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Você se preocupa com as relações humanas desenvolvidas em seu trabalho?

Por Clariana Ribeiro Nogueira 03 jun 2016 - 7 min de leitura
7 min

Já sabermos desde pequenos que a convivência humana é difícil e mais tarde aprendemos que no trabalho essa questão pode ser ainda mais desafiante…

Então, vamos começar pela simples pergunta: O que são as Relações Humanas no trabalho?

Tratar de relações humanas no trabalho se refere à promoção de um relacionamento profissional baseado na ética, no respeito e no reconhecimento das diferenças de cada pessoa. Podemos dizer ainda que as Relações Humanas no trabalho se fundamentam no respeito pessoal.

Este assunto envolve falar do indivíduo e como ele se relaciona com a organização. Isto é, na relação de um grupo com outro, mas também, e principalmente, nas relações que os membros de um grupo mantêm entre si.

Relacionamento interpessoal está diretamente relacionado às relações humanas no trabalho assim como uma teia de relações desenvolvidas no ambiente de trabalho que podem ser de mando, lealdade, confiança, cooperação, simpatia, aversão, servidão, atração e assim por diante…

Muito bem, agora que já compreendemos, de maneira geral o seu significado, a próxima questão relevante é: Por que é importante este assunto? Por que você deveria saber mais sobre ele?

Por que, de maneira em geral, gera benefícios tanto para a pessoa que se respeita e respeita aos outros (que preocupa-se em manter boas relações humanas no trabalho) como também para o resultado final da organização.

Pense por um instante:

Você gostaria de trabalhar em um local em que o ambiente de trabalho tem muitos conflitos? Um ambiente em que as pessoas trabalham de cara feia? Trabalharia satisfeito em um local em que não é possível manter regras de convivência mínimas como dizer “obrigado”, “por favor” e “com licença”? Você se motivaria em estar exercendo uma atividade em que não se sinta valorizado, ou melhor, que ninguém neste local se sinta valorizado ou se sinta realmente importante para a organização?

Se a resposta para todas estas perguntas foi um legítimo: NÃO, então significa que você consegue reconhecer que as relações humanas no trabalho devem ser consideradas relevantes.

Assim, podemos destacar que manter boas relações humanas no trabalho resulta na melhoria no(a):

– desempenho das pessoas;

– aumento do orgulho pessoal em pertencer à organização;

– crescimento da satisfação dos colaboradores;

– maior retenção de talentos;

– aumento na participação no mercado;

– progresso na qualidade dos serviços e atendimento;

– melhoria da imagem da organização;

– expansão dos negócios da organização;

– aumento da eficácia organizacional;

– equipes mais inspiradas para superação de metas;

– motivação das pessoas em busca de objetivos.

Como criar/manter/incentivar boas relações humanas no trabalho?

Para este ambiente mais saudável com boas relações humanas no trabalho, existem aspectos que podem ser trabalhados nos treinamentos comportamentais da organização, mas que, ainda que não haja tais treinamentos, existem regras de uma boa convivência funcional que devem ser trabalhadas (exercidas) com superiores, subordinados e colegas de trabalho. Veja:

Respeitar o chefe imediato, colegas, subordinados e clientes – quem respeita, sempre será respeitado. Deve-se ser educado e cortês.

– Não cortar a palavra de quem fala – falar pouco e com segurança agrada mais aos clientes e colegas.

-Ser claro na comunicação – falar somente o necessário. Saber ouvir é uma arte!

– Cuidar para não ferir o outro com reações agressivas – controlar emoções é fundamental. Nada de descontar os problemas pessoais ou descarregar os seus problemas nos colegas.

– Procurar a causa das antipatias para vencê-las – conhecer a si mesmo e procurar ser compatível com colegas e chefia são básicos para o trabalho harmonioso e rentável.

-Nunca dizer categoricamente: “Não concordo! Você está errado” – dizer a mesma coisa com outros termos, por exemplo: “Eu entendo o seu apontamento, mas acredito que uma outra possibilidade seja fazermos…”. A maneira como você diz é mais importante do que aquilo que você diz.

-Aprender a enaltecer as qualidades positivas das pessoas, através do elogio – esta é a melhor arma para quem quer conquistar e cativar amigos. Valorize os pontos fortes dos outros para que eles também se sintam reconhecidos.

-Usar normas de etiqueta social, aplicando-as corretamente como: dizer obrigada, por favor, com licença etc. Isso ajuda a conseguir o que se quer, respeitando e valorizando os outros.

