatizar, então, a ideia de que as culturas minoritárias são discriminadas e, para se consolidarem, devem ser protegidas pelo Estado.

 Discutir o Multiculturalismo, na atualidade, significa nos colocarmos diante dos desafios do nosso tempo:

→ Percebermos a diversidade humana;

→ Defrontarmo-nos com a desconstrução de algumas “verdades”;

→ Começarmos a pensar em processos de integração e interação de diversos saberes;

→ Desierarquizarmos as diferenças e visões de mundo;

→ Desenvolvermos um profundo amor pela vida.

 Desse modo, gênero, raça/etnia, orientação sexual, religião e classe social são algumas das variáveis contemporâneas que colocam em evidência novos sujeitos políticos, que passam a exigir do Estado e da sociedade reconhecimento e políticas inclusivas.

Fonte: http://1.bp.blogspot.com

Definindo Multiculturalismo…

O Multiculturalismo pode ser visto como um sintoma de transformações sociais básicas, ocorridas na segunda metade do século XX, no mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Pode ser visto também como uma ideologia, a do politicamente correto, ou como aspiração, desejo coletivo de uma sociedade mais justa e igualitária no respeito às diferenças.

Fonte: http://conradopaulinoadv.com.br

Consequência das múltiplas misturas raciais e culturais, provocadas pelo incremento das migrações em escala planetária, pelo desenvolvimento dos estudos antropológicos, do próprio direito e da linguística, além de outras ciências sociais e humanas, o Multiculturalismo é, antes de mais nada, um questionamento das fronteiras de todo tipo, principalmente da monoculturalidade.

Visto como militância, o Multiculturalismo implica reivindicações e conquistas por parte das chamadas minorias. Reivindicações e conquistas muito concretas: legais, políticas, sociais e econômicas. (CHIAPPINI, Lígia).

Multiculturalismo no Brasil

A diversidade é uma das principais características da cultura brasileira, causa imprescindível de nossa riqueza cultural. (VIANNA, Hermano).

Fonte: http://www.cabure.com.br

No Brasil, o discurso multicultural é relativamente recente, tendo ganho projeção e tido conquistas a partir da segunda metade da década de 1980, em um contexto de construção de um Estado mais democrático.

Em geral, as ações multiculturais no Brasil associam-se às ações afirmativas, que buscam a efetiva igualdade de acesso a bens fundamentais como educação e emprego.

Ações Afirmativas

Fonte: https://media.licdn.com

Ações Afirmativas são políticas focais que alocam recursos em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão socioeconômica no passado ou no presente. Trata-se de medidas que têm como objetivo combater discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de casta, aumentando a participação de minorias no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, bens materiais, redes de proteção social e/ou no reconhecimento cultural. [ … ]

A ação afirmativa se diferencia das políticas puramente antidiscriminatórias por atuar preventivamente em favor de indivíduos que potencialmente são discriminados, o que pode ser entendido tanto como uma prevenção à discriminação quanto como uma reparação de seus efeitos. Políticas puramente antidíscriminatórias, por outro lado, atuam apenas por meio de repressão aos discriminadores ou de conscientização dos indivíduos que podem vir a praticar atos discriminatórios.

Depois de muitas lutas e amplas e acaloradas discussões, a sociedade brasileira assiste ao reconhecimento e à incorporação das chamadas “populações tradicionais” do Brasil, o que é mais uma vitória dos movimentos sociais em sua luta por reconhecimento e igualdade.

A partir do Decreto Presidencial nº 6.040 de 2007, o governo brasileiro reconhece formalmente, pela primeira vez na história do País, a existência formal de todas as chamadas populações “tradicionais” do Brasil.

Fonte: http://alunosonline.uol.com.br

No entanto, se de um lado o Multiculturalismo apresenta essa vertente de convivência, igualdade e respeito às minorias e às diferenças, de outro, assistimos, na atualidade, ao acirramento de uma disputa entre dois lados culturais e religiosos aparentemente opostos: o mundo “cristão-europeu” e o mundo “islâmico”, a partir do denominado “choque de civilizações”.

Assim, as diversas crises que ocorrem atualmente no Oriente Médio são apresentadas como consequência das diferenças profundas entre o islamismo – que seria “radical, retrógrado e arcaico”, rejeitando, ademais, os valores democráticos do “Ocidente” – e o mundo judaico-cristão ocidental – este sim, “racional, progressista e democrático”.

Xenofobia

Uma das questões de maior preocupação no mundo, hoje, é o crescimento do nacionalismo xenófobo e do racismo.

O nacionalismo é um sentimento de pertencimento a um determinado estado nacional, ou a um grupo dentro do estado nacional. O nacionalismo exacerbado gera a xenofobia, identificada como a “aversão ao diferente” e, nos tempos modernos, traduzida como “aversão ao estrangeiro”.

Fonte: MARTINI, Alice de. Geografia. /Alice de Martini; Rogata Soares Del Gaudio. 3ª edição. São Paulo: IBEP, 2013. PNLD – 2015 a 2017 – FNDE – Ministério da Educação.

O nacionalismo pode ser legítimo, mas, em muitos casos, é algo forjado para manipular as pessoas a aderirem a um movimento de interesse particular (de um líder ou partido político, por exemplo).

