Processo histórico, fato histórico e sujeito histórico. Esses termos ainda não estão claros para você? Com este post seus problemas acabaram

Por Maxi Educa 08 fev 2018 - 7 min de leitura
7 min

O processo histórico e seus termos-amigos com certeza são assunto constante nas suas rodas de boteco. Normalmente começamos a falar deles depois da 12ª cerveja, depois de falarmos de futebol e antes das 10 melhores do Raça Negra. Falar sobre isso aqui pode ser repetitivo para esse tipo inveterado de bon vivant, mas caso seus assuntos de bar não sejam tão variados, caso você já não se lembre muito bem daquelas aulas de Introdução aos Estudos Históricos, caso esteja um pouco enferrujado ou caso ainda só queira ler um pouco, não saia da página. Vamos lembrar de forma simples e resumida alguns termos relacionados ao conhecimento histórico e garantir aquela questão no concurso.

Por que falar sobre esses termos?

O processo histórico e seus termos-amigos com certeza são assunto constante nas suas rodas de boteco.

Primeiro porque quando falamos sobre assuntos sérios, minha censora trabalha menos (sim, existe censura em 2018), fica mais feliz e por consequência eu fico menos infeliz. Segundo porque como você concurseiro notou, este início de ano estamos tendo vários concursos relacionados à Secretárias de Ensino. E terceiro porque os termos são muitas vezes semelhantes e confundi-los é uma tarefa extremamente simples quando nos preocupamos com tantas outras coisas.

Mas são mesmo importantes?

Ô!

E olha só: “Historiografia, como o próprio termo indica, é a ciência que estuda e analisa e registra os fatos históricos ao longo do tempo. Historiografia também pode ser definida como a ciência que conta como os seres humanos fizeram história com o passar do tempo. A historiografia estuda épocas e estados variados fazendo compreender os métodos, as forma e os objetos de estudo.”

“Historiografia, ainda como conceito, é um conjunto de métodos usados no estudo de acontecimentos históricos. A historiografia deve apresentar critérios objetivos na medida do possível para ser compreendida. O Estudo bibliográfico e crítico dos escritos sobre a própria história, suas fontes e os autores que estudaram essa matéria. A historiografia moderna concede muita importância à política como um todo.”

 Essas são duas definições que eu encontrei dando aquela olhadinha rápida no oráculo, sem compromisso. Já podemos definir o que é historiografia, mas viu os termos que aparecem junto dessa definição?

“Fato histórico”, “método histórico”, “acontecimento histórico” (…). Podemos definir todas elas repetindo o processo, pergunte por cada uma ao oráculo que ele lhe dirá, mas quando viramos o ano e fizemos aquelas promessas (que sempre cumprimos a risca), dissemos que seríamos pessoas melhores, então vamos pegar todos esses termos e mantê-los aqui, simples e práticos!

O processo histórico

Para entendermos o que é o processo histórico, temos que entender o que é o Fato Histórico.

A ideia é mais ou menos essa:

Tudo, absolutamente tudo que acontece na sua vida é resultado de alguma ação (ou não-ação) sua ou de alguém a sua volta. Algo bem como aquela ideia de causa e efeito. Se você ou sua(seu) namorada(o) agem, algo acontece, se optam pela omissão, algo também acontece. Ou seja, os acontecimentos que nos cercam ocorrem por um motivo.

Bem, esses acontecimentos, essas mudanças ocorrem o tempo todo conosco e com os outros. TODOS os outros. E para o choque de alguns, já ocorriam antes de vocês nascerem. O mundo é assim hoje por uma grande série de acontecimentos que ocorreram por ação ou omissão de alguém (ou de algo) em algum momento.

Como objeto de estudo da História é o HOMEM e não o tempo, vamos focar nas ações e omissões de pessoas. A história foi feita assim: desenvolveu-se através de um número enorme de ações humanas que estão ligadas pelo tempo e espaço.

A esses acontecimentos damos o nome de fato histórico!

 E o processo histórico? Bom, o Processo Histórico é justamente o conjunto desses fatos. Não me lembro do autor que usava o exemplo da colcha de retalhos, mas ele mostra bem a definição de ambos: cada retalho é um fato histórico e quando eles são ligados formando uma colcha temos a própria história (processo histórico)

Sujeito Histórico

O próximo carinha da nossa lista é o sujeito histórico. E não, não é esse aí em cima. ¬¬”

O sujeito histórico é um conceito mais recente. Na verdade ele sempre existiu, mas a noção do sujeito histórico foi construída após algumas ideias introduzidas pela Escola dos Annales.