-Ter sempre um semblante alegre e sorridente – o sorriso contagia favoravelmente o ambiente. A simpatia atrai amizades. Alegra outras pessoas que não estão bem.

-Mostrar interesse pelos outros – as pessoas gostam de receber atenção. Amigos sim; íntimos não!

-Dar importância ao outro, por mais humilde que seja – valorizar cada pessoa é uma questão de respeito. E isso é importante independente da função ou cargo que a pessoa exerça, sem qualquer distinção.

-Lembrar sempre que ninguém nasce sabendo – aprender é descobrir as suas próprias ignorâncias; dialogar é uma arte! Por isso, deve-se ter paciência com quem não aprendeu determinados pontos que outros já aprenderam, respeitando o tempo de cada um.

-Gostar do que faz é gostar de si. Gostar do outro e amar seu trabalho são ingredientes de sucesso nas relações humanas.

Que tal falarmos do indivíduo da organização? Como ele é visto na organização?

Os indivíduos são as pessoas. O modelo de gestão por competências apresenta que as pessoas são indivíduos dotados de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes – o famoso: CHA.

No entanto, sabemos que nem sempre a administração enxergou as pessoas desse modo…

Na Administração Científica, por exemplo, o homem era tratado como uma extensão da máquina, o conceito de “homo economicus”, cuja ideia principal é a de que a motivação fundamental da pessoa no trabalho é a remuneração. O foco da Administração científica era a produtividade maior e a racionalização do trabalho, sem qualquer olhar para o indivíduo.

Outra situação era na burocracia apresentada por Weber, que o importante é o cargo e não a pessoa, por isso devia-se evitar lidar com as emoções e as irracionalidades humanas. As pessoas devem ser promovidas por mérito, e não por ligações afetivas. A autoridade decorre do cargo ocupado e não da pessoa. Ou seja, tudo muito voltado para ao cargo e não para o indivíduo.

Foi só na Escola das Relações Humanas, com o Estudo de Hawthorne que o indivíduo começou a ser visto como pessoas que age como membro de um grupo.

Quando a administração trata bem os funcionários, o desempenho do grupo tende a ser positivo. A administração deve observar o comportamento dos grupos, e tratar os funcionários de forma coletiva, ao incentivar o trabalho em equipe. 

Dessa forma, as pessoas são dotadas de conhecimentos, habilidades e atitudes, que variam de pessoa para pessoa, de acordo com sua formação, experiências e oportunidades.

Nas organizações, os indivíduos se relacionam. Elton Mayo identificou dois tipos de organização, a formal e informal.

Organização formal: é a organização formalizada por meio de normas e regulamentos escritos e detalhados, com desenho de cargos, ou seja, a especificação dos requisitos e atribuições relativos ao cargo. Os cargos seguem uma estrutura hierárquica ou linha de comando, que atua organizando as pessoas e os recursos a fim de alcançar determinados objetivos.

Na organização formal, as rotinas de trabalho e os procedimentos são formalizados, de forma que os funcionários saibam como exercer suas tarefas.

Organização informal: diferente da organização formal, que é criada para atingir os objetivos da empresa, a organização informal não possui normas e regulamentos formais. A organização informal nasce dos relacionamentos das pessoas que possuem interesses em comum ou que compartilham valores semelhantes. A convivência dos funcionários distribuídos nos diversos níveis hierárquicos revelam amizades e diferenças entre as pessoas.

A organização informal serve para atender às necessidades de sociais, de relacionamento das pessoas. Por exemplo: a turma do cafezinho, o pessoal do futebol de sábado, o pessoal do barzinho, etc.

Assim, com o conhecimento de que há a organização formal e informal interagindo, com a devida integração dos indivíduos, o que as organizações têm a ganhar é o maior aproveitamento da energia humana de que dispõem!

Portanto, a vivência em grupo (e os objetivos deste grupo) devem ser valorizados a fim de melhores resultados para todos, posicionando as pessoas em relação a si próprias e em relação aos outros (e isso sempre com muito respeito).

Assim, o simples exercício da atividade profissional não apenas expressa a singularidade do indivíduo, resultado das suas escolhas, mas também o posiciona no seu grupo social. O seu comportamento perante o grupo e a organização manifesta o desenvolvimento de suas habilidades e a valorização de sua atividade em relação ao seu grupo.

Espero que tenha aproveitado e gostado do assunto, pois lidar com pessoas no ambiente de trabalho é essencial para obter êxito profissional.

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