Seja mestre em arquitetura, engenharia conhecendo o que há de melhor em projetos arquitetônicos

Por Otávio de Jesus 09 out 2018 - 9 min de leitura
9 min

E ai meus queridos concurseiros, quer aprender um pouco mais sobre projetos arquitetônicos? Então corre para ler esse incrível blog.

Antes de começar qualquer obra, precisa ser realizados projetos que tem como objetivo avaliar a viabilidade e o grau de dificuldade de execução do empreendimento proposto. Abaixo veremos as classificações dos projetos.

CLASSIFICAÇÕES DOS PROJETOS

Conceituais: é elaborado de forma abrangente e consistente, permitindo que o empreendimento tenha condições técnicas e econômicas de ser efetivamente implantado.

Básicos: não é apenas a tradução de um conceito em desenhos e especificações. Trata-se de um processo que requer experiência e criatividade, pois se desenvolve através de uma cooperação contínua entre especialistas de várias disciplinas.

Executivos: é elaborado com um conjunto de elementos necessários para a execução da obra, permitindo reduzir consideravelmente os riscos e as incertezas relativamente ao custo da obra e suas condições de execução. 

Se após todas estas analises, for comprovado que os custos globalizados da obra forem maiores que os recursos financeiros determinados para o empreendimento, a obra é considerada inviável (haverá prejuízos para o construtor). Daí poderemos desistir do empreendimento ou redimensiona-lo.

Se os custos globalizados forem menores que os recursos financeiros disponíveis, a obra é considerada viável economicamente, assim, não trará transtornos como paralisações ou retardo nos trabalhos por falta de verba.

NOÇÕES SOBRE PROJETO

A representação gráfica é uma parte importante no que diz respeito aos projetos relacionados à construção civil, arquitetura, engenharia, entre outros. Pois proporciona meios para que o projetista possa materializar suas ideias e desejos. Para obter uma correta representação é necessária a utilização adequada de certos instrumentos, tais como: prancheta, papel, régua tê, régua paralela, esquadros, compasso, transferidor, gabaritos, réguas flexíveis, escalímetro, dentre outros.

Atualmente, com a evolução tecnológica, o computador configura-se como uma ferramenta completa e indispensável para o desempenho da atividade de representação gráfica de projetos, através da utilização de programas específicos, como o AutoCAD.

Escala Numérica

Antes de iniciar a atividade de leitura e interpretação de projetos, há a necessidade de conhecer alguns preceitos fundamentais que tornam essa prática mais fácil ao observador. Tais como, o prévio conhecimento de escalas numéricas, cotas e projeções ortogonais. O termo escala pode ser entendido como sendo a relação entre cada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto. Ou seja, é uma relação de proporcionalidade encontrada entre ambos, podendo ser de redução ou ampliação. Na construção civil as escalas sempre serão de redução, pois se constrói prédios enormes que estão desenhados numa simples folha de papel. Quanto à escala de ampliação, é mais comum nas áreas da mecânica e microeletrônica, onde algumas peças são minúsculas e precisão ser desenhadas de maneira ampliada para facilitar a compreensão de seus detalhes.

As escalas podem ser classificadas como numérica ou gráfica. A primeira é representada por números. Já a gráfica é a representação da numérica por meio de gráfico.

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As escalas de ampliação recomendadas são 2/1; 5/1; 5/1; 10/1; 20/1; 100/1; etc.

No entanto, quando se tem objetos cujas grandes dimensões impossibilitam sua representação, emprega-se a escala de redução. As mais usadas são 1/5; 1/10; 1/20; 1/25; 1/50; 1/100; 1/200; 1/500; 1/1000 etc. Para a escolha entre uma ou outra, deve-se levar em consideração o tamanho do objeto a ser representado; as dimensões do papel e a clareza que se dá ao desenho.

Cotas

São os números que representam às dimensões do que está sendo representado pelo desenho. Qualquer que seja a escala do desenho, as cotas significam a verdadeira grandeza das dimensões.

Regras básicas:

– As cotas devem ser escritas na posição horizontal, de modo que permita a leitura com o desenho na posição normal e o observador a sua direita;

– Os algarismos devem ser colocados acima da linha de cota, quando esta for contínua;

– Todas as cotas de um desenho devem estar na mesma unidade de medida;

– Uma cota na deve ser cruzada por uma linha do desenho;

– As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção da medida;

– Passar as linhas de cota de preferência fora da área do desenho;

– Evitar a repetição de cotas;

– O valor das cotas prevalece sobre as medidas calculadas tendo como base o desenho.

Tipologia de Traços

A compreensão de um projeto (ou desenho), está relacionada intimamente aos traços que o compõem. Cada tipo de linha vai passar uma informação ao leitor que o auxiliará na correta interpretação do desenho. Saber reconhecer, portanto, cada tipo de linha é uma atividade indispensável ao profissional da construção civil, pois ela trará informações importantes para execução de um projeto.

Existe um padrão utilizado pelo desenho técnico em relação às espessuras e os tipos de traços. Estes devem ser:

Linha contínua e traço grosso: Devem ser utilizados nas partes interceptadas pelos planos de corte (planta baixa, cortes transversais e longitudinais), nas partes que se encontram mais próxima do observador.

Linha contínua e traço mais suave: Nas partes mais distantes do primeiro plano. Nas linhas paralelas e pouco afastadas entre si.

Linha tracejada e traço suave: Nas projeções das coberturas, no contorno das paredes quando oculto pela cobertura ou quando o plano representado está acima ou abaixo do plano de corte que deu origem a planta baixa.