Podíamos escrever um blog inteiro sobre isso, mas a ideia aqui é resumir os termos. Como não dá pra falar do sujeito sem falar dos Annales, vamos ser diretos: graças às mudanças que vieram após o século XX (por atuação dessa galera) hoje eu, você, sua avó, o seu Zé que vende pipoca, e até o Egídio (Egíííídio! =/) somos considerados sujeitos históricos.

Como falamos acima, nossas ações (ou omissões) geram mudanças maiores ou menores a nossa volta.

Acontece que antes desses caras (Annales), as coisas não eram assim. Eram considerados sujeitos históricos apenas as “grandes” pessoas: reis, papas, generais, grandes líderes, heróis… Enfim, aquelas pessoas muito importantes que com uma assinatura, ordem ou golpe de espada poderiam mudar os rumos de uma cidade, país, região (…).

É claro que em ambos os casos, antes e depois, os sujeitos históricos são as pessoas que participam do fato/processo histórico. A diferença é que antes dos Annales você teria que ser alguém legal como o Trump, pulando fora do Tratado de Paris para ser lembrado como sujeito histórico. Hoje todas as pessoas que participam do processo que eu falei acima são considerados sujeitos históricos.

Verdade histórica

Fonte: <http://www.milenio.com

 Ah sim… É nesse ponto em que as discussões se tornam acaloradas. Por que afinal, o que é a verdade histórica?

Para falarmos dessa ideia, temos de nos lembrar do último blog em que falamos do ofício do historiador. A verdade histórica é quase que o resultado do trabalho do historiador, quando feito corretamente e sem interferências ou inclinações pessoais. É a narração de um fato histórico embasada no que é legítimo.

Como isso é feito?

O segredo são as fontes históricas. Elas tem de ser autênticas, íntegras, com procedência e também livre de influências. Se houve parcialidade dessa fonte, cabe o historiador identifica-la. Quem trabalha com elas cabe a crítica, a análise e a imparcialidade de quem “vê de fora”.

Aqui entre o trabalho de cientista ao historiador. E sem querer puxar a sardinha para o lado bom da força, é um trabalho que não pode ser feito por qualquer um. Vejamos de exemplo a formação da Comissão da Verdade em que na teoria, seria apurada a “verdade histórica” a respeito do período militar no Brasil.

Uma comissão sem a presença de historiadores, com pessoas envolvidas no período e que tem critérios de verdade seletiva (tortura de guerrilheiros e militares tem peso diferente) de certo não apresentarão nenhum resultado parecido com a verdade histórica.

Documento Histórico

 

Fonte: <http://www.alemdaciencia.com

 Se para encontrarmos a verdade histórica, temos de trabalhar com documentos históricos, já temos nosso próximo conceito.

O que são documentos históricos?

Em resumo, tudo que pode ser usado para nos dar alguma informação. Podem ser orais, podem ser iconográficos, escritos, materiais, visuais… Tudo.

Uma música gravada há décadas?

Pode.

Aqueles desenhos feitos por crianças nas paredes das cavernas que faziam a mamãe das cavernas ficarem loucas?

Também pode.

Diários? Jornais, Novelas?

Tudo pode!

Depende do que é seu objeto de pesquisa, onde você quer chegar e até quem.

E o método?

 É sobre o que falamos. A construção, utilizando de ferramentas (quando estamos em busca da verdade histórica) abrange o método histórico. Quase tão simples assim!

São todos? Infelizmente não. Mas muitas das questões envolvem essas ideias, um pouco pra esquerda, um pouco pra direita mas com essa ideia.

Espero que seja útil.

Sentiu falta de alguma importante que quer ver aqui?

Deixa aquele comentário simpático que a gente traz”

Boa leitura!!!

Tutor: Matheus De Marchi

Referências

 http://queconceito.com.br/historiografia
http://www.revistas.udesc.br/index.php/tempo/article/view/2175180306112014299/3072
https://conta.gazetadopovo.com.br/assine/privado?referrer=http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-verdade-historica-30yv453iodzeufm5uodlaite6
http://www.ruadireita.com/outros/info/a-historia-do-tempo/
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