Sobrepeso e Obesidade: fatores de risco desse mundo refugado

Por Tag Team 04 out 2018 - 6 min de leitura
6 min

Obesidade e Sobrepeso envolvem uma condição de excesso de peso em uma pessoa. O termo Sobrepeso é indicado para apontar o excesso de peso, já obeso tem o significado de excesso de gordura.

O Ministério da Saúde, através de pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mostra que, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8% para 18,9%. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período.

https://twitter.com/forumchaves/status/461996061243215873

Estar com sobrepeso quer dizer ter mais peso do que é considerado normal ou saudável para a idade ou tamanho. Por outro lado, Obesidade é a condição de ser obeso, por exemplo, quantidade de gordura em excesso no corpo. Apesar de uma pessoa com sobrepeso carregar excesso de peso, ela pode ter ou não acúmulo excessivo de gordura, por isso, não faça como o Nhonho!

 FATORES DE RISCOS MAIS GRAVES DA OBESIDADE

Vamos lá…

É possível fazer uma lista de vários motivos para este problema: má alimentação, sedentarismo e alcoolismo são alguns deles e, quando realizados em conjunto, o resultado pode ser ainda pior!  O alimento é o combustível do corpo e, para que ele possa trabalhar em harmonia e permanecer saudável, porém ele precisa gastar mais energia do que consome.

Nos quadros de obesidade, não é isso o que acontece. A ingestão exagerada de alimentos gordurosos e repletos de calorias vazias faz com que o acúmulo de gorduras seja cada vez maior e, se unidos à falta de atividades físicas regulares, há uma grande chance de o quadro evoluir para a obesidade.

Sejam em conjunto ou de forma individual, certos hábitos devem ser banidos da rotina de quem deseja se livrar dos quilos extras. São eles:

 Alimentação inadequada: se o corpo receber uma quantidade exagerada de alimentos cheios de calorias, certamente ficará desregulado, e todo o organismo sofrerá as consequências (o intestino, por exemplo, precisa de uma certa quantidade de fibras para funcionar devidamente e evitar inchaços indesejáveis).

Sedentarismo: ficar parado também é uma péssima ideia porque, mesmo que o organismo receba os alimentos corretos, ele também precisa gastar a energia   recebida e fortalecer os músculos, de forma a ganhar mais saúde e longevidade.

Todas as partes do corpo só têm a ganhar quando se trata de exercícios físicos, até mesmo a área emocional, já que a prática faz com que a serotonina seja liberada, um hormônio relacionado às sensações de prazer e bem-estar no organismo. A atividade física ajuda na prevenção da obesidade: músculos gastam mais energia e calorias do que a gordura, o que acelera o metabolismo corporal. Sem exercício físico o metabolismo permanece lento, obrigando a uma ingesta menor de calorias.

 Bebidas alcoólicas: repletas de calorias, elas não só engordam, mas também fazem muito mal a diversas partes do corpo. Cheias de toxinas, as bebidas alcoólicas ainda prejudicam (e muito!) a atividade cerebral, acelerando a degeneração macular. Demais problemas gástricos, como gastrites e úlceras também podem ser inseridos na lista de malefícios, além do acúmulo do colesterol ruim no organismo (HDL), que prejudica todo o sistema cardiovascular e pode resultar em doenças gravíssimas.

Obesidade e Sobrepeso envolvem uma condição de excesso de peso em uma pessoa. O termo Sobrepeso é indicado para apontar o excesso de peso

https://toiletmind.wordpress.com/2010/06/04/apoio-de-garrafa/

Estresse e ansiedade: os dois distúrbios também podem contribuir para a obesidade, já que com as emoções fora de controle, o indivíduo tende a descontar suas frustrações na comida, a fim de amenizar este sentimento. Por isso, o autocontrole é fundamental; muitas atitudes podem ajudar nesse problema, como a prática de atividades físicas, a ingestão de alimentos e chás naturais calmantes.

E NA EDUCAÇÃO FÍSICA? COMO FICA?

A atividade física bem orientada por profissionais de educação física representa uma importante arma para melhoria da qualidade de vida de obesos a ajudar na perda de gordura corporal.

Segundo Powers e Howley1, a atividade física constitui a parte mais variável do lado do gasto energético, representando de 5% a 40% do gasto calórico total diário. A combinação de exercício físico com restrição calórica representa um meio flexível e efetivo de conseguir uma redução ponderal. O exercício melhora a mobilização e o catabolismo de gorduras, acelerando a perda de gordura corporal.

Além disso, indivíduos fisicamente ativos apresentam menor peso corporal, a gordura corporal está mais bem distribuída pelo corpo. Com a atividade física, a perda de peso se classifica de melhor qualidade, pois é favorável na manutenção de massa corporal magra e na perda de tecido adiposo, em relação às dietas com restrições severas alimentares, sem associação com atividades físicas.

Para indivíduos obesos, com restrição articular e dificuldades para fazer atividade física, exercícios aeróbicos de baixa intensidade e longa duração são os mais indicados. Além disso, a mobilização de gordura em baixas intensidades de exercício acontece para fornecimento de substrato de energia.

A atividade física diminui o risco de doenças cardiovasculares em obesos (efeito hipotensor), além de aumentar a concentração do HDL-colesterol e diminuir a concentração do LDL-colesterol. Verifica-se também aumento da ação da insulina, importante fator para a prevenção da Diabetes Tipo II2.

Exercitar-se está intimamente ligado também ao aumento do bem-estar e da melhora do humor. Essas alterações alteram positivamente quadros de depressão e ansiedade. Sinais afetivos negativos são com frequência os que disparam à alimentação excessiva ou o comer compulsivamente.

A imagem corporal positiva é outra variável psicológica capaz de ser intensificada pela atividade física, influenciando as atitudes de controle de peso e os comportamentos. Uma melhor imagem corporal atribuída ao exercício, pode ser estimulantes e levar a aderência a sua prática em longo prazo, além de alterar no individuo sua confiança de realizar alterações positivas em relação ao seu corpo e ao peso corporal.

Como podemos ver, são inegáveis os benefícios que a prática de atividade física promove para a melhoria da saúde e controle do peso corporal. Traz também benefícios psicológicos e de bem estar.

A obesidade se apresenta mundialmente como precursora de doenças cardiovasculares, diabetes, baixa-estima. Com os índices alarmantes de obesidade, os governos devem adotar políticas de pratica de exercícios físicos e adoção de estilo de vida mais saudável, como forma não farmacológica do tratamento da obesidade.

O que achou do nosso post de hoje? Já teve alguma experiência referentes a esse assunto nas aulas de Educação Física?

Deixe-nos o seu comentário e aproveite para curtir e compartilhar essa ideia.

Tag Team: Márcio Emídio e Evandro Tersi

Referências:

BOUCHARD, C. Atividade física e obesidade. Barueri, SP: Manole, 2003. 469 p.
BRAGANÇA, Isa. Cardiologista.
KATZER, J. Diabetes Mellitus tipo II e Atividade Física. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires Ano 12 – N 113, Outubro 2007.
http://www.efdeportes.com/efd113/diabetes-mellitus-e-atividade-fisica.htm
MAZARACKI, Tamara. Nutróloga e Médica Ortomolecular.
POWERS, S, K; HOWLEY, E, T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento Físico e ao Desempenho. 3. ed. São Paulo: Manole, 2000.
https://www.mundoboaforma.com.br/sobrepeso-e-obesidade-qual-diferenca/
https://www.altoastral.com.br/fatores-risco-obesidade/

 

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