Linha traço e ponto e traço suave: Na projeção da caixa d’água, quando representada na planta baixa e nas linhas utilizadas como eixos.

Linha de ruptura ou zig-zag e traço suave: Secciona parte de um projeto, limitando sua área de representação. Seja para mostrar detalhadamente ou restringir uma área pré-determinada.

Os Projetos Arquitetônicos

Os projeto arquitetônicos podem ser entendido como sendo os elementos de registro gráfico e comunicação das características da obra pretendida, contribuindo para a sua real materialização. Onde o mesmo deve ser constituído por algumas representações gráficas, tais como: planta de situação, planta de locação, planta de cobertura, planta baixa, cortes (transversal e longitudinal), fachadas, detalhes técnicos e perspectivas.

Planta de situação

É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica as dimensões do terreno (lote), a quadra, lotes vizinhos, orientação magnética (norte geográfico), ruas de acesso e opcionalmente pontos de referência. Essa representação vai localizar o terreno dentro de um perímetro urbano ou até mesmo rural, facilitando sua identificação junto aos órgãos públicos competentes na regularização e fiscalização da obra.

Os dados fornecidos numa planta de situação devem necessariamente está em acordo com a escritura pública do terreno, oficializando junto aos órgãos públicos o título de propriedade daquela área.

A Planta de Situação abrange uma área relativamente grande, por isso, normalmente é desenhado em escalas pequenas, ex.: 1/500, 1/750, 1/1000, 1/2000 etc.

Planta de locação

É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica a posição da construção no terreno. Podendo ser indicado também muros, portões, vegetação existente, orientação magnética (norte geográfico), passeio público e opcionalmente construções vizinhas.

A Planta de Locação é o ponto de partida para o início de uma obra. Pois representa graficamente a sua marcação no terreno. Normalmente é desenhado em escalas médias, ex.: 1/200, 1/250, 1/500.

Na planta de locação identificamos as dimensões do terreno conforme o registro de imóveis, os afastamentos da construção em relação aos limites laterais, frontal e de fundos, a presença de calçadas, piscinas etc.

Planta baixa

Desenho que representa graficamente a projeção horizontal de uma edificação ou partes dela. Pode-se entender como sendo a seção horizontal resultante da intersecção de um plano de nível acima e paralelo do piso (normalmente a 1,50 m) em uma edificação, representando consigo portas, janelas, peças sanitárias, chuveiro e opcionalmente mobiliário de ambientação interna.

As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.

 

Cortes

Desenho que representa graficamente a projeção de uma seção vertical (ou plano) em uma edificação. Utilizado para representar detalhes que não aparece em planta baixa; indica seu pé-direito, altura de elementos construtivos, vistas de elementos estruturais, altura de portas e janelas, cobertura, bancadas etc.

Seu objetivo é esclarecer o observador do projeto através de planos de interseção longitudinal e transversal, dando uma terceira dimensão a leitura e interpretação do projeto.

Sua indicação vem representada em planta baixa por uma linha do tipo; traço e ponto ou tracejada. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.

A escolha da seção de corte numa planta baixa pode ser influenciada por uma série de fatores.

Fachadas

Desenho que representa graficamente as faces externas do edifício (frontal e lateral). As fachadas podem ser interpretadas como a representação daquilo que se almeja construir. Em geral, nas fachadas especificam os materiais de revestimentos externos, funcionamento de esquadrias, paginação de cores, indicação de detalhes técnicos etc. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.

Plantas de Cobertura

São desenhos em escala mostrando a cobertura do prédio, vista de cima, com o contorno total da construção. Têm por finalidade caracterizar a formação do telhado e maneira como as águas de chuva serão retiradas e conduzidas para o solo. A escala usual para plantas de telhado é de 1:100.

Detalhes técnicos

Desenho que representa graficamente detalhes construtivos de um ambiente específico ou de algum elemento estrutural do edifício que por qualquer motivo que seja não seria possível representá-la com precisão nas plantas e cortes. Pode ser detalhe interno ou externo ao prédio.

Perspectiva

Desenho que possibilita graficamente a representação tridimensional de um edifício ou de ambientes internos a ele. Auxilia o observador na correta interpretação do projeto de arquitetura. Seu uso, apesar de facultativo, é de extrema importância na hora de se vender o projeto.

A principal função da perspectiva é quebrar a expectativa em relação à obra finalizada. Representando sua ilustração gráfica antes mesmo de iniciar os trabalhos para sua execução. Não há uma definição a respeito da escala utilizada, pois, sua indicação vai depender de inúmeros fatores que possibilitam uma visão ampliada do prédio, casa etc.

 

E ai Pessoal, gostaram desse assunto??

Mande sua dúvida, um comentário ou uma sugestão…..

Esperamos vocês e até mais!!!

Tutor Otávio Felipe Ferreira de Jesus

Referencias

ARRUDA,2004,p.09
FASPTEC-RM – Noções Básicas de Construção Civil
Apostila de Leitura e interpretação de projetos SENAI
Doutores da Construção – Manual de Treinamento – Hidráulica
http://www.suzuki.arq.br/unidadeweb/aula%2014/aula14.htm
http://www.cimm.com.br/portal/verbetes/exibir/621-hidraulica
http://www.casadosoutros.com.br/perspectiva-ana-sawaia/
https://info.casadoconstrutor.com.br/almanaque/dicas/planta-baixa-ajuda-o-sucesso-da-obra/
https://leiautdicas.wordpress.com/2015/05/02/planta-de-situacao-consideracoes-iniciais/
http://www.cliquearquitetura.com.br/artigo/banheiro-aspectos-construtivos.html

 

 

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