Racismo

Fonte: http://1.bp.blogspot.com

O maior exemplo de racismo declarado foi o apartheid na África do Sul. A segregação racial da minoria branca sobre a maioria negra era “legitimada” por um aparato repressivo institucional que subvertia os códigos de direitos humanos. De 1948, quando o Partido Nacional venceu as eleições, até início dos anos 1990, a África do Sul viveu sob esse regime, sendo que líderes negros eram presos, torturados e mortos.

Mediante o boicote internacional, o regime foi desfeito no início dos anos 1990. O líder negro Nelson Mandela foi solto e pôde concorrer à presidência nas primeiras eleições livres com a participação da população negra, saindo vitorioso.

Mesmo após anos de reclusão por um regime opressivo, Nelson Mandela governou visando à união das diferentes etnias pelo futuro do país. Sua atuação no poder se caracterizou pelo fortalecimento da democracia.

Os Estados Unidos também são um exemplo de discriminação racial. A população negra tem garantido diversos direitos, graças à sua organização e à herança da manifestação pacífica criada pelo líder negro Martin Luther King. Todavia, ainda hoje, a população negra é vítima do preconceito racial, criando também a segregação social dentro dos Estados Unidos.

Racismo no Brasil

 No Brasil, perdurou por muito tempo a ideia de que o país era o melhor exemplo de democracia racial e de harmonia entre as raças. No entanto, os indicadores sociais demonstram o contrário. Os negros e os pardos ganham menos que os brancos e têm menor escolaridade. Além disso, a origem racial dificulta a colocação do indivíduo no mercado de trabalho. Negros e pardos são os grupos mais atingidos pelo desemprego; dos que conseguem trabalho, a maioria exerce atividades de baixa qualificação e prestígio social. Por essa razão, moram em lugares mais pobres e distantes do local de trabalho, não contam com serviços públicos básicos (saúde, educação, saneamento, etc.) e dispõem de poucas opções de lazer.

Segundo a Constituição brasileira, o racismo é considerado crime, mas a punição às atitudes racistas depende de testemunho de uma terceira pessoa e registro de ocorrência policial. Todavia, muitas vezes o racismo não é manifestado abertamente. É difícil, por exemplo, comprovar que um emprego foi negado a determinada pessoa por ela ser negra ou mestiça.

Ao negro e ao pardo é negado o princípio básico das sociedades democráticas, que é a igualdade de oportunidades.

Uma definição de Terrorismo…

Terrorismo é a prática do terror como instrumento de ação política, procurando alcançar pelo uso da violência objetivos que poderiam ou deveriam cometer-se ao exercício legal da vontade política.

O terrorismo caracteriza-se, antes de mais nada, pela indiscriminação das vítimas a atingir, pela generalização da violência, visando, em última análise, à liquidação, desativação ou retração da vontade de combater do inimigo predeterminado, ao mesmo tempo que procura paralisar também a disponibilidade de reação da população. (Fonte: Terrorismo, in Polis – Enciclopédia Verbo do Direito e do Estado, V volume, cal. 1196).

Fonte: http://img.historiadigital.org

O terrorismo pode ocorrer por motivos político-nacionalistas, religiosos e étnico-culturais.

A história do terrorismo pode ser contada antes e depois de 11 de setembro, ocasião em que os EUA foram atacados por grupos terroristas que sequestraram aviões comerciais e os lançaram sobre as torres gêmeas do World Trade Center e sobre o Pentágono, dois símbolos dos EUA e do sistema capitalista.

O governo norte-americano apontou como suspeito o grupo AI-Qaeda, comandado pelo milionário saudita Osama Bin Laden. Na versão oficial das agências norte-americanas, o grupo AI-Qaeda, fundamentalista islâmico, vê os EUA como um mal a ser extirpado, principalmente pela sua posição hegemônica mundial e por suas constantes interferências militares no Oriente Médio.

“Do estarrecimento para a sede de vingança”, assim se posicionou o governo norte-americano de George W. Bush, defendendo a posição de que os atentados terroristas de 11 de setembro representaram “atos de guerra”, não apenas contra os Estados Unidos, mas contra a “civilização ocidental”.

Essa conotação de “atos de guerra” em vez de atentados terroristas permite que o país atacado invoque o artigo nº 5 da Otan, que prevê o engajamento automático dos países-membros dessa organização em sua defesa e contra o agressor.

Bush lança uma guerra contra um inimigo oculto – o terror, concebendo que os diversos grupos terroristas formem um “sistema internacional de terror”.

Dessa forma, todos os países deveriam apoiar os Estados Unidos na luta contra o terror: “Quem não estivesse conosco estaria ao lado do terror”. Essa frase denota uma ideia de ajuda mútua, ao mesmo tempo em que intimidou os países que se colocaram contra as ofensivas norte-americanas.

Com ajuda de grupos locais paramilitares chamados Aliança do Norte, a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e Inglaterra destituiu o talebã do poder. Bin Laden foi morto em uma operação militar dos EUA no Paquistão em 2011.

A partir daí assistimos a uma guerra de âmbito mundial, tendo, de um lado, a própria mundialização e seu caráter monopolista e hegemônico e, do outro, todos os que resistem a essa dominação.

E aí? Vai gabaritar as questões de Geografia sobre Multiculturalismo??? Aposto que sim!!!

Não vá embora antes de curtir e compartilhar!!! Abraço e até mais!!!

Imagem destacada disponível em:http://ptnnews.com.br/media/2015/09/42.jpg.

Tutora Angélica M. B. Calil

 

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